O meu filho tem coisas que me fazem pensar que ele não é um bebé honesto, isto é, um bebé que se sabe com o que é que se pode contar. Senão, vejam: o que é que uma pessoa faz quando chega à sala e vê o seu filho de 5 meses no meio da dita (que é pequenina, diga-se), deitado de bruços e agarrado ao carrinho de chá, que vai empurrando metodicamente (tipo aqueles andarilhos dos velhotes)? Primeiro ri-se. Depois pensa: não posso mesmo voltar a deixá-lo sozinho sem uma protecção à volta. É preciso tapar as tomadas. Como vou proteger estas arestas todas? Ai a minha vida, não era suposto estas aflições virem lá para os 9 meses, ou assim???
E hoje estou, pela primeira vez, a dormir sozinha em casa com o Gustavo (e com o Matias e o Roger) porque o L. foi a uma despedida de solteiro que só acaba no almoço de amanhã. A parte do sozinha com o Gustavo não me inquieta. A parte do como é que eu vou passear os dois cães com trela (um é fugidio e o outro é chanfrado, acreditem que não os posso soltar) e com um bebé num marsúpio que já nem devia estar a usar é que vai ser o meu fim, ai, ai... É que são 17 kg de Matias, uns 40 kg de Roger, uns 10 kg de Gustavo e uns meros 48 kg de gralha. Eu diria que é fisicamente impossível.
Bom fim-de-semana!
31 agosto 2007
29 agosto 2007
as férias
Ora então, as férias: Piscinámos muito, praiámos menos, lemos bastante, descansámos quanto baste. Comeu-se muito cachorro, bebeu-se muito Sumol (tal como há 1 ano: era a única coisa que conseguia beber no primeiro trimestre de gravidez), mastigou-se muita batata-frita... Mas sobretudo esteve-se muito bem em família. Foi tão bom ter os dias todos inteirinhos para brincar com o filhote! E acho que ele se sentiu muito feliz por ter ambos os pais sempre disponíveis (física e psicologicamente) para a palhaçada e para os mimos. Chegou a haver dias que até acordava depois das 9h e tudo! ;) Ele adorou tudo o que metia água: a piscina (ainda que a água estivesse fresquinha), o mar, o barquinho insuflável cheio de água (e bonecada!), you name it! Espere que continue assim fiel ao seu signo para daqui a uns anos se juntar aos pais nas aventuras ribeirinhas, marinhas e submarinas.
Mas por que é que as férias têm de acabar? E por que é que vivo estas duas semanas ainda em casa mas já a antecipar a entrada do guguinha na creche...? :( Não sei, mas esta miséria de tempo não ajuda a melhorar os ânimos. O que me vale é o meu filhote, já tão crescido e cada vez mais reactivo e atento (é como se tivesse deixado de ser um boneco e fosse uma pessoa de verdade, se me entendem), e que dá ânimo para acordar cedo todo o santo dia. E cantar-lhe a música do bom dia ao sol mesmo que não haja sol nenhum lá fora.
Agora, como presente de fim de férias, e especialmente para o curioso Matvey, apresento-vos a gralha!!! (mascarada de pessoa, claro)
foto retirada
E agora tenho de ir espreitar os vossos blogues, que já devo estar muito desactualizada!
Mas por que é que as férias têm de acabar? E por que é que vivo estas duas semanas ainda em casa mas já a antecipar a entrada do guguinha na creche...? :( Não sei, mas esta miséria de tempo não ajuda a melhorar os ânimos. O que me vale é o meu filhote, já tão crescido e cada vez mais reactivo e atento (é como se tivesse deixado de ser um boneco e fosse uma pessoa de verdade, se me entendem), e que dá ânimo para acordar cedo todo o santo dia. E cantar-lhe a música do bom dia ao sol mesmo que não haja sol nenhum lá fora.
Agora, como presente de fim de férias, e especialmente para o curioso Matvey, apresento-vos a gralha!!! (mascarada de pessoa, claro)
foto retirada
E agora tenho de ir espreitar os vossos blogues, que já devo estar muito desactualizada!
27 agosto 2007
de volta a casa
Ainda estou de férias mais duas semanas mas acabou-se a piscina e a praia (pouca), chuif... Como poderão calcular, o regresso de viagem implica muitas arrumações, limpezas, etc., pelo que hoje não tenho tempo para grandes conversas. A correr: as férias foram óptimas, o Gustavo parece outro rapazinho, tais foram as mudanças, tirámos muitas fotos e filmámos muito... e obrigada pelas vossas simpáticas palavras pelo quinto mesiversário :). Até já!
10 agosto 2007
5 meses (quase)
No limiar do quinto mesiversário, e porque vamos de férias, revejo mentalmente as tuas conquistas mais recentes. Rebolas como um croquete, o que já deu acidente, e quando ficas de barriga para baixo começas a fazer flexões "à menina" (com os joelhos no colchão). Quando converso contigo, começas a dar aos bracinhos e pernas a alta velocidade, como se quisesses levantar voo. Por falar nisso, para além de estar de pé, o que mais gostas é de voar sobre mim - meus pobres bracinhos... Sentado é que não é muito contigo.
Passas objectos de mão para mão até alguma coisa cair e eu lá ir apanhar. E os pés também são um novo brinquedo.
Quando te levo ao supermercado de marsúpio (É verdade, shame on me! E é ao Minipreço), gostas de agarrar na pega do carrinho e vais tu a empurrar. Já me ajudas tanto, filhote :).
Adoras pegar e lamber os meus relógios, principalmente o meu swatch scuba (porque é verde e macio). Mexes devagarinho na cara das pessoas para nos reconheceres a boca, o nariz e os olhos. Fazes-me umas festas muito meiguinhas que, para minha alegria, ainda só reservas para mim (pronto, para o pai também). Abraças-me o pescoço quando tens sono/miminho, mas não gostas de estar muito tempo ao colo.
Continuas a palrar muito e a cantar quando eu começo a cantar. No outro dia, até te pus ao piano e foi uma sinfonia encantadora (principalmente para os vizinhos, eheh), contigo a martelar nas teclas e eu na oitava acima a tentar acompanhar-te.
Começaste a reagir aos estranhos (vulgo, pessoas não-papá-nem-mamã) que não se aproximam cuidadosamente. Se chegam e querem logo pegar-te ao colo sem mais nem menos temos choradeira. Realmente, mas que liberdades são estas?
Continuas a roer muito as mãos e os dedos e a babar, mas não há dentes à vista. Quando estamos à mesa, estás sempre a chamar-nos e depois ris-te. Se não olhamos, começas a choramingar. Às vezes porto-me mal e ponho-te ao meu colo enquanto acabo de jantar, o que dá direito a filho cheio de pingos de fruta na cabeça.
