12 fevereiro 2008

11 meses

Apesar da perene constipação, acordaste com um sorriso por entre a chucha e puseste-te logo aos saltinhos na cama. Obrigada por seres este encanto há 11 meses filho! Continuas a sorrir muito com as tuas 6 dentolas, mesmo que - e por muito que me custe - estejas a ficar rezingão. Quando a comida demora, se estás aborrecido, se tenho de te aspirar o nariz, já sei que vais espernear, encavalitar-te, gritar e fazer que não com a cabeça. Esta parte de ser mãe não é nada divertida, filho, mas nós vamos sempre ser firmes porque a última coisa que queremos é um menino caprichoso...
Felizmente, ainda são muitos mais os momentos de encanto. Como quando resolves apagar a luz e ficar caladinho a ver o que fazemos; quando brincas às escondidas connosco e até com o Matias e fazes um "cúcú!" que soa mais a "cácá!"; quando ligas os teus brinquedos e já compreendes os mecanismos, sendo capaz de ficar tempos infinitos a atirar a bola saltitona só para a ver brilhar (e chamas-lhe "gol"); quando imitas o cão, o galo e o pato durante as músicas que ouvimos juntos; quando chamas "mamã" ao meu pai (realmente sou parecida com ele...); e, sobretudo, quando te dão os ataques de meiguice e me dás abracinhos bons e chapadinhas de amor - hoje fizeste-me as primeiras festinhas de verdade...
Quanto à alimentação, continuas o maior dos gulosos e já comes tudo sólido. Estou desejosa que faças 1 ano apenas para podermos todos comer a mesma comida (a mamã agradece ter menos trabalho na cozinha e tu agradeces os sabores novos, de certeza!). Continuas é a não tocar numa pinga de água, vamos lá a ver se é quando começar a fazer calor.
Continuas também a ser um menino muito sociável, nisso sais mesmo ao papá. Adoras bebés e crianças mais crescidas, queres ir brincar com todos os que vês na escola, na rua e na televisão. Estou desejosa de poder dar-te um(a) maninho(a)!
E, claro, a grande conquista deste mês foi mesmo a marcha. É assustador e impressionante ver um menino pequenino (matulão!) a andar por todo o lado, a dar as ocasionais quedas e a nunca deixar de se pôr logo de pé. Sei que vais ser destemido (e perigoso!) e espero que toda a vida tenhas essa vontade de descobrir tudo sem desistir apesar das dificuldades. És o meu filho lindo, Guguinha!



11 fevereiro 2008

está aberta a época da nostalgia

Olhar para o prazo de validade de um bolo - 12 de Março de 2008 - e vir a lagriminha ao canto do olho.

Boa semana para todos! A minha vai ser longa: trabalho chato, homem no estrangeiro, Gustavo de novo constipado e, o pior de tudo, ter de esperar por 2ª feira da próxima semana para ver o 3º episódio da 4ª série dos Perdidos (ah pois é, já começou nos EUA!)

Beijinhos

08 fevereiro 2008

192 meses

(post futurista)

Filho lindo do meu coração: parabéns pelos teus 192 meses! Estás cada vez mais matulão (já vestes o XL e calças o 45, o que não admira com o teu 1,89m) e continuas a comer tudo muito bem. Mal acredito que ainda ontem eras o meu bebé pequenino e agora já estás um homem feito. Não és muito marrão mas gostas de aprender as coisas por ti - principalmente tudo o que diga respeito aos animais, continuo convencida que irás para Medicina Veterinária. Adoras a tua escola e tens muitos amigos. Este mês começaste a tirar o curso de mergulho e ontem apareceste pela primeira vez com uma namorada cá em casa. Parece-me inteligente, engraçada, opiniosa mas um bocadinho rezingona (não sei por que gostarás tu de raparigas assim...). Espero que te trate bem e que tu a trates bem. E espero que continues a aproveitar a tua juventude como o tens feito até aqui. Continua também sempre assim: simpático, lindão e muito amigo de toda a gente, sim?

Até quando irei escrever este tipo de posts? Quando é que serão tão ridículos que eu ganharei vergonha na cara e deixarei de elogiar o meu filho aos quatro ventos? Qual o prazo de validade de um babyblog? Não sei, mas não há de ser para breve de certeza!

07 fevereiro 2008

a folga

Qualquer mãe merece uma, de vez em quando. Ora então, no Sábado passado, e depois de ter rogado aos céus que o tempo se aguentasse decente (aguentou), aproveitei para lisboar. De manhã, fui correr junto ao rio, que já cheirava a Primavera. À tarde, depois de um almoço de cereais (que bom que é não cozinhar!), apanhei o Metro até ao Terreiro do Paço (já não andava de Metro há tanto tempo que já não me lembrava das entradas e saídas da minha estação) e passeei devagarinho de lá até ao Chiado, tirando fotografias, cheirando as castanhas assadas extemporâneas, entrando e saindo de lojas (comprei umas coisinhas lindas para o Gustavo, que isto não pode ser tudo do Continente - passo a publicidade), e aproveitando cada raio de sol na cara. Faz-me tanta falta o sol! Para terminar em beleza, ainda fiquei um bocadinho a ler e a escrever na esplanada da Bénard, só eu e o meu capuccino - e os magotes de turistas, que Lisboa não é só para mim. Soube bem, bem, bem. Cheguei a casa leve e em paz comigo mesma. Tive o tempo que precisava para divagar, para não pensar em nada e para ficar com saudades dos três machos que me esperavam em casa.

06 fevereiro 2008

(ainda) o carnaval

Eis a razão pela qual não sou grande apreciadora do Carnaval:


gralha, 1985



gralha, 1986


Não é preciso dizer mais nada, pois não?

(mas este Carnaval até foi bom porque foram quatro dias em família, de papo para o ar, a passear, a brincar, a comer coisas boas, a ver filmes, uma maravilha!)

01 fevereiro 2008

o carnaval

Nunca gostei assim lá muito do Carnaval. Traumas de infância mal resolvidos, resultado da minha aversão ao ridículo combinada com a inclinação que a minha Mãe tinha para me mascarar de coisas que não lembram ao diabo. Entretanto já voltei a mascarar-me mas é coisa que não faço de muito bom grado e também não sou fã de cornetas, serpentinas, desfiles e afins.
Está visto então por que é que não mascarei o meu filho este ano. No próximo já estou a ver que não me safo a passar uns serões a cozer panos da louça, jornais, balões e sei lá que mais para corresponder ao tema que a escola propuser, mas este ano ele não nota.
Não nota que é o único que não foi mascarado...

(E por isso fiquei a sentir-me um bocadinho mal. Será que foi egoísmo da minha parte?)

29 janeiro 2008

a ementa

Pronto, então é assim: se algum dia eu cometer um grande crime nos EUA, na Coreia, na Turquia, ou assim, e for condenada à morte, a minha última refeição pode ser a seguinte:

Entrada:
Folhadinho (muito estaladiço) de galinha com pinhões e passas e umas folhas de rúcula para abrir caminho para o resto do manjar

Prato principal:
Uma travessa gigante de sushi e sashimi com muito wasabi para ter desculpa para chorar com pena de mim própria

Sobremesa:
Strüdel de maçã e frutos silvestres com gelado de nata

Acompanho tudo isto com uma garrafita de Vila Santa tinto e termino com uma chávena de café Blue Mountain e um chocolatinho 90% cacau Lindt.

(que querem, dá-me para estes apetites às terças-feiras de manhã)

28 janeiro 2008

parabéns tio gralho

O meu irmãozinho pequenino (matulão) já é dr. e, como lhe é muito próprio, só o soube a menos de 24 horas de começar uma pós-graduação a centenas de quilómetros daqui. Arriscou, fez as malas, fez-se à estrada e fez bem. Mais uma vez vai para longe - e é bom que nos habituemos já que vai trabalhar na área do turismo - e mais uma vez o Guguinha (que já está um bocadinho melhor) fica sem ver o único tio por uns bons tempos :(. Mas é por uma boa razão. Sei que não lês isto M. mas desejo-te o que desejo ao meu filho: a maior das felicidades e o maior dos sucessos!

24 janeiro 2008

a grande conspiração

Matias: OK, então já sabes o que é preciso fazer, não é?
Gustavo: Mas não achas que começa a ser um bocado suspeito eu ficar doente com tanta frequência?
Matias: Não, pá. Como andas na creche eles acham normal. Vamos rever o plano?
Gustavo: Mas eu até gosto de ir à escola... Lá tenho amigos e montes de brinquedos...
Matias: Isso é tudo muito bonito mas eu não gosto de ficar sozinho em casa. Queres ou não queres que eu te deixe puxar-me as orelhas?
Gustavo: Pronto, está bem...
Matias: Então, já sabes: quando ela te for buscar, começas a fungar e a fazer um ar sonolento.
Gustavo: Certo.
Matias: Depois, ao jantar, podes comer mas depois convém que devolvas tudo à precedência.
Gustavo: Mas, mas...
Matias: Nada de "mas"! E depois, quando te forem medir a febre, aproveitas quando estiverem distraídos e aproximas o termómetro do aquecimento.
Gustavo: OK, se achas que é mesmo preciso.
Matias: E não te esqueças de dar umas boas tossidelas. Inclusive durante a noite, senão eles topam que é tudo um esquema.
Gustavo: E assim deixas-me andar a cavalo de ti?
Matias: Estás a brincar?! Tu já pesas alguns 13 kg e eu já não vou para novo. Deixo-te puxar-me o rabo e já vais com muita sorte. Não te esqueças que eu sou o irmão mais velho, eu é que mando cá em casa.