Mamas na descontra, como quem já conhece as minhas maminhas de gingeira, e paras a meio para conversar e fazer barulhinhos a ver se eu imito. Quando o faço, ris-te e agarras a maminha de novo. Não pode é haver confusão à volta, senão distrais-te e não mamas mais nada. A maminha é que vai ter de começar a desacelerar agora porque vais para a creche e a mamã não consegue passar o dia todo a tirar leite com a bomba (Deus sabe o que me custaram estas 6 semanas). Mas também já vem aí a sopa e a fruta! Comes a papa sem hesitações e cobiças a nossa comida, sobretudo quando estamos os três a tomar o pequeno-almoço na cama. Não engoles uma gota de água - nem natural, nem fresca, nem infusões de lúcia-lima, cidreira. Se é para beber, é leitinho.
Estive todo este mês mais longe de ti, filhote querido. Custou-me muito passar os dias à espera do fim da tarde, para te rever. E muitas vezes chegar a casa e já estares a dormir. Mas o amor explosivo e impossivelmente enorme que sinto por ti só aumenta a cada momento. Vejo-te crescer e fico orgulhosa pelo rapazinho fantástico que estás a tornar-te... e com saudades do meu Guguinha recém-nascido. O que vale é que agora vamos ter 4 semanas inteirinhas para namorar muito, passear e brincar. Nunca poderei parar de dar graças a Deus e ao teu papá por te terem trazido para a minha vida :).
E agora: BOAS FÉÉÉÉRIAAAAAAAS!!!

(Sim, é mesmo a patinha dele a agarrar na máquina. Já a fugir dos paparazzi)

Passas objectos de mão para mão até alguma coisa cair e eu lá ir apanhar. E os pés também são um novo brinquedo.
Quando te levo ao supermercado de marsúpio (É verdade, shame on me! E é ao Minipreço), gostas de agarrar na pega do carrinho e vais tu a empurrar. Já me ajudas tanto, filhote :).
Adoras pegar e lamber os meus relógios, principalmente o meu swatch scuba (porque é verde e macio). Mexes devagarinho na cara das pessoas para nos reconheceres a boca, o nariz e os olhos. Fazes-me umas festas muito meiguinhas que, para minha alegria, ainda só reservas para mim (pronto, para o pai também). Abraças-me o pescoço quando tens sono/miminho, mas não gostas de estar muito tempo ao colo.
Continuas a palrar muito e a cantar quando eu começo a cantar. No outro dia, até te pus ao piano e foi uma sinfonia encantadora (principalmente para os vizinhos, eheh), contigo a martelar nas teclas e eu na oitava acima a tentar acompanhar-te.
Começaste a reagir aos estranhos (vulgo, pessoas não-papá-nem-mamã) que não se aproximam cuidadosamente. Se chegam e querem logo pegar-te ao colo sem mais nem menos temos choradeira. Realmente, mas que liberdades são estas?
Continuas a roer muito as mãos e os dedos e a babar, mas não há dentes à vista. Quando estamos à mesa, estás sempre a chamar-nos e depois ris-te. Se não olhamos, começas a choramingar. Às vezes porto-me mal e ponho-te ao meu colo enquanto acabo de jantar, o que dá direito a filho cheio de pingos de fruta na cabeça.
Mamas na descontra, como quem já conhece as minhas maminhas de gingeira, e paras a meio para conversar e fazer barulhinhos a ver se eu imito. Quando o faço, ris-te e agarras a maminha de novo. Não pode é haver confusão à volta, senão distrais-te e não mamas mais nada. A maminha é que vai ter de começar a desacelerar agora porque vais para a creche e a mamã não consegue passar o dia todo a tirar leite com a bomba (Deus sabe o que me custaram estas 6 semanas). Mas também já vem aí a sopa e a fruta! Comes a papa sem hesitações e cobiças a nossa comida, sobretudo quando estamos os três a tomar o pequeno-almoço na cama. Não engoles uma gota de água - nem natural, nem fresca, nem infusões de lúcia-lima, cidreira. Se é para beber, é leitinho.
Estive todo este mês mais longe de ti, filhote querido. Custou-me muito passar os dias à espera do fim da tarde, para te rever. E muitas vezes chegar a casa e já estares a dormir. Mas o amor explosivo e impossivelmente enorme que sinto por ti só aumenta a cada momento. Vejo-te crescer e fico orgulhosa pelo rapazinho fantástico que estás a tornar-te... e com saudades do meu Guguinha recém-nascido. O que vale é que agora vamos ter 4 semanas inteirinhas para namorar muito, passear e brincar. Nunca poderei parar de dar graças a Deus e ao teu papá por te terem trazido para a minha vida :).
E agora: BOAS FÉÉÉÉRIAAAAAAAS!!!
(Sim, é mesmo a patinha dele a agarrar na máquina. Já a fugir dos paparazzi)
09 agosto 2007
chapéus
Eu bem tento conter a minha língua venenosa e conto até 100 antes de vir escrever um post, só para parecer que sou uma gralha boazinha que nunca faz uso do sarcasmo e nunca diz mal de ninguém. Mas, às vezes, é mais forte do que eu. E eu nem tenho a culpa, venho de uma família de gralhas em que as bocas se sucedem a um ritmo alucinante, a ver quem é que consegue dizer o maior disparate. Adiante. Perdoem-me, portanto, os que se sentirem afectados pela minha actual inquietação metafísica.
Estão preparados? Cá vai:
Por que é que algumas senhoras, a partir de uma certa idade, começam a usar os chapéus no alto do cucuruto?
(Eu sei, é uma questão de uma pertinência acutilante nos dias que correm - Verão, sem nada de especial para dizer)
É que não é um chapéu qualquer, é um chapéu daqueles brancos com publicidade, geralmente de uma marca de congelados ou de uma campanha eleitoral de mil-novecentos-e-troca-o-passo. E lá se empoleira ele, altaneiro, no topo daquelas cabecitas lusitanas.
Como cientista social, tracei algumas hipóteses (e olhem que isto é matéria para, pelo menos, uma tese de licenciatura em sociologia!). Ora vejam, analisem e opinem:
H1: As cabeças das mulheres portuguesas crescem continuamente até já não haver chapéus que sirvam
H2: Este estilo fá-las parecer mais altas (minhas senhoras, se esse truque não resulta nem com a poupa ripada da Dolly Parton, por que é que resultaria com um chapéu? se resultasse, bem que eu andava de chapéu!)
H3: É para não estragar a permanente (o mesmo penteado curto e com caracóis arrumados que usam desde que se casaram e, portanto, tiveram de mudar o penteado para um de "senhora")
É que este não é um problema menor. Antes estava circunscrito às praias e aos passeios organizados pela Junta mas agora vê-se também nas ruas, no supermercado, onde quer que se vá...
Estão preparados? Cá vai:
Por que é que algumas senhoras, a partir de uma certa idade, começam a usar os chapéus no alto do cucuruto?
(Eu sei, é uma questão de uma pertinência acutilante nos dias que correm - Verão, sem nada de especial para dizer)
É que não é um chapéu qualquer, é um chapéu daqueles brancos com publicidade, geralmente de uma marca de congelados ou de uma campanha eleitoral de mil-novecentos-e-troca-o-passo. E lá se empoleira ele, altaneiro, no topo daquelas cabecitas lusitanas.
Como cientista social, tracei algumas hipóteses (e olhem que isto é matéria para, pelo menos, uma tese de licenciatura em sociologia!). Ora vejam, analisem e opinem:
H1: As cabeças das mulheres portuguesas crescem continuamente até já não haver chapéus que sirvam
H2: Este estilo fá-las parecer mais altas (minhas senhoras, se esse truque não resulta nem com a poupa ripada da Dolly Parton, por que é que resultaria com um chapéu? se resultasse, bem que eu andava de chapéu!)
H3: É para não estragar a permanente (o mesmo penteado curto e com caracóis arrumados que usam desde que se casaram e, portanto, tiveram de mudar o penteado para um de "senhora")
É que este não é um problema menor. Antes estava circunscrito às praias e aos passeios organizados pela Junta mas agora vê-se também nas ruas, no supermercado, onde quer que se vá...
08 agosto 2007
os outros
E porque não há mesmo muito a passar-se por esta altura, hoje resolvi falar-vos dos habitantes da nossa casa. Já conhecem a gralha, o Gustavo, já ouviram falar alguma coisa do L. e dos cães, o Matias e o Roger. Mas nós temos ainda mais dois habitantes (se não contarmos com a Hortênsia - uma planta, mas não é uma hortênsia. Foi o L. que lhe deu o nome, vá-se lá saber porquê...). Passo então a apresentar-vos o Polti e o Al.
O Polti é um poltergeist que já vivia em casa do L. (o resto da família do Polti continua a viver lá). Quando viemos para a nossa casa, o L. trouxe o Polti, que tem o seu próprio quartinho numa antecâmara da cozinha (agora também ocupada pela cama do Matias, que cedeu o seu quarto ao Gustavo). O Polti é muito brincalhão e gosta de deixar tudo quanto é porta de armário e gaveta aberta. Então se forem os armários de parede, deixa tudo escancarado para a gralha bater com a cabeça enquanto anda às voltas com os seus cozinhados. Já tentei expulsar o Polti lá de casa à custa de muitas cabeçadas mas não há volta a dar-lhe: se não podemos vencê-los, juntamo-nos a eles e eu própria já tenho deixado algumas gavetitas abertas, de vez em quando.
Mais recentemente chegou o Al. O Al Zheimer*. O Al foi viver lá para casa ainda antes de o Gustavo nascer mas tem marcado presença assídua nos últimos meses, devido à escassez de horas de sono que tem havido agora. É ver-nos, pois, a repetir a mesma história várias vezes (a favorita do L. é contar "sabias que o Bono fez esta música em memória do pai?" de cada vez que toca o "Sometimes You Can't Make it On Your Own"), a não recordar o que se comeu ao almoço, a esquecer de dar recados importantes... Já nos estou a ver aos 80 anos (era bom!) completamente jarretas e ainda a ter as mesmas discussões, comigo no fim a dizer: "e esqueceste-te de novo de levar a reciclagem", e o L. a ripostar: "e há 55 anos que te digo para não deitares os cotonetes na sanita".
Enfim, são uns habitantes inesperados mas nós lá vamos vivendo com eles (só é pena não contribuirem para pagar a renda).
* Eu sei que a doença de Alzheimer é um assunto muito sério e uma tragédia que afecta profundamente várias famílias. Espero que ninguém se ofenda com esta nossa brincadeira mas nós somos muito adeptos do humor negro na tentativa de tornar certos assuntos um pouco menos pesados.
O Polti é um poltergeist que já vivia em casa do L. (o resto da família do Polti continua a viver lá). Quando viemos para a nossa casa, o L. trouxe o Polti, que tem o seu próprio quartinho numa antecâmara da cozinha (agora também ocupada pela cama do Matias, que cedeu o seu quarto ao Gustavo). O Polti é muito brincalhão e gosta de deixar tudo quanto é porta de armário e gaveta aberta. Então se forem os armários de parede, deixa tudo escancarado para a gralha bater com a cabeça enquanto anda às voltas com os seus cozinhados. Já tentei expulsar o Polti lá de casa à custa de muitas cabeçadas mas não há volta a dar-lhe: se não podemos vencê-los, juntamo-nos a eles e eu própria já tenho deixado algumas gavetitas abertas, de vez em quando.
Mais recentemente chegou o Al. O Al Zheimer*. O Al foi viver lá para casa ainda antes de o Gustavo nascer mas tem marcado presença assídua nos últimos meses, devido à escassez de horas de sono que tem havido agora. É ver-nos, pois, a repetir a mesma história várias vezes (a favorita do L. é contar "sabias que o Bono fez esta música em memória do pai?" de cada vez que toca o "Sometimes You Can't Make it On Your Own"), a não recordar o que se comeu ao almoço, a esquecer de dar recados importantes... Já nos estou a ver aos 80 anos (era bom!) completamente jarretas e ainda a ter as mesmas discussões, comigo no fim a dizer: "e esqueceste-te de novo de levar a reciclagem", e o L. a ripostar: "e há 55 anos que te digo para não deitares os cotonetes na sanita".
Enfim, são uns habitantes inesperados mas nós lá vamos vivendo com eles (só é pena não contribuirem para pagar a renda).
* Eu sei que a doença de Alzheimer é um assunto muito sério e uma tragédia que afecta profundamente várias famílias. Espero que ninguém se ofenda com esta nossa brincadeira mas nós somos muito adeptos do humor negro na tentativa de tornar certos assuntos um pouco menos pesados.
07 agosto 2007
notas rápidas
Por que é que os bebés gostam de acordar mais cedo no Verão? Será que o meu não sabe que este ano não vai para a praia? Os paizinhos, pelo contrário, vão trabalhar e não estão com muitas energias para a palhaçada antes das 8h da manhã...
O L. resolveu cortar o cabelo muito curtinho (eu também gostava) e agora ainda estão, pai e filho, mais parecidos. Vê-los a olhar um para o outro, muito sérios, é demais!