23 janeiro 2008

coisas que eu não sabia I

Antes de ser Mãe não sabia que as dores dos filhos nos doem tanto mais a nós, pais.

22 janeiro 2008

ela escreve tão bonito

O meu coração bate palminhas quando descubro um blogue que vale mesmo, mesmo a pena. É que ela escreve bem como o caraças, pá! Fico abrutalhada perante linhas puras e simples.

(E, sim, acaba com os meus últimos preconceitos, os que definem que nos subúrbios se perdeu o Norte à beleza.)

Senão, vejam lá só um bocadinho do post "Monte Abraão, 19h00":

"Fico-me pela mãe que dá colo ao rapaz que já não tem idade para colo e se equilibra de encontro ao apoio da coxia. Ele não repara, mas está bom de ver que por hoje ela já deu tudo o que tem - está a funcionar só a amor."

21 janeiro 2008

sozinha

Sempre precisei de estar, de vez em quando, um bocadinho sozinha. Com os meus pequenos rituais. A não fazer nada. Enrolada num cobertor, só com uma mãe de fora a equilibrar um livro - já para não falar da minha "fantasia" mais recente que é apenas estar um bocado numa esplanada com sol e calor, a torrar as pernas enquanto bebo um sumo de laranja e devoro um livro inteiro ou mesmo uma revista fútil. Como é muito difícil ter esse bocadinho sozinha, às vezes irrito-me com certas coisas sem necessidade.

O que é engraçado quando faço o contraste com o filme que vi ontem (I am Legend), que aborda a mais profunda solidão do ser humano. O fim do ser humano enquanto tal porque o ser-se humano é inseparável do estar com outros seres humanos. Mas é possível que seja isso, acima de tudo, que me falta: sentir falta dos outros para me humanizar um pouco. Para aceitar as pequenas falhas, para reconhecer as minhas imperfeições, para dar o devido valor a cada gesto.

18 janeiro 2008

isto é mesmo um babyblog e pronto

Chegar a casa à hora de almoço e bater uma saudade tão grande que tenho de ir ao teu quarto pegar nas tuas coisas, cheirar a tua essência que por lá mora há meses. Que mora em mim desde sempre... Amo-te desde sempre filho, desde muito antes de seres concebido. Foi por isso que a primeira sensação que tive quando te vi cá fora foi: "chegaste, por fim". E o meu amor por ti é eterno como nem as estrelas são. Eterno porque só o verdadeiro amor é eterno, apesar de tudo o que possa acontecer.

17 janeiro 2008

bin laden ou o grande punzete?

Ontem alguém se descuidou e lá fui eu (e mais os outros iscterianos todos) evacuada. A sério, na televisão tentaram dar um ar gravoso à coisa - começo a suspeitar que é isso que fazem as televisões: dar um ar sério a eventos banais -, mas a verdade é que cheirava a pum, e muito. Eu achei logo que isto era coisa de aluno que não queria fazer um exame naquele dia, como é tradição antiga aqui no estabelecimento, mas o que é certo é que nos puseram fora, à chuva e ao frio, sem casacos, malas, chaves, coisa nenhuma (vá lá que tinha o telemóvel no bolso). Foi tudo muito tranquilo e à boa maneira portuguesa, a notícia a passar de boca em boca: "olha, acho que é para sair porque cheira a gás." "Ah, está bem, deixa-me só acabar o cigarrinho que agora não posso passar nos corredores com isto aceso." Aparentemente, nem a miséria de um alarme existe. E nem sequer desligaram a electricidade quando ainda se pensava que era mesmo gás. Fico muito mais tranquila por saber que temos um plano de emergência exaustivo e treinado a primor.

16 janeiro 2008

dois anos de blogue

Isto é só efemérides, hoje o gralha dixit faz dois anos, eeeeeehhhhh! Mudou muito desde o início, passou de anónimo a privado, continua a correr grandes riscos de se tornar um babyblog, mas acho que ainda cumpre a sua função inicial: servir de registo das minhas opiniões mais insignificantes - e também de algumas com a sua importância. Muito obrigada a todos os visitantes e comentadores :)

Ontem foi uma noite muito especial porque pudemos testemunhar ao vivo e a cores os primeiros passos a solo do Gustavo. A emoção ao passar por este momento é indescritível! Este filho está praticamente criado.

(também está bastante melhor e já foi para a escola, vamos ver até quando...)

12 janeiro 2008

10 meses

Meu amor pequenino, é incrível mesmo como já foi há 10 meses que nasceste. Hoje não vamos passar um dia muito animado porque continuas doente e eu vou ter de ir trabalhar mas sei que ficarás bem a brincar com o papá. Sobretudo agora que ele anda babado porque já dizes papá! :) Este mês brincaste muito com os novos brinquedos que recebeste no Natal, tornaste-te ainda mais gralhador (se tal era possível) e ganhaste confiança para, quando te distrais, ficares de pé sem apoio. Mas a maior conquista são sem dúvida os primeiros passos agarrao ao meu dedo. Tic, tc, tic, lá vamos nós corredor fora. Vamos ver quando ganhas agora confiança para o fazer sozinho...


11 janeiro 2008

enquanto não ganho o euromilhões

Vão chegando outros prémios simpáticos, desta feita da Rita, e que muito agradeço :D.

"1. Este prémio deve ser atribuído aos blogs que considerem serem bons (entende-se como bom os blogs que costumam visitar regularmente e onde deixam comentários);
2. Somente se recebeu o "Diz que até não é um mau blog", deve escrever um post contendo: a indicação da pessoa que lhe deu o prémio com um link para o respectivo blog, a tag do prémio, as regras e a indicação de outros 7 blogs para receberem o prémio;
3. Deve exibir a tag do prémio no seu blog, de preferência com um link para o post em que fala dele"

Os eleitos aqui do burgo são, por ordem alfabética:
1- O Baby Boom;
2- O Blog Catita;
3- O de pai para filho;
4- O luz & sombra;
5- A Maçanica;
6- O quadro de ardósia
7- O SaraMM

... E muitos outros mas só podiam ser 7 e não quero repremiar sempre os mesmos senão ficam mimados e não escrevem com regularidade ;)

10 janeiro 2008

básica

(acho que já tinha escrito um post com este título mas como estou mesmo básica não consigo pensar noutro)

É engraçado como, ao cabo de uns dias a dormir uma miséria, entro num estado mental correspondente ao dos computadores em safemode, isto é, só respondo ao básico, habitualmente com um grunhido. Venho a caminho do trabalho e, ao contrário das outras manhãs em que cogito sobre os grandes paradigmas filosóficos dos nossos dias ou planeio soluções para os maiores problemas da humanidade (not!), reajo a tudo o que passa por mim com um simples "gosto" ou "não gosto".

Apanhar sol nas bochechas: gosto.
Escorregar nos passeios porque se fartou de chover de noite e nem toda a gente recolhe os cocós dos seus cãezinhos: não gosto.
Apanhar as músicas começadas pela letra E no meu novo telemóvel com mp3 com 1 GB (até que enfim uma utilidade para um telemóvel): gosto.
Perder a chave do trabalho no forro da mala depois de ontem a ter encontrado (a custo, como podem imaginar) na borracha da porta da máquina de lavar: não gosto.
O novo anúncio das Oreo, em que o leite foge do copo para ir ter com as bolachas: gosto.
Os estofos cinzentos com cornucópias bordeaux de um qualquer automóvel: não gosto.
A piadinha do senhor brasileiro que está a distribuir os jornais gratuitos que eu nunca pego mas leio as letras gordas: gosto.
O António Vitorino a cruzar-se comigo com um sobretudo demasiado comprido que o faz parecer o Conde Patrácula: não gosto.
Chegar ao trabalho e ter, pela primeira vez em meses, apenas uma pequenina pilha de papeis com problemas por resolver: gosto.

09 janeiro 2008

coisas que já sobejam

O Inverno. Não tenho feitio para o Inverno. Não há vantagens no Inverno. Que chova nas couves, que esfrie nos Pólos. Que me deixem apanhar sol e calor daquele que toda a gente não suporta mas a mim me deixa com um sorriso nos lábios.
A moda da roupa roxa. Não gosto. Acabem lá com isso, por favor.
O Gustavo estar sempre a ficar doente, com febre e com tosse de cada vez que vai mais do que 3 dias seguidos à creche. Fico com o coração pequenino e não consigo pensar em mais nada.

08 janeiro 2008

às vezes esqueço-me

Ora bolas, sou adulta! Eram quase quatro da tarde e apetecia-me pizza. A vozinha interior apressou-se a ditar que já não eram horas de almoço e ainda não eram horas do lanche. Sobretudo, que pizza não é lanche. Comi a bela fatia bem gordurosa e soube-me pela vida.

Hi5

Não, a sério, o que é que leva estes senhores a pensar que eu os quero conhecer?



(ou por que é que eu ainda estou metida nesta treta do Hi5?)

p.s. Houve para aí uns problemas com os comentários devidos à minha nabice mas acho que já estão resolvidos. Desculpem lá se houve comentários vossos perdidos para todo o sempre no vazio da blogosfera.

05 janeiro 2008

bodas de papel

Hoje é o primeiro aniversário do meu casamento. É um primeiro aniversário um pouco estranho porque não parece que estamos casados há 365 dias. Foram poucos os tempos que passámos a dois no meio disto de sermos pais de primeira viagem. A verdade é que não houve muito tempo para sermos só e apenas marido e mulher. Não houve tempo para mimos alongados e jantares românticos - e daí, também não houve muito tempo para discussões nem para começarmos a embirrar com os hábitos estranhos um do outro. Não foi bem o primeiro ano, foi mais o ano zero. Mas até foi um bom ano zero e, olhando para trás, não podia estar mais convicta de que este é mesmo o homem com quem eu quero passar o resto dos meus dias. O homem que é o (excelente) pai do meu filho. O homem que faz sopas enquanto eu estendo a roupa. O homem que me ensina a tocar piano e também quis aprender a tricotar. O homem que gosta de voar mas também tem paciência para dançar comigo mesmo que troque os passos todos. O homem que me abraça quando chego à cama geladinha, que me pede festas nas orelhas e que tem paciência (e um sorriso constante) para o meu constante gralhar. Obrigada por este ano, meu amor. Que venham muitos mais melhores ainda!

04 janeiro 2008

o que é que vocês faziam?

No jardim em frente a minha casa - com parque infantil e tudo - procede-se a um tipo de comércio duvidoso a partir do final da tarde. Nessa altura, e noite fora, diversas personagens por lá circulam, desde os vulgares passeadores de cães aos sem-abrigo a caminho do seu poiso e todo o tipo de pessoas.

(aquilo parece uma amostra representativa da população residente em Portugal, dá imenso jeito a qualquer sociólogo que queira fazer inquéritos)

O que me deixa um pouco intrigada e até angustiada é que, quase todas as noites, e até altas horas, há uma família de mãe-pai-e-filho que fica pelo jardim, faça chuva ou faça sol (neste caso, lua), esteja calor ou frio. A mãe é magra com um cigarro, sempre de óculos escuros. O pai tem um aspecto deplorável, é bruto e grita o ocasional palavrão para o filho quando ele desobedece. Este, com os seus 5 anos, lá anda atrás do seu brinquedito, jogando à bola às nove da noite, enxotando os pombos adormecidos à meia-noite e tal, tudo isto sob a fumaça contínua do tabaco dos pais (nos jardins ainda se pode!). Não sei se eles estão mesmo a vender droga (é o que me parece) nem é isso que me interessa particularmente. O que me custa é ver aquela criança, com aquela idade, sempre ali, ao frio, em vez de estar na cama a dormir. Como está o meu filho. Não vejo que o maltratem mas... O que fazer? Não tenho nada a ver com o assunto mas onde é que termina a privacidade de cada família e começa a nossa responsabilidade de cidadãos?

01 janeiro 2008

resoluções de ano novo

Nunca faço mas este ano fiz três:

- Vou aprender a tocar piano (já comecei)
- Vou começar a escrever o meu primeiro romance (já tenho o enredo)
- Vou deixar de comer as peles dos dedos (já pintei as unhas)

É muita ambição, bem sei, mas a mais difícil é a terceira!

O Gustavo despediu-se de 2007 todo contente a caminhar agarrado ao meu dedo. É lindo e inacreditável, nem os apóstolos devem ter ficado tão espantados quando Jesus andou sobre a água.

28 dezembro 2007

balanço de 2007

De corrida, só para lembrar alguns acontecimentos marcantes deste ano (aqueles que me vêm à cabeça), e porque o dever de uma gralha é denunciar, denunciar, denunciar. O que houve de bom e de mau.

Pela negativa:

A morte de Benazir Bhutto: mulher, corajosa, lutadora pela liberdade - uma combinação demasiado explosiva (não pretendo aqui fazer nenhum trocadilho de mau gosto) para o nosso mundo de hoje.
O encerramento de diversos serviços de saúde em Portugal: sou sempre a favor da optimização e rentabilização dos serviços mas sou, antes de mais, pela garantia dos direitos inalienáveis dos cidadãos e parece-me que esses estão a ser postos em causa.
O degelo recorde no Ártico, onde a superfície gelada que derreteu a mais este ano tem uma dimensão próxima da África do Sul.

Pela positiva:
A derrota, em referendo, de Hugo Chávez, que tentou promover uma reforma constitucional que permitiria a reeleição para presidente por um número indeterminado de vezes. A democracia tremelica em grandes partes do mundo mas aqui ainda conseguiu fazer-se valer (vamos ver até quando).
A publicação da lei anti-tabaco em Portugal: perdoem-me os meus amigos fumadores mas ATÉ QUE ENFIM.
A assinatura pelos EUA do acordo de Bali: não sei se terá algum impacte real mas marca alguma mudança de atitude sobre estas temáticas num dos maiores poluidores mundiais e, certamente, no país que tem actualmente maior influência sobre o devir no nosso pequeno planeta.

Pessoalmente, e dando muitas graças a Deus, olho para 2007 e só vejo acontecimentos positivos. Casei-me, tive um filho, mudei de trabalho mas não de emprego e tenho muita confiança que é no próximo ano que vou ganhar o Euromilhões. Só me falta começar a jogar.

Um óptimo 2008 para todos :)

26 dezembro 2007

do natal

É nestas alturas que eu vejo que a boa disposição e bom feitio do Gustavo são ímpares. Suportou dois dias de confusão e imensa gente (sobretudo ontem) a pedir gracinhas, a cantar para ele dançar, a pegá-lo ao colo, a querer brincar com ele, a tirar infinitas fotografias, um reboliço extremamente cansativo até para mim. E tudo sem um queixume, dormindo descansadamente as suas sestas, brincando por breves segundos com cada novo brinquedo (foi mais o tempo a recebê-los do que a desfrutar deles), fazendo o seu charme do costume. Palavra de honra que não compreendo como saiu tão mansinho e tão festeiro em simultâneo.
E assim se fez o Natal. Com muita família, como eu gosto, com comidinhas boas, como eu gosto, com aberturas de presentes intermináveis, como eu já estou habituada. Para o ano há mais, de preferência com mais bebés - não há meio é de os meus primos se decidirem a isso.
E agora, de volta ao trabalho. A avaliar pelo deserto que está hoje a cidade de Lisboa, sou a única que veio trabalhar hoje.

22 dezembro 2007

feliz natal!



Este ano foi Natal para nós em Março. E o resto do ano foi Natal todos os dias, porque o privilégio de assistir ao crescimento do nosso filho é o maior milagre da vida. Por isso, este Natal é só mais um dia, mas é um dia especial porque ainda assinala para mim, sobretudo, o nascimento do que há de mais puro e bom, a concretização de uma promessa há muito esperada.
Tenho algum pudor em falar assim da nossa alegria neste Natal porque sei que há muita gente para quem a quadra natalícia é um suplício que têm de suportar com um sorriso amarelo. E isso é triste. Há sempre gente que perdeu alguém este ano e há gente que ainda continua à espera da sua própria promessa há muito esperada. A todos vós, a quem não vos apetecia nada o Natal, gostava de deixar um abraço muito apertado. Gostava que pudessem ouvir o riso do meu filho, que contagia até o mais sisudo. Gostava que acreditassem que o próximo Natal será certamente melhor. A todos, a família gralha deseja um Natal cheio de luz!

20 dezembro 2007

um dia (e noite) em cheio

Ontem foi daqueles dias em que, à partida, dado o dilúvio estúpido que resolveu desabar sobre esta terra, não dava grande coisa por aquilo. Mas não, foi óptimo! Passei a manhã a brincar com o ranhoso e o manhoso (Gustavo e Matias)

(não sei porquê, isto agora fez-me lembrar o Duarte & Companhia. Era tão fixe, o Duarte & Companhia)

li, preguicei, tricotei, e ainda fomos ter com umas miúdas muito giras e simpáticas. Gostámos muito de rever a Leonor e a Ana e também de finalmente conhecer a Clara e a Sara. Achei mesmo graça ao modo como a bebezada se fartou de interagir - e ainda dizem que os bebés desta idade não ligam uns aos outros! A Clara é tão meiguinha, tão querida e feminina que fiquei mesmo cheia de vontade de mandar vir uma menina...
E eis senão quando chego a casa, depois do trânsito e da chuva e do vento, e encontro o L. à minha espera... Para me levar a jantar fora ao restaurante aonde fomos quando fizemos um ano de namoro. Fiquei tão surpreendida e tão contente! Fez-nos tão bem aquele tempo só a dois, depois dos meses de fraldas, sopas, biberons e etc.
Pronto, este post hoje ficou um bocado pessoal e a fugir para o romance de cordel, mas apeteceu-me dizer que estou contente :)

18 dezembro 2007

porta 65

Embuste. Rectórica. Trapaça. Utopia. Tantas palavras poderiam ser usadas para descrever este programa.

(para quem não sabe: uma iniciativa governamental para incentivar o arrendamento jovem)

Sobretudo, acho que é o maior incentivo à reprodução das injustiças sociais. Senão, vejamos:

É preciso conciliar uma renda muito baixa (teoricamente impossível para cada tipo de localização) com um ordenado do ano anterior relativamente alto. Logo aqui se exclui as pessoas que só recentemente começaram a trabalhar, as pessoas que ganham miseravelmente e, a parte mais "divertida" para mim, as pessoas que são tão comodistas, tão comodistas, que se dispõe a pagar mais de 550 euros por um T3 em Lisboa, por exemplo. Toda a gente sabe que há por aí casas gigantes ao pontapé, em toda a cidade de Lisboa, por 300 e tal euros. Só paga mais quem é mimado. Na verdade, e para o exemplo de Lisboa, parece-me que só é possível cumprir os critérios de elegibilidade de duas formas:

- Vai-se viver para Santo António dos Cavaleiros e demora-se 4 horas no trânsito todos os dias - reprodução da injustiça na versão classe média baixa
- Vai-se viver para o centro de Lisboa num apartamento que não estava para alugar no mercado, que se conseguiu através de conhecimentos e outros mecanismos subterrâneos - reprodução da injustiça na versão classe média alta

Eu consegui. Mas é injusto, e fico chateada.