Já só faltam 3 dias para irmos de férias e a lista de coisas para levar aumenta, aumenta... E não sei como vai caber tudo no meu pequeno "Ferrari".
E agora uma mais séria: Nunca falei do assunto da Maddie aqui, apesar de, naturalmente, me entristecer como a qualquer mãe. Mas as notícias de agora, de que os pais podem estar envolvidos, deixam-me absolutamente perplexa! E eu achava, do alto dos meus 28 anos, que já nada me podia surpreender...
Parece que todos os blogues foram de férias. Ninguém posta, ninguém comenta. Por um lado, é um sinal agradável da silly season - apesar do frio inacreditável que está desde ontem! Por outro lado, confesso que estou a "ressacar" a falta da dose diária de novidades. Por favor escrevam qualquer coisa! Copiem a bula dos medicamentos, contem o que comeram ao almoço. Não me deixem aqui sem nada para fazer (excepto trabalhar).
O L. resolveu cortar o cabelo muito curtinho (eu também gostava) e agora ainda estão, pai e filho, mais parecidos. Vê-los a olhar um para o outro, muito sérios, é demais!
Já só faltam 3 dias para irmos de férias e a lista de coisas para levar aumenta, aumenta... E não sei como vai caber tudo no meu pequeno "Ferrari".
E agora uma mais séria: Nunca falei do assunto da Maddie aqui, apesar de, naturalmente, me entristecer como a qualquer mãe. Mas as notícias de agora, de que os pais podem estar envolvidos, deixam-me absolutamente perplexa! E eu achava, do alto dos meus 28 anos, que já nada me podia surpreender...
Parece que todos os blogues foram de férias. Ninguém posta, ninguém comenta. Por um lado, é um sinal agradável da silly season - apesar do frio inacreditável que está desde ontem! Por outro lado, confesso que estou a "ressacar" a falta da dose diária de novidades. Por favor escrevam qualquer coisa! Copiem a bula dos medicamentos, contem o que comeram ao almoço. Não me deixem aqui sem nada para fazer (excepto trabalhar).
05 agosto 2007
maravilha!
(de novo sem acentos no teclado)
Este fim-de-semana esta a ser uma maravilha :) Ontem tivemos um dia bem tranquilo, o Guguinha deixou-nos dormir ate as 10h30 e a tarde fomos passear para o parque do Museu do Teatro (no Lumiar). Nao visitamos o museu propriamente dito mas digo-vos que, so pelos jardins, vale a pena. Aquilo estava absolutamente vazio, por isso andamos por la a passear como se estivessemos no nosso proprio palacio, pelo meio da vegetacao densa e de muitas especies de arvores enormes e bem cheirosas. A parte melhor foi quando paramos junto a um laguinho com patos e eu estive a dar de mamar ao filhote no meio da natureza, com um ar bem fresquinho, e ele mamava tranquilamente, parava para espreitar os passarinhos, mamava um bocadinho mais... A minha vida podia ser assim todos os dias!
Hoje tambem esta a ser um dia de luxo pois, apesar das maquinas de roupa, casa de banho para lavar, refeicoes para adiantar, etc., etc., o L. foi esvoacar (andar de planador) e eu fiquei o dia todo sozinha com o meu borrachinho mais pequeno. E que bom que e ter um dia inteirinho para namorar, brincar, dancar, ver revistas (i.e., o Gustavo amachucar as paginas das revistas) e mimar como quando estava de licenca de maternidade! Pode parecer muito pouco, mas sinto-me plenamente feliz neste momento :D
Este fim-de-semana esta a ser uma maravilha :) Ontem tivemos um dia bem tranquilo, o Guguinha deixou-nos dormir ate as 10h30 e a tarde fomos passear para o parque do Museu do Teatro (no Lumiar). Nao visitamos o museu propriamente dito mas digo-vos que, so pelos jardins, vale a pena. Aquilo estava absolutamente vazio, por isso andamos por la a passear como se estivessemos no nosso proprio palacio, pelo meio da vegetacao densa e de muitas especies de arvores enormes e bem cheirosas. A parte melhor foi quando paramos junto a um laguinho com patos e eu estive a dar de mamar ao filhote no meio da natureza, com um ar bem fresquinho, e ele mamava tranquilamente, parava para espreitar os passarinhos, mamava um bocadinho mais... A minha vida podia ser assim todos os dias!
Hoje tambem esta a ser um dia de luxo pois, apesar das maquinas de roupa, casa de banho para lavar, refeicoes para adiantar, etc., etc., o L. foi esvoacar (andar de planador) e eu fiquei o dia todo sozinha com o meu borrachinho mais pequeno. E que bom que e ter um dia inteirinho para namorar, brincar, dancar, ver revistas (i.e., o Gustavo amachucar as paginas das revistas) e mimar como quando estava de licenca de maternidade! Pode parecer muito pouco, mas sinto-me plenamente feliz neste momento :D
03 agosto 2007
mais magro
Agora tenho de travar uma batalha (inglória) contra o batalhão do vamos-enchouriçar-o-Gustavo, i.e., o L. e a minha sogra. Hoje de manhã tive de ouvir um "ele está mais magro. Já não tem tanto duplo-queixo". Oh meus amigos! Na última consulta estava no percentil 75 de peso. Continua uma bolinha linda com refegos por todo o lado. Fica bem disposto depois de mamar e aguenta 4 horas de dia e 8 horas de noite entre refeições. Está mais magro?!?
Vamos lá a ver se nos entendemos: quando ele crescer, pode ser magro, médio, gordo, aquilo que entender. Que seja saudável é, obviamente, o desejo de todos os pais. Agora, dispensava bem que a pediatra o pusesse em dieta daqui a uns tempos. Recusar-lhe comida, isso sim, é que me partiria o coração! Ando eu a esfalfar-me para tirar (numa casa de banho pública suja e feia onde é muuuuuito difícil encontrar a tranquilidade necessária para a ordenha), duas vezes por dia, o leite suficiente para ele tomar em casa e vem esta gente dar-lhe suplemento porque ele ainda não tinha ficado a deitar leite pelas orelhas... Por que é que esta tradição do engorda-bebés-ao-exagero continua tão enraizada em tanta gente??
Olhem só para ele tão magrinho...
Vamos lá a ver se nos entendemos: quando ele crescer, pode ser magro, médio, gordo, aquilo que entender. Que seja saudável é, obviamente, o desejo de todos os pais. Agora, dispensava bem que a pediatra o pusesse em dieta daqui a uns tempos. Recusar-lhe comida, isso sim, é que me partiria o coração! Ando eu a esfalfar-me para tirar (numa casa de banho pública suja e feia onde é muuuuuito difícil encontrar a tranquilidade necessária para a ordenha), duas vezes por dia, o leite suficiente para ele tomar em casa e vem esta gente dar-lhe suplemento porque ele ainda não tinha ficado a deitar leite pelas orelhas... Por que é que esta tradição do engorda-bebés-ao-exagero continua tão enraizada em tanta gente??
Olhem só para ele tão magrinho...
02 agosto 2007
um mês de regresso
Acho que ninguém recorda esta efeméride mas faz hoje um mês que voltei ao trabalho. Não nego que é bom conviver com mais gente - ainda por cima, gente de quem eu gosto e que me faz rir - e que o meu cérebro também agradece o estímulo extra... Mas andava a pensar o que iria escrever no post dos cinco meses do Gustavo (ainda falta, eu sei!) e, sinceramente, não tenho muito para contar :(. O meu filho continua a crescer e a desenvolver-se todos os dias mas eu não estou lá para acompanhar tudo isso. Chego a casa e reportam-me os essenciais - sonos, biberons, disposição - e eu recebo-o nos braços, cheia de saudades e com um nó na garganta por mais uns momentos que não passei com ele. É que ele nunca mais volta a ser bebé... É muito injusto! Vá lá, só faltam 8 dias para as férias...
adenda:
sogra - "já viu que ele agora tosse quando quer chamar a atenção?"
gralha - "ai é...?"
:(
adenda:
sogra - "já viu que ele agora tosse quando quer chamar a atenção?"
gralha - "ai é...?"
:(
01 agosto 2007
desejos menos fúteis
Bem, uma pessoa puxa da futilidade e leva quase mais comentários do que quando nasceu o Gustavo! Acho que vou começar a dissertar sobre o verniz das unhas (este ano apetecia-me um tom entre o morango e o salmão, o que acham?)
Para que se entenda que não sou assim tão comedida, também tenho os meus desejos mais ousados e sabia muito bem o que fazer a muito dinheiro (se calhar já começava a jogar no Euromilhões... Mas ainda estou com esperança que a Maçanica ganhe e partilhe comigo o prémio :P). Senão, vejam:
- Comprava uma bela moradia (mas não grande demais) na Quinta da Marinha, com piscina, sauna, vários jacuzzi e um fantástico jardim, mesmo perto dos meus cavalinhos (para já pode ser um pónei para o Gustavo). É claro que tinha espaço para os meus (pelo menos) 3 cães, que teriam alguém para os levar à rua de manhã cedo;
- Comprava ainda uns modestos apartamentos em Londres e NY para as comprinhas semestrais e uma ilhota caribenha. Pode ser ao largo da Venezuela, por exemplo;
- Comprava uma carrinha BMW M5 touring azul escura para andar com os miúdos e um BMW Z4 M Roadster cinzento escuro metalizado para passear de cabelos ao vento com as minhas amigas;
- Contratava uma cozinheira (que cozinhasse como a minha mãe), uma empregada de limpeza (que limpasse como a minha mãe) e um chauffeur (não, que não conduzisse como a minha mãe) para não me maçar quando não me apetecesse cozinhar, limpar e conduzir;
- Comprava um clube de remo devidamente apetrechado para que toda a minha família pudesse lá treinar;
- Oferecia o brevet de Piloto Particular de Aviões ao L., juntamente com um pequeno aviãozinho para ele poder fazer as devidas horas de vôo anuais (mas não podes tornar-te piloto profissional, atenção!);
- Esta é a mais importante: tinha mais 3 filhos (pelo menos), a quem poderia dedicar-me plenamente durante o primeiro ano de vida, a quem poderia comprar as roupas giras todas, os livros e os CDs todos que me apetecesse e ainda os brinquedos que eles quisessem, com a devida moderação, que eu não quero cá gente mimada;
- Não haveria problema na conciliação do trabalho com a família porque iria gerir a minha Fundação, a Fundação Gralhamiga a partir de casa. Fundação esta que se iria dedicar à investigação/acção nas áreas da sustentabilidade (preservação da fauna e flora, energias renováveis e educação para a cidadania ambiental), da educação (apoio à criação de creches e escolas para crianças desfavorecidas ou filhas de pais-que-pagam-os-impostos-mas-vivem-apertados-mensalmente, sobretudo em famílias numerosas, e de bolsas para estudos graduados e pós-graduados nas áreas acima mencionadas) e da protecção social (apoio a crianças, grávidas e idosos com enquadramentos socioeconómicos desfavoráveis). E ia pagar MUITO bem aos investigadores que trabalhassem na Fundação Gralhamiga!;
- Criava um centro de recolha de animais abandonados com meios para o tratamento condigno dos "indesejáveis" (que eu iria visitar e mimar sempre que possível);
- Finalmente, criava a minha própria editora para poder publicar os romances e ensaios e compilações de poesia todos que me apetecesse escrever mesmo que ninguém os quisesse comprar.
Agora, sim, já estou a ficar mais exigente :D
Para que se entenda que não sou assim tão comedida, também tenho os meus desejos mais ousados e sabia muito bem o que fazer a muito dinheiro (se calhar já começava a jogar no Euromilhões... Mas ainda estou com esperança que a Maçanica ganhe e partilhe comigo o prémio :P). Senão, vejam:
- Comprava uma bela moradia (mas não grande demais) na Quinta da Marinha, com piscina, sauna, vários jacuzzi e um fantástico jardim, mesmo perto dos meus cavalinhos (para já pode ser um pónei para o Gustavo). É claro que tinha espaço para os meus (pelo menos) 3 cães, que teriam alguém para os levar à rua de manhã cedo;
- Comprava ainda uns modestos apartamentos em Londres e NY para as comprinhas semestrais e uma ilhota caribenha. Pode ser ao largo da Venezuela, por exemplo;
- Comprava uma carrinha BMW M5 touring azul escura para andar com os miúdos e um BMW Z4 M Roadster cinzento escuro metalizado para passear de cabelos ao vento com as minhas amigas;
- Contratava uma cozinheira (que cozinhasse como a minha mãe), uma empregada de limpeza (que limpasse como a minha mãe) e um chauffeur (não, que não conduzisse como a minha mãe) para não me maçar quando não me apetecesse cozinhar, limpar e conduzir;
- Comprava um clube de remo devidamente apetrechado para que toda a minha família pudesse lá treinar;
- Oferecia o brevet de Piloto Particular de Aviões ao L., juntamente com um pequeno aviãozinho para ele poder fazer as devidas horas de vôo anuais (mas não podes tornar-te piloto profissional, atenção!);
- Esta é a mais importante: tinha mais 3 filhos (pelo menos), a quem poderia dedicar-me plenamente durante o primeiro ano de vida, a quem poderia comprar as roupas giras todas, os livros e os CDs todos que me apetecesse e ainda os brinquedos que eles quisessem, com a devida moderação, que eu não quero cá gente mimada;
- Não haveria problema na conciliação do trabalho com a família porque iria gerir a minha Fundação, a Fundação Gralhamiga a partir de casa. Fundação esta que se iria dedicar à investigação/acção nas áreas da sustentabilidade (preservação da fauna e flora, energias renováveis e educação para a cidadania ambiental), da educação (apoio à criação de creches e escolas para crianças desfavorecidas ou filhas de pais-que-pagam-os-impostos-mas-vivem-apertados-mensalmente, sobretudo em famílias numerosas, e de bolsas para estudos graduados e pós-graduados nas áreas acima mencionadas) e da protecção social (apoio a crianças, grávidas e idosos com enquadramentos socioeconómicos desfavoráveis). E ia pagar MUITO bem aos investigadores que trabalhassem na Fundação Gralhamiga!;
- Criava um centro de recolha de animais abandonados com meios para o tratamento condigno dos "indesejáveis" (que eu iria visitar e mimar sempre que possível);
- Finalmente, criava a minha própria editora para poder publicar os romances e ensaios e compilações de poesia todos que me apetecesse escrever mesmo que ninguém os quisesse comprar.