17 dezembro 2007

de férias

Que é como quem diz, em casa, de papo para o ar (quando não estou a brincar com o Gustavo, a fazer sopas, a fazer os preparativos para o Natal, etc.). Se encontrar uma nota de 500 euros perdida na rua, ainda pego no filhote e vamos para uma qualquer capital europeia - que sempre há de estar menos fria que a nossa casa...

Até já!

13 dezembro 2007

imodéstia

A última coisa que eu queria era que este blogue se tornasse numa listagem dos meus motivos de orgulho como Mãe, tal como não quero tornar-me naquelas Mães chatas que não sabem falar de mais nada senão das gracinhas dos filhos. Isto tudo para explicar que os posts intermináveis que faço a cada mês não se destinam ao vosso fastio nem estou à espera que me confirmem que o meu filho é mesmo espectacular (ainda que isso fosse perfeitamente normal). Estes posts são o resumo que guardo de cada mês porque isto da maternidade é uma coisa mesmo bastante fixe mas que passa à velocidade da luz e quando eu estiver caquéctica, com os últimos 50 cabelos brancos na cabeça, a medir 1,50m e sem carninha nenhuma sobre os ossos, vou fartar-me de chorar a ler isto enquanto resmungo com uma voz trémula (possivelmente com um sotaque regional qualquer que hei-de adoptar): "ai, meu filho, tão lindo que eras! ai, que me trocaste por aquela desavergonhada da tua mulher! ai, que lhe vou fazer a vida negra!".

12 dezembro 2007

9 meses

Hoje acordámos os dois lado a lado cheios de alegria! Já passaste tanto tempo cá fora como dentro da minha barriga e eu nem tento esconder o orgulho que tenho em ti, meu filho :) Não podias ser mais querido e perfeito, és a realização do meu maior sonho, e a cada mês sinto uma imensa gratidão por acompanhar o teu crescimento.
Apesar de todas as doenças que te acompanharam também neste mês, foi tempo de grandes conquistas. Chegaram o segundo e o terceiro dente, o que te tirou um bocadinho o apetite (nem por isso baixaste dos percentis 95), mas já gostas de comer sozinho as primeiras comidas de "crescido" - e eu desespero com os tempos infinitos para apanhar uma rodela de cenoura ou um bocadinho de salsicha de perú...
Em termos de comportamento, lá por seres simpático e gostares de brincar com os colegas da escola, não deixas de ser um grande patife porque lhes roubas as chuchas e foges à descarada. Já aprendeste a contornar os objectos grandes para encontrar os brinquedos escondidos e agarras-te a tudo (a mamã, por exemplo, dá imenso jeito) para te pores de pé e dares os primeiros passinhos apoiado. Fazes adeus e acenas "não" com a cabeça, enquanto dizes "na" (já do contra???) e também vais dizendo os ocasionais "ma-ma" quando o mimo ataca. A gracinha mais recente foi o tio que te ensinou: palminhas! A coisa mais fantástica é que obedeces quando te dizemos para não mexer em alguma coisa (até quando?) e a coisa mais gira é ver-te a cantar e a dançar o "la cucaracha" enquanto agitas as maracas. Terás um belo futuro no showbiz, certamente... No entanto, a herança genética da engenharia é notória, porque estás sempre a testar os materiais para ver se são consistentes. Por falar em herança genética, andas completamente fixado no avô (o meu pai), que está a aproveitar muito bem esta semana em que estamos em casa deles. Só queres brincar com ele e até lhe pedes colo, tu, que nunca gostaste de colo.
Agora, a coisa mais linda - que me enche o coração de um amor infinito que não é possível haver coisa mais querida no mundo, que até vejo estrelas e arco-íris e o universo fica em suspenso - é quando andas, como sempre, a brincar sozinho a 100km/hora e, de vez em quando, páras e vens dar-me um grande abraço apertadinho. E depois atiras-te para o chão e lá vais de novo à tua vida. Posso dizer que sei mesmo o que é ser feliz :)



11 dezembro 2007

quem é a esposa querida, quem é?

Estas são todas para ti, meu amantíssimo conjuge:







(2ª feira - Evangeline Lilly; 3ª feira - Natalie Portman; 4ª feira - Beyoncé Knowles; 5ª feira - Eva Green; 6ª feira - Giselle Bündchen)

Sim, que eu também sei apreciar a beleza feminina.

10 dezembro 2007

patrão fora...

... semana santa na loja.







(2ª feira - Wentworth Miller; 3ª feira - Reynaldo Gianecchini; 4ª feira - Daniel Craig;; 5ª feira - Amaury Nolasco; 6ª feira - Josh Halloway)

Deus criou o homem numa tão linda variedade... (e assim se prova que todos os homens ficam lindos de camisa e mãos nos bolsos)

(Marido querido, que estás a milhares de quilómetros: não te zangues que amanhã eu compenso-te)

07 dezembro 2007

a besta cultural

É o que eu estou a ficar. Compreendo agora que a maior mudança que esta nova fase da minha vida trouxe - atenção, não estou a culpar o meu filho, estou a culpar-me a mim - foi a ruína da minha vida cultural. Como o tempo não é elástico, com a entrada das fraldas e das sopas e dos biberons, tinha de saltar qualquer coisa e foi isso que saltou (e mais o desporto, mas pronto...).
Não me lembro da última vez que entrei numa galeria de arte.
Não vou a um museu há um ano e meio.
Não vou ao teatro há mais de um ano.
Desde que o Guguinha nasceu, só fui uma vez ao cinema e foi para ver qualquer coisa fraquita, já não me lembro o quê.
Concertos, exceptuando os obrigatórios Police, nicles.
Música, em geral, ando a rejeitar. Não consigo gostar de nenhuma rádio, estou farta dos meus CDs do costume e são pouquinhas as coisas novas que me chegam ao ouvido e lá permanecem.
E os livros, senhores, os livros! Eu sou leitora ávida e não consigo acabar nada há que tempos. Mas há esperança! Na minha mesa de cabeceira a puericultura (Tracy Hogg) já está debaixo da Agustina Bessa-Luís, sobre quem repousa a Zita Seabra...
Não digo estas coisas como queixume vazio nem para dar ares de intelectual. A verdade é que eu não posso negar a minha essência nerd e a importância que estas coisas têm para mim. Nem só de pão vive o homem e esta mulher sente falta de cócegas lá naquela parte do cérebro que mexe com a criatividade e com as coisas bonitas.

06 dezembro 2007

natal antecipado?

Alguém anda a deixar-me notas de 10 euros nos bolsos, só pode. Todos os dias tenho amanhecido com uma diferente, linda e cor-de-rosinha. Agradeço e estimulo a continuação de tão bom hábito matutino.

(ou isso, ou realmente tenho de começar a não deixar acumular quilos de lixo nos bolsos, na mala, na consola do carro...)

05 dezembro 2007

nevoeiro

Nestes dias de nevoeiro contínuo, a estrutura do tempo deslaça-se como claras em castelo feitas na Bimby.

(é por arruinar todas as metáforas com imagens corriqueiras que o meu futuro como poetisa está condenado à partida)

04 dezembro 2007

uns queridos

Não sei se será da época natalícia, mas os homens das obras estão a ficar uns fofos! Só hoje já ouvi um

"És uma boneca!"

e um

"Ahhh, o capuchinho vermelho"

Mais alguém me diz uma destas e arrisca-se a levar uma grande beijoca naquela bochechinha com barba de 3 dias.

03 dezembro 2007

duas rodas

Mandem toda a espécie de veículos, motorizados e não motorizados, terrestres, aquáticos, aéreos (aviõezinhos de papel), que a gralha lá se ajeita a conduzi-los. Mas, por alguma razão, tudo o que é com duas rodas tem de ser mantido bem distante das minhas patinhas. Fala-vos alguém que já conseguiu atropelar-se a si própria com uma trotinete eléctrica.
Ainda assim, destemida e fresca, lá fui eu andar de bicicleta com o meu pai na manhã de Sábado. Podia ter sido um momento de família tão bonito... E até foi, à excepção daquela vez em que ia atropelando um polícia (que se desviou a tempo). E daquela outra em que ia sendo atropelada por um carro porque, no meio da indecisão entre parar antes do cruzamento ou passar antes do carro (dava tempo), resolvi que era melhor travar a fundo mesmo à frente do dito carro, cujos travões estavam a funcionar bem, graças a Deus. É uma coisa inexplicável esta minha dificuldade. O problema não é andar, o problema é só virar e, sobretudo, parar. Pura e simplesmente estupidifico e, na maior parte das vezes, acabo por me enlaçar nos pedais, nas rodas e no diabo a quatro. Para a semana vou de patins.

30 novembro 2007

em casa

Muito obrigada pelos vossos comentários ao post de ontem, cada um especial à sua maneira (é assim que eu vejo que valeu a pena privatizar o blogue e reservar a entrada só a pessoas - e pinguins - fora de série).
Hoje fiquei em casa com Gustavo para ver se, pelo menos por uns dias, ele não leva a injecção de vírus da creche. Ele continua a tossir como um camionista sem chauffage que atravessa os Pirinéus no Inverno, mas já está medicado e talvez um pouco melhor. Conseguimos consulta ontem com a Pediatra, o que sempre deu não só para a medicação mas também para confirmar que ele continua matulão, giro, desenvolvido, etc.
As dúvidas continuam sempre, claro. É só que, às vezes, olho para mim e vejo-me ainda quase adolescente e a não saber o que fazer a tanta responsabilidade. Mas depois isso passa-me logo porque eu sempre me achei muito forte e corajosa (como o Matias, um Beagle que se julga Rottweiller, pelos vistos é de família).

Por isso, amiguinhos, bom fim-de-semana. Façam a árvore de Natal! Sim, é neste Domingo, que é quando começa o Advento. O Advento, para quem não sabe, são as 4 semanas antes do Natal, que é o dia de aniversário daquele boneco mais pequenino e de fraldas que têm no vosso presépio. Pronto, quem quiser também pode montar o pinheirinho só no próximo dia 8, que era a tradição antigamente.

p.s. Estou muito contente porque parte de mim vai amanhã para um sítio onde sempre sonhei ir, a Costa Rica. Infelizmente, essa parte é apenas a minha mochila e o meu saco-cama. Pode ser que traga uma tarântula lá dentro, ou coisa que o valha.

29 novembro 2007

equilíbrios

Uma mulher que se torna mãe pare um bebé mas engole uma espécie de bicho que a corrói de dúvidas e preocupações para o resto da vida.

(isto as mães que o são por escolha, claro)

E ainda tem de engolir mais uma quantidade infinita de sapos, mas agora não me apetece falar disso.

Decisões como pô-los ou não na creche, ficar ou não em casa, confiá-los ou não a outras pessoas, deixam-nos sempre a interrogação se tomámos as melhores decisões, se o fazemos por eles, por nós, pela relação com o nosso marido, por todos... É tão difícil equilibrar tudo isto, e é sobretudo nas alturas de crise - como nas doenças persistentes de um bicharoco pequenino (matulão) de 8 meses e tal, que não tem culpa de nada - que estas dúvidas nos martirizam. Só queria saber tomar sempre a melhor decisão para todos. Queria conciliar um desenvolvimento independente com a saúde física, a minha própria sanidade mental com o conforto dele, o bem-estar do meu casamento com um acordar sem tosse a cada dia... Mas não parece possível, não parece possível. Estou triste.

27 novembro 2007

...e mais uma

Gralhinho doente. Eu bem lhe digo para parar com isto das viroses, que já não é nada original. Febre, ranhoca, a estreia da devolução do jantar (em jacto) sobre o pai. Uma festa. Até melhores dias!

23 novembro 2007

o que me falta

Não sei se vocês param, de vez em quando, para pensar se levam a vida que desejam (se não o fazem, é lastimável) mas eu lá faço o exercício ocasionalmente. Verbalizar mesmo o que se deseja, o que se deseja de facto, é muito importante. Eu sempre desejei para a minha vida constituir família e ter um trabalho que ajude, de alguma forma, a fazer deste mundo um lugar melhor. Estou muito contente com a minha família recém-nascida, e que espero que possa crescer e dar frutos (não desfazendo, acho que vou ser uma avó espectacular). E o resto?
Quando olho para os meus posts anteriores vejo escapismo, preocupações sociais e ambientais. Vejo a minha urgência em ajudar, em tomar os mais frágeis debaixo das minhas asas. E olho para os meus dias de trabalho e vejo despesas e receitas e uma grande alegria quando recebo pastas novas que me permitem organizar as montanhas de papeis que já faziam sombra ao teclado do computador. Caramba, isso é tão pouco, tão... ao lado do que eu desejo. E até tenho planos e ideias bem definidas do que poderia fazer. Mas lá vêm as desculpas: falta-me o dinheiro para montar o negócio, o tempo para fazer tudo direitinho, a estabilidade para poder largar o trabalho que tenho e dedicar-me só aos meus projectos. Mas quase toda a gente que monta um negócio de raiz tem falta de tudo isso, não? O que me falta é outra coisa...

21 novembro 2007

galápagos

Ora hoje podia era estar aqui.



Só eu, o meu marido - que bem está a precisar -, um tabuleiro com ameijoas, pão acabado de fazer e sangria de champanhe. Ficávamos só a observar as iguanas à pesca na água gelada. E estava sol, muito sol. Mainada.

(Deus abençoou-me com tanta imaginação...)

20 novembro 2007

não concordo

Nunca falei de política neste blogue, e nem tenciono voltar a fazê-lo, mas tenho de dizer que não concordo que o nosso Primeiro-Ministro, representando um país democrático, receba um ditador. Não concordo, pronto. Os ditadores podem ser pitorescos à distância, podem dar personagens interessantíssimos de romances históricos, mas a minha experiência num país que ainda vive uma ditadura fez-me perder toda a paciência para estes salvadorezecos-da-pátria que acabam por retirar as liberdades individuais para encher o ego ou mesmo para encher o bolso. Como o meu blogue é democrático, aceito todos os comentários contra, mas eu digo: Chávez, baza!

19 novembro 2007

grrrrrr

Dir-se-ia que 28 anos anos já são uma idadezita razoável para não corar por tudo e por nada - especialmente por nada! - só porque se fala com alguém e se pensa que a outra pessoa pensa que nós estamos a pensar em qualquer coisa que não estamos a pensar, não? OK, isto está indecifrável mas esta traição das minhas próprias bochechas, que passaram todo o dia da cor da cal, dá-me vontade de me dar um par de lambadas a mim mesma.

como foi que disse?

Esta noite reencontrei cara-a-cara uma amiga de longa data, que já não via desde os 7 meses de gravidez do Gustavo (a minha sanita) e digo-vos que não senti falta da dita. É por estas e por outras que não tenho saudades de estar grávida. O que vale é que o entrevadinho já está melhor e já podia andar a cuidar do filhote, que andou a acordar de hora a hora até às tantas da matina.

Só que, no meio disto tudo, e para compensar a última semana,

ma - ma - ma - ma

diz lá outra vez, Guguinha

ma - ma

(estendendo os bracitos para trepar por mim acima, o novo hobby)

ma - ma

E é nestas alturas que o meu coração explode de amor e tudo o resto se torna secundário.

16 novembro 2007

para onde podemos ir?

Hoje o que me está mesmo a incomodar é o permanente aroma a escape que entra nas minhas narinas, desde a porta de casa até à porta do trabalho. Por que é que tenho de viver no meio de tanta poluição? Porquê? Porque vivo num centro urbano. Ora, ir viver para o campo era muito simpático mas a nossa profissão não o permite. A solução estará, então, num centro urbano menos poluído, uma cidade simpática onde o meu filho possa crescer sem ficar com pulmões de fumador antes dos 3 anos.
Qual não foi o meu espanto quando, pesquisando na Internet, não encontrei qualquer estudo sistematizado sobre os índices de poluição a nível mundial (se alguém conhecer, por favor diga-me). Só há uma lista negra das 10 piores cidades, feita pelo Blacksmith Institute. É bom, porque já fico a saber que a China, a Índia e a Rússia não são os melhores países para construír uma vivenda com canteiros de buganvílias. Mas isso não me diz nada acerca dos níveis de poluição de Lisboa ou de alternativas como Roma, Londres, Dublin, Boston, São Francisco, Buenos Aires. Não sei porquê, estou mais apostada em qualquer coisa como Oslo, Estocolmo, Helsínquia, Otava, Wellington ou Cidade do Cabo. Mas é que umas são muito frias e outras são tão fora de mão...

15 novembro 2007

parecia eu que adivinhava

Andei feita defensora dos deficientes e tenho agora um marido todo escangalhado! Ontem, só de pegar no Gustavo ao colo, deu um jeito às costas e ficou imobilizado (será que agora já acredita que ele está um pouco gordito demais?). Agora tenho um latagão de 80 kg para deitar, levantar, vestir, calçar e animar, para além do lataguinho de 10 kg que já me dá alguma mão-de-obra. E do cão.
Eu sou só uma pequena gralha, cada vez mais escanzelada, e não tenho mãos a medir para tanta empreitada! Help!

(Ele já está medicado e de cama, com menos dores. Esperemos que fique melhor depressa)

14 novembro 2007

arrumações

Ontem à tarde/noite, sem saber bem como aquilo começou, dei por mim a fazer terapia arrumacional: dei a volta ao meu armário, cómoda, sacos de roupa acumulados, mesa de cabeceira, troquei as peças de Verão pelas de Inverno, uma roda viva. Depois de muitos espirros e de voltar a pôr no sítio, bem dobradinha, cada camisola e cada t-shirt, eu - em tempos, perfeccionista, quando tinha tempo para isso - fiquei logo a sentir-me muito melhor. É pena que não seja tão fácil fazer o mesmo com as desarrumações que nos vão pela cabeça...

13 novembro 2007

civismo

Ontem mandei um e-mail para toda a comunidade da universidade onde trabalho a chamar a atenção para o que é frequente por aqui: vulgares condutores, que se devem sentir um pouco especiais, a estacionar no lugar reservado aos portadores de deficiência. E a carrinha de transporte de deficientes a ter de parar em segunda fila. Estou farta, farta, fartinha de ver esta situação por isso quero ver se agora ainda têm coragem de continuar a fazer o mesmo. Desta vez, omiti a matrícula porque o meu objectivo é pedagógico mas, se continuar, vou começar a fotografar todos estes "especiais". E não há de me falhar um porque o lugar está mesmo aqui à minha frente e eu ando sempre armada (de máquina fotográfica). Broncos!