Agora, sim, já estou a ficar mais exigente :D
31 julho 2007
desejos fúteis
Eu não me importo muito de ter pouco dinheiro. Tenho o suficiente para o essencial e nunca fui muito agarrada às coisas materiais (provavelmente porque nunca senti falta de nada enquanto crescia). Mas hoje, só hoje, apetecia-me bricar ao "o que é que eu fazia de supérfluo se tivesse o dinheiro todo que quisesse". Cá vai:
- Comprava umas sandálias verde-alface que (felizmente) nunca encontrei à venda;
- Aliás, dava a minha roupa toda e pedia a alguém com gosto que me comprasse uma nova colecção, com muitos calções, vestidos e blusas giras;
- Ia ao cabeleireiro cortar o cabelo (coisa que não faço há um ano e meio);
- Ia arranjar as unhas (coisa que nunca fiz);
- Para estragar as unhas, comprava uma prancha e um fato de surf;
- Fazia sessões bissemanais de massagens;
- Comprava as malas e brincos giros todos que visse na Accessorize;
- Comprava um i-Phone;
- Comprava o meu perfume (que também já acabou há um ano);
- Comprava várias colecções de séries em DVD;
- Reservava um veleiro (com skipper) para passeios ao largo da barra de Lisboa aos Domingos, ao fim da tarde, até ao fim de Setembro, com o meu marido (desde que ele me deixasse beber champanhe, senão ficava em terra!);
- E, finalmente, substituia o meu fiel mas já entradote automóvel por um Peugeot 207 CC 1.6 HDi 110 cinzento metalizado.
Até nem sou muito exigente, pois não?
- Comprava umas sandálias verde-alface que (felizmente) nunca encontrei à venda;
- Aliás, dava a minha roupa toda e pedia a alguém com gosto que me comprasse uma nova colecção, com muitos calções, vestidos e blusas giras;
- Ia ao cabeleireiro cortar o cabelo (coisa que não faço há um ano e meio);
- Ia arranjar as unhas (coisa que nunca fiz);
- Para estragar as unhas, comprava uma prancha e um fato de surf;
- Fazia sessões bissemanais de massagens;
- Comprava as malas e brincos giros todos que visse na Accessorize;
- Comprava um i-Phone;
- Comprava o meu perfume (que também já acabou há um ano);
- Comprava várias colecções de séries em DVD;
- Reservava um veleiro (com skipper) para passeios ao largo da barra de Lisboa aos Domingos, ao fim da tarde, até ao fim de Setembro, com o meu marido (desde que ele me deixasse beber champanhe, senão ficava em terra!);
- E, finalmente, substituia o meu fiel mas já entradote automóvel por um Peugeot 207 CC 1.6 HDi 110 cinzento metalizado.
Até nem sou muito exigente, pois não?
30 julho 2007
um fim-de-semana intenso
Este fim-de-semana foi uma montanha-russa de emoções lá por casa. O Gustavo andou a dormir melhor (os pais agradecem) e por isso parece que desenvolveu, de um dia para o outro, mais uns milhõezitos de neurónios. Com a consequente evolução comportamental.
No Sábado, fez a maior birra que alguma vez o vimos fazer, em casa dos meus sogros. Aqui, normalmente, aproveitaria para fazer uma piada mas, como compreenderão adiante, estou de "castigo" por mau comportamento materno. por isso vou apenas dizer que aquilo foi uma coisa sem explicação. Não parava de chorar e gritar. Ele, que é sempre um bebé tão dócil e calminho... Bem veio dar razão à bisavó R., que acha que ele é "bravo"...
Logo a seguir a esta fita toda, fomos com ele ao seu primeiro concerto. Não, não foi um concerto para bebés. Foi um (óptimo) concerto rock (dos the guys from the caravan, vão espreitar, a sério), com música demasiado alta, na verdade, e o Gustavo esteve, na segunda fila, todo contente a dar à perna ao ritmo do cavaquinho e da pandeireta, sem dizer ai nem ui. Um espectáculo!
Mas o pior veio ontem. Depois de o termos ido assar para o Parque das Nações (carregado de protector solar, mas estava demasiado quente para qualquer bebé andar cá fora, reconheço), voltámos para casa ao fim da tarde. E aqui a mãe inconsciente, apesar dos avisos do pai de que ele já rebola a alta velocidade, deixou o seu bebé no meio da nossa cama bem larga, e foi uns minutos à cozinha. Quando entrei no quarto, fui mesmo a tempo de ver, como em câmara lenta, o meu filho a dar uma última volta e lançar-se no ar até cair no chão.
Esta cena passa agora em loop na minha cabeça. Nem consigo descrever o que senti...
Gritei (o que fez o pai vir a correr) e lancei-me para o pegar do chão, entre o choro dele e os meus soluços, e a minha reacção instintiva e absolutamente parva foi pô-lo ao peito para mamar. Como se isso resolvesse alguma coisa! Lá nos acalmámos todos e ele não demorou muito a ficar bem disposto de novo. O zeloso papá insistiu para o levarmos ao hospital e assim foi. Foi visto pela médica, fez um raio-x e, em princípio, parece que foi só um susto. Temos de estar atentos nestes próximos 3 dias a mudanças de comportamento, sonolência ou náuseas/vómitos.