12 novembro 2007

8 meses

Filho querido, estes meses passam cada vez mais depressa e vejo-te cada vez menos como um bebé e mais como um rapazinho. Até já gostas de brincar com carros, de perseguir o cão e, se eu deixasse (e ele!) de lhe puxar o rabo. Acho que não houve um único dia deste mês que não tivesses tosse e não sei quem está mais farto do soro, se tu, se nós... Mas é assim mesmo a vida e, felizmente, não perdes a boa disposição nem o apetite. Por falar em apetite, estás um verdadeiro crava e não podes ver-nos a comer qualquer coisita sem que te ponhas a pedir. Guloso!
Começaste finalmente a estranhar um pouco os desconhecidos mas, desde que não apareçam de surpresa a pegar-te ao colo, continuas a distribuir sorrisos generosamente. Estás a ficar cada vez mais irrequieto e já é mesmo muito difícil mudar-te a fralda e despir-te, começa a parecer uma luta greco-romana! Também estás perigosamente destemido, uma espécie de baby-Indiana Jones, pelo que temos que andar sempre atrás de ti a evitar que te metas em sarilhos...
A parte melhor é que andas mesmo apaixonado pela mãe (mas também andas maluco pela casa toda até encontrar o pai):D Estendes-me os braços a pedir colo e até já me disseste adeus algumas vezes quando te deixei na creche de manhã (mas depois vais logo brincar todo contente). E brincar é mesmo coisa que adoras, agora até ficas de joelhos a virar e revirar os brinquedos (de pé ainda te custa ficar... serão os mais de 10 quilinhos a pesar nas pernas???). Quando não te deixamos fazer qualquer coisa - nomeadamente o teu passatempo preferido: mexer nas tomadas - já ensaias as primeiras birrinhas, mas também é a oportunidade certa para aprenderes o significado do "não" e, às vezes, até nos dás ouvidos. O mais tragico-cómico é que estás a ficar um bebé urbano: isso dos passarinhos e das árvores é muito giro mas o que gostas mesmo é de fazer uma grande barulheira quando algum carro buzina perto de nós (e não é por eu fazer o mesmo, porque agora até me controlo no trânsito para não dar maus exemplos). Urbano ou rural, estás cada vez mais lindo (não sou nada modesta, bem sei)! A tua pediatra diz que a cor dos olhos se define até aos 8 meses por isso agora acho que é oficial: passaste do impossível azul à nascença para o cinzento e agora o verde, o mesmo verde do meu pai. É lindo olhar para ti e ver os olhos do meu pai :) Mas não há qualquer dúvida que continuas a ser a carinha chapada do teu!






09 novembro 2007

hoje à noite

O Guguinha fica com o pai em casa e a mãe vai abanar as penas, oh yeaaah! (pronto, é só um jantarzinho com amigos, mas já é qualquer coisa)

08 novembro 2007

desculpas astrológicas

Diz que tenho a lua em escorpião. Estão a ver? Não tenho a culpa de ter mau feitio.

07 novembro 2007

todas as mulheres

Não sou feminista mas, desculpem lá, hoje tenho mesmo de escrever isto (um dia faço a mesma reflexão em relação aos homens).

Todas as mulheres são heroínas.
As mulheres que se levantam às 4h para ir trabalhar nas limpezas de uma multinacional.
As mulheres que se levantam às 7h para terem tempo para secar o cabelo e pôr maquilhagem antes de irem pôr os filhos à escola e irem trabalhar (numa multinacional).
As mulheres que estão na cozinha entre as 18h30 e as 21h30.
As mulheres que, depois de estarem na cozinha várias horas, ainda pegam na máquina de costura para fazer o fato de Carnaval dos filhos.
As mulheres que, mesmo com uma gripe valente em cima, vão sair à noite com a melhor amiga, que acabou com o namorado.
As mulheres que já não vão sair à noite há muito tempo porque...
As mulheres que andam com os filhos às costas e um bidon de 20 litros à cabeça para ir buscar água à fonte mais próxima.
As mulheres que andam com os filhos no marsúpio e com 8 sacos de supermercado nas mãos, até ficar sem circulação nos dedos.
As mulheres que nunca estudaram porque ficaram a cuidar dos 7 irmãos mais novos.
As mulheres que estudaram e que não podem dar-se ao luxo de ter filhos porque arruinariam a carreira.
As mulheres que gostariam de não fazer carreira mas têm de trabalhar para poder pagar as despesas básicas dos filhos.
As mulheres que passam noites em branco quando os filhos estão doentes.
As mulheres que passam os fins-de-semana em casa a brincar com os filhos enquanto os maridos vão para a pesca/futebol/tasca.
As mulheres que sonham fazer tanta coisa mas que põem os outros sempre em primeiro lugar.
E as mulheres que têm a coragem de tomar as rédeas da sua vida e conseguem equilibrar os seus desejos com as muitas exigências externas.
Não somos mártires. Tenho de acreditar que muitas de nós fazemos tudo isto por escolha e não por imposição (nem todas, é certo...). Mas que somos corajosas, lá isso somos.

06 novembro 2007

alentejanámos





Descansámos e cansámo-nos, que é o que se faz nestas coisas. E comemos castanhas assadas na lareira.
O Alentejo continua a ser a região mais bonita de Portugal.

04 novembro 2007

brutalidades

Um bebé nasce, filho de uma grande amiga: uma alegria imensa!
Outro bebé não vai chegar a nascer, filho de uma nova amiga.
A vida é mesmo brutal, já me devia ter habituado a isto. Sobretudo eu, que chego mais dificilmente aos sentimentos sublimes do que às sensações avassaladoras. Tenta-se palavras. Tenta-se qualquer coisa. Mas a brutalidade do que é inevitável é maior, e as palavras não conseguem dizer nada nestes momentos.

01 novembro 2007

vamos alentejanar

E já voltamos. Até já!

31 outubro 2007

cabeça no ar





O título deste post podia também ser "fecha a boca que entra a mosca", mas era capaz de afugentar alguns estimados leitores deste blogue (e tenho de vos tratar bem, que vocês são poucos mas bons).

30 outubro 2007

uma dor intermidente

Como já vem sendo hábito do meu filho, cavalheiro de primeira e sempre atencioso com a mãe, o Gustavo "resolveu" esperar que acabasse a maminha para deitar cá para fora o primeiro dente. Agora é vê-lo todo orgulhoso a roer os nossos dedos e bocados de pão como se tivesse uma dentadura de T-Rex :D

Ora, no passado fim-de-semana, lá fomos nós à festa de anos da prima do L., onde estava muita gente que o Gustavo não via há muito tempo ou nunca tinha visto na vida. De súbito, toda esta gente lança os braços na direcção do meu filhote, que resolveu começar num pranto como se lhe estivessem a fazer muito mal. Nós, pais, percebemos que era da situação e próprio da idade mas é claro que toda a gente se pôs a mandar muitos palpites. Que era sede. Que era fome. Que tinha frio. Que era do dente, de certeza que era do dente. Gosto tanto, tanto quando isto acontece... O curioso é que ele tinha passado todo o dia bem disposto, ficava bem quando vinha para o nosso colo e só voltava a chorar quando um desconhecido teimava em pegar-lhe ao colo... Quando nós lhe voltavamos a pegar, lá ficava ele contente. Estava feito o diagnóstico: estava com dores intermidentes :P

29 outubro 2007

no fundo do mar

"Mar sonoro, mar sem fundo, mar sem fim,
A tua beleza aumenta quando estamos sós
E tão fundo intimamente a tua voz
Segue o mais secreto bailar do meu sonho,
Que momentos há em que eu suponho
Seres um milagre criado só para mim."

Sophia de Mello Breyner Andersen, in Dia do Mar

Anteontem fui correr junto ao rio. Sozinha. E ontem fui mergulhar. Já me tinha esquecido do sol visto lá de baixo, do silêncio e da paz. Mergulhar dá muito trabalho mas o mar... O mar vale sempre a pena.

26 outubro 2007

maminhas

Hoje de manhã, no banho:

gralha: Maminhaaas! Há quanto tempo não vos via! Que é feito?
maminha esquerda: É verdade. Já nem sabiamos se iamos voltar...
maminha direita: Pois, andavas toda contente, com o soutien bem recheado...
gralha: Vá lá, meninas, não sejam assim. Vocês sabem que eu gosto de vocês assim pequeninas.
maminha direita: Humpf... Se o dizes...
gralha: Claro que gosto! Até posso provar com uma pequena canção - as saudadeees quieu já tinha das minhas lindas maminhas tão modestas quanto eeeeeu! (só que mais)
maminha esquerda: Pronto, pronto, já chega! Quer dizer que mandaste as outras embora?
gralha: É verdade, teve de ser. Agora sou só eu e vocês, meninas. Podemos correr, saltar, vestir qualquer roupa sem que se ponham a olhar para o meu decote, uma maravilha!
maminha direita: E prometes que nunca mais nos mandas embora...?
gralha: Ah isso, desculpem lá, mas quando vier o próximo gralhinho lá terão de ir passar mais umas férias prolongadas.
maminha esquerda: Bem, vê lá se, ao menos, para a próxima, nos mandas fazer topless para uma praia das Caraíbas, está bem?
gralha: Topless não que vocês são muito branquinhas. Mas espero poder mandar-vos em breve para a praia com um bikini bem pequenino, ok?
maminhas: Combinado!

(Hoje acabou a amamentação. Não foi por escolha, foi por ter de tomar medicamentos, por isso estou triste... Por isso preciso destas pequenas palhaçadas para a nostalgia não bater tão forte)

24 outubro 2007

números

O que é que acham que significa quando uma gralha começa a sonhar com números, facturas, recibos, extractos de bancos...? Que está a ficar rica? Não (acho que já revelei aqui o facto de a minha conta nunca chegar a mais de dois dígitos a meio do mês). Que é grande fã do sudoku? Apesar de ter levado um livrinho para o trabalho de parto (que o paizinho se entreteu a fazer), também não. Que, apesar de ser socióloga e de toda a vida ter tido nojo à Matemática, está a trabalhar com números, facturas, recibos e extractos de bancos? Sim. O que me vale é que o meu marido super-cromo, grande cientista de reconhecimento internacional, que ganhou um prémio - sai uma grande salva de palmas para o meu marido - e não posso dizer mais porque ele gostava de manter o anonimato bloguístico e agora já está difícil, está aqui está a ganhar um dinheirão e eu vou poder ficar em casa a cuidar dos nossos filhotes e cães e a criar a tão sonhada Fundação Gralhamiga...

p.s. Já me tinha esquecido de como o meu filho é bem disposto e como bem quando não está (bastante) doente! Quando está doente, come e sorri, mas quando não está é uma espécie de Magali meets João Baião nos tempos áureos do Big Show Sic. Mas sem a parte efeminada.