Tenho o coração tão apertadinho... Errar é humano mas uma mãe devia ser super-humana. E é claro que hoje ainda custou mais vir trabalhar e deixá-lo com o pai e a minha sogra, que vai render o filho nas próximas duas semanas nos cuidados ao Gustavo.
No Sábado, fez a maior birra que alguma vez o vimos fazer, em casa dos meus sogros. Aqui, normalmente, aproveitaria para fazer uma piada mas, como compreenderão adiante, estou de "castigo" por mau comportamento materno. por isso vou apenas dizer que aquilo foi uma coisa sem explicação. Não parava de chorar e gritar. Ele, que é sempre um bebé tão dócil e calminho... Bem veio dar razão à bisavó R., que acha que ele é "bravo"...
Logo a seguir a esta fita toda, fomos com ele ao seu primeiro concerto. Não, não foi um concerto para bebés. Foi um (óptimo) concerto rock (dos the guys from the caravan, vão espreitar, a sério), com música demasiado alta, na verdade, e o Gustavo esteve, na segunda fila, todo contente a dar à perna ao ritmo do cavaquinho e da pandeireta, sem dizer ai nem ui. Um espectáculo!
Mas o pior veio ontem. Depois de o termos ido assar para o Parque das Nações (carregado de protector solar, mas estava demasiado quente para qualquer bebé andar cá fora, reconheço), voltámos para casa ao fim da tarde. E aqui a mãe inconsciente, apesar dos avisos do pai de que ele já rebola a alta velocidade, deixou o seu bebé no meio da nossa cama bem larga, e foi uns minutos à cozinha. Quando entrei no quarto, fui mesmo a tempo de ver, como em câmara lenta, o meu filho a dar uma última volta e lançar-se no ar até cair no chão.
Esta cena passa agora em loop na minha cabeça. Nem consigo descrever o que senti...
Gritei (o que fez o pai vir a correr) e lancei-me para o pegar do chão, entre o choro dele e os meus soluços, e a minha reacção instintiva e absolutamente parva foi pô-lo ao peito para mamar. Como se isso resolvesse alguma coisa! Lá nos acalmámos todos e ele não demorou muito a ficar bem disposto de novo. O zeloso papá insistiu para o levarmos ao hospital e assim foi. Foi visto pela médica, fez um raio-x e, em princípio, parece que foi só um susto. Temos de estar atentos nestes próximos 3 dias a mudanças de comportamento, sonolência ou náuseas/vómitos.
Tenho o coração tão apertadinho... Errar é humano mas uma mãe devia ser super-humana. E é claro que hoje ainda custou mais vir trabalhar e deixá-lo com o pai e a minha sogra, que vai render o filho nas próximas duas semanas nos cuidados ao Gustavo.
27 julho 2007
um grande ego
É o que se adivinha que o Gustavo vai ter. Não faço a mínima ideia a quem ele poderá sair...eheh (para quem acredita nestas coisas, ambos os pais são do signo Carneiro).
Ontem, depois do jantar, fomos dar uma voltinha a pé para aproveitar os dias mais longos de Verão com o bebé no marsúpio. Está a tornar-se um hábito agradável, espero que possamos continuar a fazê-lo. De vez em quando, sem que percebessemos porquê, o Gustavo começava a dar grandes gritos a plenos pulmões, até esgotar o ar. Não estava aborrecido nem cansado, estava mesmo animado! Depois lá percebemos: de cada vez que passávamos por um grupo de pessoas, lá começava ele naquilo. Ou seja, como que a dizer: "Abram alas que eu estou aqui. Vejam só como eu sou fantástico e maravilhoso!" E és mesmo filhote ;)
Ontem, depois do jantar, fomos dar uma voltinha a pé para aproveitar os dias mais longos de Verão com o bebé no marsúpio. Está a tornar-se um hábito agradável, espero que possamos continuar a fazê-lo. De vez em quando, sem que percebessemos porquê, o Gustavo começava a dar grandes gritos a plenos pulmões, até esgotar o ar. Não estava aborrecido nem cansado, estava mesmo animado! Depois lá percebemos: de cada vez que passávamos por um grupo de pessoas, lá começava ele naquilo. Ou seja, como que a dizer: "Abram alas que eu estou aqui. Vejam só como eu sou fantástico e maravilhoso!" E és mesmo filhote ;)
26 julho 2007
discussões mentais
Há pessoas com quem não podemos falar naturalmente, por razões de educação, cerimónia, o que seja. Ora eu sou uma pessoa muito franca, directa e transparente, logo, isto faz-me uma confusão monumental! Sinto-me artificial como um cãozinho de louça, como um bronzeado de solário, como um ridículo bouquet de flores de plástico. E quando a convivência com estas pessoas é regular, então, começo a fervilhar por dentro e, o que não posso dizer, vou matutando. Ando na rua, tomo banho, cozinho, trabalho até enquanto vou tendo discussões mentais com essas pessoas. O que ainda é mais ridículo do que o dito bouquet de flores de plástico. Só que não consigo evitá-lo, é o meu escape. Se ainda tivesse tempo e dinheiro para fazer desporto talvez a coisa atenuasse mas assim é discussão mesquinha imaginária atrás de discussão parva irreal. Até me cansar e não me ficar a sentir melhor.
Isto tudo porque os tempos que se avizinham vão exigir de mim uma atitude extremamente cristã perante o meu quotidiano. E não quero passar os dias nesta parvoeira. E muito menos permitir que estas discussões passem de mentais a reais.
Isto tudo porque os tempos que se avizinham vão exigir de mim uma atitude extremamente cristã perante o meu quotidiano. E não quero passar os dias nesta parvoeira. E muito menos permitir que estas discussões passem de mentais a reais.
25 julho 2007
da idade
Uma pessoa passa uns dias a trabalhar que nem uma moura (Um aparte: alguém sabe de onde vem esta expressão? No futuro, as crianças vão pensar que é por causa do Mourinho... Mas sempre gostava de saber quem decidiu que os mouros trabalhavam muito. Margarida Atheling ou outralguém de História, satisfaçam-me a curiosidade sff)
Recomeçando, uma pessoa passa uns dias a trabalhar que nem uma moura e pensa: Ummm... E quando eu já não conseguir trabalhar? Que vai ser de mim quando o sistema de Segurança Social já não puder assegurar-me uma velhice decente?
Acho que vou fazer um plano poupança reforma.
Recomeçando, uma pessoa passa uns dias a trabalhar que nem uma moura e pensa: Ummm... E quando eu já não conseguir trabalhar? Que vai ser de mim quando o sistema de Segurança Social já não puder assegurar-me uma velhice decente?
Acho que vou fazer um plano poupança reforma.