23 outubro 2007

chuva

Pronto, já podes vir. Eu, cá por mim, passava bem sem ti o ano inteiro, dadas as minhas inclinações saharicas, mas suponho que já anda por aí muita gente a aguar e até que o meu carro já precisava de ser lavado.

22 outubro 2007

cão útil

OK, como é que eu hei de dizer isto? Matias, importas-te de fazer isto? E já agora aprendes a mudar fraldas mal-cheirosas e a tirar a ranhoca do nariz do Gustavo. Obrigada,
A tua dona



adenda: não sei porquê, pelos vistos ninguém vê o filme para além de mim - é um cão muito giro a acalmar um bebé a chorar. Pronto, e agora vou arrumar as botas que não percebo nada destas coisas de informática, o que é fantástico para alguém que administra dois websites...

19 outubro 2007

ainda os bichos maus

Já me tinham advertido que, no primeiro ano de creche, ele ia estar sempre doente. Não tinham era dito que a mãe também! :( Pai sofre a cuidar desta gente toda...

Bom fim-de-semana e aproveitem o bom tempo, que nós devemos ficar a fazer companhia aos fungos debaixo dos lençóis...

17 outubro 2007

adeus descanso II

Que se põe em pé na cama... Ainda que continue a preferir estar de joelhos - tão querido, tão pequenino e já a revelar as tendências beatas da mãe :p

E esta semana fica em casa porque, depois de 20 dias constipado e agora com febre, já chega. Soro, soro e mais soro, aerossóis com soro (e que instrumento de tortura é a máquina de aerossóis, senhores!), gotas para secar o nariz, ben-u-ron, ben-u-ron. O senhor da farmácia já me conhece...

Agora vou ali tentar dar sangue e já volto.

adenda: não se pode dar sangue num período inferior a 12 meses depois do parto. Nunca chumbei tanto na minha vida como em tentativas de dádiva de sangue!

15 outubro 2007

as dez coisas mais bonitas

Lista das dez coisas mais bonitas do mundo (eu sei que são incomparáveis e que a escolha foi um tudo-nada parcial, mas apeteceu-me fazer esta lista e fiz, pronto):

1ª A gargalhada do meu filho
2ª O sorriso do meu filho
3ª O meu filho a dormir
4ª O mar
5ª O nascer do sol em Cayo Largo, Cuba
6ª O "Canon em Ré Maior" de Pachelbel
7ª O perfil sério do L. enquanto conduz
8ª A poesia da Sophia de Mello Breyner Andersen
9ª O "Every Breath You Take" dos Police
10ª O céu azul de Lisboa numa tarde de Outono com castanhas assadas

Quem quiser faça a sua listinha de favoritos no respectivo blogue mas, por favor, não vamos transformar isto numa daquelas correntes que, se forem quebradas, nos trazem grandes desgraças como o amarelar dos dentes ou perder todos os guarda-chuvas que comprarmos ao longo da vida.

12 outubro 2007

7 meses

Rapozinho do meu coração, que já fazes sete meses: parabéns! Neste mês, estiveste mais tempo doente do que saudável mas nunca perdeste a boa disposição e o sorriso pronto. És tão generoso com os teus sorrisos que eu acho que o Estado me devia pagar um subsídio por andar a alegrar as pessoas que passam por ti na rua. Este mês foi também tempo de grandes conquistas para a tua independência porque aprendeste a ficar sentado sem apoio para brincar à vontade e, sobretudo, a gatinhar para ir descobrir o mundo. E já percebeste que o mundo é muito maior do que imaginavas! Também continuas muito falador e agora dizes coisas com grande convicção que eu, infelizmente, não consigo perceber, o que não nos impede de ter grandes conversas. Estás cada vez mais matulão e, reparo agora nestas fotografias, a transformar-te rapidamente num rapazinho e a deixar de ser bebé. Gosto de ver-te crescer, filhote, mesmo que tenha saudades de ti pequenininho - bem, tu nunca foste pequenininho... - e mesmo que não possamos estar juntos o dia todo aproveitamos muito bem o tempo que temos. Continua sempre assim: querido, meiguinho e curioso, sim?



11 outubro 2007

pintarriscos


Encontrei-o no blogcatita e desde então que ando enamorada pelas coisas lindas que faz. Vejam o blogue e o site e digam lá se não é de ficar com a alma cheia de estrelas e arco-íris.

10 outubro 2007

semáforos

Há três tipos de pessoas perante um sinal vermelho:

O daltónico (vermelho? qual vermelho??)

O nostálgico (ainda agora estava amarelo)

O discreto (ora deixa-me cá abrandar... se eu passar sorrateiramente não há problema)

Normalmente associa-se as mulheres ao daltonismo sinaleiro e os homens à nostalgia neste departamento, mas os discretos é que me deixam mesmo estupefacta! Como é que é possível - e é, que eu já tenho visto alguns durante o dia em Lisboa, não estou a falar de locais ermos às 3 da manhã - que alguém ache que se torna invisível só pelo facto de passar um sinal vermelho a 5 km/hora em vez de a 50 km/ hora? Se é para infringir a lei, façam-no com os devidos tomates. Agora passar de fininho é mesmo coisa de menina, francamente!

(confesso-me daltónica e nostálgica ocasional - raramente! E vocês?)

08 outubro 2007

adeus descanso

Qual é a diferença entre um bebé que não gatinha e um bebé que gatinha? Toda! O meu virou um diabrete - e um diabrete ranhoso, que a constipação ainda não passou. Num espaço de 10 minutos, conseguiu ir dar uma cabeçada na estante, arrancar a ficha do candeeiro da tomada, ir verificar se o aquecimento estava ligado (felizmente não estava), pendurar-se na rede dos brinquedos suspensa do tecto e puxar a gaveta debaixo da cama. Nós iamos olhando boquiabertos para tudo aquilo para ganharmos noção do novo filho que aterrou lá em casa esta semana e dos 1000 cuidados que temos de passar a ter. E ele ganhou a companhia permanente de um de nós a cada segundo, que isto de deixar o cão a olhar por ele no tapete enquanto vamos só ali lavar as mãos é História.

04 outubro 2007

problemas conjugais de idosos

Acho que o meu marido tem ciúmes do tempo que passo a fazer tricot.

(Note-se que ele tem passado os serões a trabalhar em casa, por isso, ou tricotava ou via telenovelas. Assim o Gustavo sempre fica com a cabeça quente e colorida do Inverno)

01 outubro 2007

do fim-de-semana

A piroseira do tempo de Outono já chegou, disso já todos nos apercebemos. De modo que, lá por casa, rendemo-nos às evidências e o Gustavo resolveu apanhar a constipação que anda agora na turma dele (as salas dos bebés levam 8 crianças + um número incontável de vírus) e pegá-la à mamã e ao Matias. A mamã não leva a mal (o Matias também acho que não), só custa é ouvi-lo a tossir a noite toda. Pronto, mas como nem tudo é mau no Outono, também deu para beber chazinho, comer torradas, ver DVDs e começar a tricotar para o enxoval de Inverno do meu filhote. Estou a pensar fazer uma colecção de barretes coloridos, o que é muito ambicioso para alguém que teve de vir ver à net como se lança as primeiras malhas.

Boa semana para todos!

Ah! Já me esquecia do mais importante: mesmo no meio das ranhocas e das rabujices da constipação, o Gustavo descobriu finalmente como se gatinha para a frente! Ainda só dá três passitos e cai para a frente mas estamos muito orgulhosos :D

28 setembro 2007

fita cor-de-rosa

Sabem aqueles dias em que já se vem com o cansaço acumulado de dias e com muitas irritaçõezinhas entaladas na garganta mas depois acontece alguma coisa realmente importante e isso se evapora?

Hoje quase atropelei uma criança. Não por excesso de velocidade nem por distracção, simplesmente porque era uma menina pequenina que passou rente à traseira do meu carro quando estava a sair do estacionamento, depois de deixar o Gustavo na creche. A menina tinha uma fita cor-de-rosa na cabeça e foi isso que vi no espelho retrovisor e me fez travar a fundo. Ela ficou confusa com o susto. Eu fiquei gelada e fisicamente mal-disposta. Se ela tivesse menos 10 cm não a tinha visto e tinha-lhe passado por cima.
Às vezes os encontros casuais do quotidiano são dramáticos, inevitáveis, brutais. E não há nada que possamos fazer acerca disso. Hoje tivemos sorte, aquela menina e eu.

26 setembro 2007

há coisas fantásticas, não há?

A minha "Joana" (Andy Summers) já parece um daqueles tios de uma certa idade a quem se leva bolachas nas tardes de chuva de Domingo.
A minha "Rita" (Stewart Copeland) continua com muita pinta a tocar bateria mesmo com uns óculos da colecção Desconto = idade da Multiópticas.
A minha "Teresinha" (Sting) - aaah, a Teresinha... - tem o baixo todo escangalhado (acho que tenho de lhe oferecer um novo no Natal) e não me fez a vontade de tocar contrabaixo no "Every breath you take", mas continua com uma voz sobrenatural e com um carisma incomparável.