21 julho 2007
cabeça de maminha (a ficar pior...)
É vestir um vestido para um casamento que se tem daí a uma hora (tendo ainda de ir deixar o Guguinha nos sogros) e verificar que este está cheio de nódoas (de leite, claro) feitas da última vez que o usei (tinha o Gustavo 12 dias - claro que as nódoas se eclipsaram do meu cérebro). Evidentemente que levei esse mesmo vestido e passei toda a noite muito agarradinha à minha mala (felizmente grande!) como se tivesse medo que alguém ma quisesse roubar.
É, no dia seguinte, demasiado de manhã, ir a uma festa de aniversário e esquecer-me de levar o saco com as coisas do Gustavo e ele resolver fazer um daqueles bem recheados. Solução: a mãe das aniversariantes lá nos arranjou uma fralda - por sinal côr-de-rosa e com desenhos da Cinderela. Os anos que o meu filho vai andar no psicólogo quando descobrir isto daqui a uns tempos (ainda pensei tirar uma fotografia para eventuais chantagens futuras, do género: "ai não queres fazer os trabalhos de casa? Olha que eu mostro a tua foto da Cinderela aos teus amigos." Mas, pronto, tive pena do pobrezito que passou o resto da manhã só de t-shirt e fralda côr-de-rosa).
É, depois destas vergonhas todas e de uma série de noites particularmente mal dormidas, chegar a casa e cair na cama a dormir sem tirar as lentes de contacto. Coisa que nunca me aconteceu nos 10 anos em que as utilizo.
É que se ao menos pudesse tomar uns cafezitos para arrebitar um bocadinho e fazer um reboot ao cérebro. Mas aí é que o meu filhote nunca mais dormia decentemente. Tenho de me convencer que a minha vida social tem de abrandar um bocadinho :/
Ah! O tio gostou muito de conhecer o sobrinho, que o foi buscar ao aeroporto e tudo :D. Depois não sabia muito bem como lhe pegar mas olhavam um para o outro com imensa curiosidade, achei tanta graça!
É, no dia seguinte, demasiado de manhã, ir a uma festa de aniversário e esquecer-me de levar o saco com as coisas do Gustavo e ele resolver fazer um daqueles bem recheados. Solução: a mãe das aniversariantes lá nos arranjou uma fralda - por sinal côr-de-rosa e com desenhos da Cinderela. Os anos que o meu filho vai andar no psicólogo quando descobrir isto daqui a uns tempos (ainda pensei tirar uma fotografia para eventuais chantagens futuras, do género: "ai não queres fazer os trabalhos de casa? Olha que eu mostro a tua foto da Cinderela aos teus amigos." Mas, pronto, tive pena do pobrezito que passou o resto da manhã só de t-shirt e fralda côr-de-rosa).
É, depois destas vergonhas todas e de uma série de noites particularmente mal dormidas, chegar a casa e cair na cama a dormir sem tirar as lentes de contacto. Coisa que nunca me aconteceu nos 10 anos em que as utilizo.
É que se ao menos pudesse tomar uns cafezitos para arrebitar um bocadinho e fazer um reboot ao cérebro. Mas aí é que o meu filhote nunca mais dormia decentemente. Tenho de me convencer que a minha vida social tem de abrandar um bocadinho :/
Ah! O tio gostou muito de conhecer o sobrinho, que o foi buscar ao aeroporto e tudo :D. Depois não sabia muito bem como lhe pegar mas olhavam um para o outro com imensa curiosidade, achei tanta graça!
19 julho 2007
é já amanhã!
É já amanhã que chega o meu maninho!!! :) Andei a semana toda numa excitação incrível. Já não estou com ele há 5 meses, desde que o Gustavo estava na minha (então enorme) barriga, e agora já é tio. E vai finalmente conhecer o sobrinho.
O meu irmão era o meu bebé. Nasceu quando eu tinha 6 anos, depois de muito o desejar, e lembro-me de que os sentimentos que tinha na altura eram muito semelhantes aos que sinto agora pelo meu filho. Agora já é um adulto - bem, tem dias - e já não vivemos juntos. Depois dos anos de brincadeiras, histórias e tantas coisas partilhadas - quando começou a falar só eu o compreendia - fomos ficando cada vez mais diferentes. Mas será sempre o meu irmãozinho de grandes e lindos olhos verdes. É quase eu. Temos o mesmo sorriso. E amanhã vou colocar-lhe o Gustavo nos braços e engolir as lágrimas de emoção com muita força para não parecer lamechas.
O meu irmão era o meu bebé. Nasceu quando eu tinha 6 anos, depois de muito o desejar, e lembro-me de que os sentimentos que tinha na altura eram muito semelhantes aos que sinto agora pelo meu filho. Agora já é um adulto - bem, tem dias - e já não vivemos juntos. Depois dos anos de brincadeiras, histórias e tantas coisas partilhadas - quando começou a falar só eu o compreendia - fomos ficando cada vez mais diferentes. Mas será sempre o meu irmãozinho de grandes e lindos olhos verdes. É quase eu. Temos o mesmo sorriso. E amanhã vou colocar-lhe o Gustavo nos braços e engolir as lágrimas de emoção com muita força para não parecer lamechas.
18 julho 2007
quero mais
Ontem à noite pensava, ao ler alguns blogues de famílias com vários filhos, que realmente eu quero mais. Acho que sou baby junky, não no sentido de precisar de me sentir grávida ou de ter um pequenino bebé indefeso mas porque quero mesmo ter vários filhos. Sempre quis e agora ainda quero mais. E pensava: isto só um até dá tão pouquinho trabalho. Ele é tão mansinho e querido. Como gostava de ver naqueles olhinhos lindos a alegria do nascimento de um irmão (como eu adoro o meu irmão!). E rezava: Meu Deus, dá-me juízo e paciência porque agora não podemos mesmo pensar nisso. Nem pensar.
E depois tive uma noite daquelas, com direito ao serviço completo de mudar roupas, levantar quase de hora à hora, eu acabar a dormir sem almofada e com uma camisa de noite do avesso cheia de leitinho. E levantar hoje de manhã a muuuuuito custo.
Não. Não resultou. Continuo a querer mais. E rezo: Meu Deus, dá-me juízo e paciência porque agora não podemos mesmo pensar nisso.
E depois tive uma noite daquelas, com direito ao serviço completo de mudar roupas, levantar quase de hora à hora, eu acabar a dormir sem almofada e com uma camisa de noite do avesso cheia de leitinho. E levantar hoje de manhã a muuuuuito custo.
Não. Não resultou. Continuo a querer mais. E rezo: Meu Deus, dá-me juízo e paciência porque agora não podemos mesmo pensar nisso.
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