As minhas "meninas" portaram-se tão bem! Tocaram muito decentemente e ainda estão todas muito sexy, apesar dos anitos que passam por todos.

25 setembro 2007

the police


É hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje é hoje!

Depois de 28 anos de espera (sim, porque já os ouvia na barriga da minha mãezinha) vou finalmente realizar um sonho que sempre julguei que seria impossível :D

Espero que toquem ainda melhor do que na minha despedida de solteira ;)

24 setembro 2007

muitas vidas

Hoje acordei de manhã

(e sai uma grande beijoca para o S. Pedro que se tem portado tão bem no último mês)

Hoje acordei de manhã e, se não fosse socióloga-esposa-mãe era fotógrafa para a Amnistia Internacional e andava à volta do mundo a retratar a condição da mulher nas diferentes culturas (e inculturas).

Ou era cantora (pimba - a maioria de vocês não sabe mas eu tenho voz de cantora pimba) e andava a fazer o circuito emigrante e a levar a portugalidade a tanta gente afastada no nosso lindo céu azul. Que eu bem sei que às vezes a saudade bate forte e até para quem não gosta de bacalhau (como é o meu caso) as pataniscas sabem a casa.

Ou era antropóloga para a National Geographic e andava a redesenhar as fronteiras de África em função das centenas de etnias e nações (que não coincidem com os Estados que o Ocidente resolveu atribuir). Ou então passava só uns meses a pastorear cabras no Kalahari (nota-se que acabei de ler o África Acima, do Gonçalo Cadilhe?).

Não trocava a minha vida por nada mas gostava de ter mais vidas para fazer tantas coisas e conhecer tanta gente e ver tanto mundo...

Nota que agora não tem nada a ver: hoje, pela primeira vez em 10 anos que frequento esta universidade, a Comissão de Praxes não veio ter comigo com aquele ar esfomeado de quem me quer escrevinhar a cara. Estou oficialmente cota.

20 setembro 2007

avós e netos

Este texto vale a pena ler por todas as mães a braços com as já famosas discussões mentais. Se todos tivessem juizinho e soubessem colocar-se nos seus lugares era tão mais benéfico para as crianças...

informação importante

O Duarte das Pistas da Blue integra o novo elenco dos Morangos com Açúcar.



(para os menos atentos, passo a explicar: o pobre Duarte é um símbolo de toda uma geração nacional que é forçada a fazer grandes figuras imbecis para ganhar currículo e, finalmente, conseguir atingir o grande objectivo profissional - presumindo que o grande objectivo profissional de um jovem actor português é participar nos Morangos. Se o Duarte conseguiu, há esperança para todos nós mileuristas, recibos verdes, saltitões de contratos a termo certo e bolseiros já com alguns cabelos brancos)

18 setembro 2007

VIC


Virose de Introdução à Creche. Guguinha 1 - Bichos Maus que Fazem Febre - 0.
Assim começa o campeonato nesta temporada. Já estava preparada para que acontecesse mas não há nada que nos prepare para o nosso borrachinho eléctrico tornar-se murchinho e triste, sem brincar, sem palrar, (quase) sem um sorriso.
Mas hoje já voltou para a escola, pronto para enfrentar a próxima :)

E eu vou ter um trabalho louco nas próximas semanas por isso não estranhem o meu silêncio nos vossos blogospaços, sim?

beijinhos e boa semana.

15 setembro 2007

e por falar nisso...

O Gustavo está cheio de febre desde ontem à noite :(
Não tem outros sintomas e ainda não chegou ao 40 graus, por isso o Dói Dói Trim Trim mandou-nos só dar o Ben do costume e refrescá-lo com toalhas húmidas. Mas CUSTA TANTO vê-lo assim...

14 setembro 2007

os medos

Nisto dos blogues fala-se de muita coisa, às vezes até demais no que diz respeito à nossa intimidade e à dos nossos filhos. Mas costuma ser uma versão um pouco acôrderosada da coisa, porque todos temos pudor em falar das nossas fraquezas e das nossas falhas. Já o fazemos cá fora ("então, tudo bem?", "ah, vai-se andando"), como não o havíamos de fazer na blogosfera?
No entanto, eles persistem, os medos. E falo em concreto dos medos que sentimos em relação aos filhos e que, sobretudo por arrasto de várias notícias que têm vindo à cena nos últimos tempos, teimam em roer-nos por dentro. Baixinho mas insistentemente. Temos medo que algo não corra bem com a gravidez. Depois com o parto. Depois ainda é pior porque nos sentimos (e somos!) responsáveis por algo tão indefeso.
Eu tinha medo que o Gustavo caísse da cama. E caíu (felizmente não foi nada de grave). Às vezes, os medos tornam-se pesadelos reais e não há nada que possamos fazer... A sensação de impotência é terrível. A vontade de fazer Control + Z (anular a acção anterior) é estupidamente real. Mas não dá, não dá. E falhámos como pais. E nas últimas noites tenho sonhado todos os dias que agarro o Gustavo porque está a cair da cama (e acordo com o L. a perguntar por que é que o estou a agarrar).
Depois há todos aqueles medos que não se concretizam (até ver!), que se sucedem e renovam, à medida dos novos perigos de cada idade. Agora dou por mim a ter medo das sanitas, o que podia ser muito engraçado se elas não constituissem mesmo um perigo para os pequenos exploradores. E é melhor não pensar demasiado no assunto senão começo a ter medo de tudo.
O que é que eu queria dizer com tudo isto? Claro que não quero fazer ainda mais medo a ninguém. Se calhar só quero exorcisar um bocadinho os meus receios de falhar como mãe.

12 setembro 2007

6 meses

Parabéns meu filho querido pelo teu meianiversário!!! Não caibo em mim de orgulho por ter um bebé tão maravilhoso. Mas não é um orgulho orgulhoso, é mais um orgulho incrédulo de quem não acredita como é possível ter feito - e contribuir agora para o crescimento de - uma coisa tão perfeitinha. Meu filho, acho que te achava a coisa mais linda do mundo mesmo que viesses pintado às bolas verdes e com 7 patas, mas a verdade é que és, cada vez mais, um bebé encantador, simpático, meiguinho e bem disposto. És uma benção, mesmo.
Já não consigo dar conta das tuas gracinhas... Adoro quando me róis o queixo e me puxas as bochechas (só é pena preferires puxar o cabelo). Adoro a tua determinação em gatinhar para a frente, apesar de só conseguires andar cada vez mais para trás (mas não desistes!). Continuas a não ser grande fã de estar sentado, apesar de já o fazeres bem com o apoio das mãos. Mas assim não dá para ir buscar os brinquedos!
Adoro o teu chapinhar louco no banho, mesmo que aquilo fique tudo em estado de sítio no fim. Adoro que tenhas tanto apetite que até gostas das sopinhas que faço. Adoro que continues a adorar a maminha. Adoro o cheirinho a bebé da tua nuca, que está a passar depressa demais! E adoro aquele momento em que te vou deitar e ficamos um bocadinho na cadeira das histórias enquanto de falo baixinho e te faço festinhas. Adoro-te, meu borrachinho gordo e grandalhão!



11 setembro 2007

bebés por acaso, bebés por milagre

Ao falar com os meus colegas e ao ler isto, constatei assim de repente que toda a gente que conheço da minha geração (eu incluída) que teve recentemente bebés fê-lo por acidente ou com recurso a técnicas de reprodução assistida. O mais diverso tipo de pessoas, com diferentes origens, formações e valores.
Caramba, não é fácil ter bebés em Portugal, hoje em dia! A situação profissional instável não o permite, a falta de apoio para cuidar deles quando crescem não ajuda. A falta de dinheiro, ai, a falta de dinheiro... Todos sabemos as voltas que damos à cabeça e à carteira para que as coisas funcionem. Depois ainda há os que até têm possibilidades mas não querem fazer esta opção, pelo menos neste momento. Não julgo, cada um sabe de si. E depois há os que tentam, tentam, passam por angústias, frustrações, desilusões, investem o que têm e não têm, monetária e emocionalmente, e então lá conseguem (ou não...).
Que mundo este em que os bebés deixaram de ser uma consequência simples, desejada e previsível (será que alguma vez o foram, realmente?). A taxa de natalidade depende de distracções e de intervenções. Fui só eu que, em pequenina, olhava para o meu futuro e sonhava ter filhos? Sou só eu que continuo a acreditar que os sonhos têm de ser maiores que os obstáculos da realidade?

mãos no fogo

E quando pensamos que já nada nos surpreende, bam! Vem a Maddie e os pais desesperados que movem literalmente o mundo e agora se tornam o alvo das maiores suspeitas... Ainda me custa a acreditar. Não no eventual acidente mas na insistência que fizeram sobre a mediatização. E o feitiço agora vira-se contra o feiticeiro porque nunca como agora a notícia alicia, como romance policial: como esconderam tudo isto este tempo todo? Como é que a polícia portuguesa vai conseguir lidar com a situação com eles à distância? Será que alguma vez vamos ficar a saber alguma coisa?

A pergunta maior: Se foi acidente, por que não assumi-lo à partida? Porquê? Será que eu faria o mesmo, no meio do choque?

10 setembro 2007

ressaca

Filho...
Preciso de filho...
Ninguém tem por aí uma fraldita suja, um bocadito de baba, um singelo bolsado para eu me aguentar até ao fim da tarde?

07 setembro 2007

retratos da família


A mãe (muito favorecida em relação à foto que mostrei na semana passada, eu sei)


O pai (o tal lobo para o qual o Roger rosnava - tem mesmo um ar ameaçador, não tem?)


O filho (como vêem, o filho sai ao pai, excepto nos olhos e a côr de pele)

Concluímos hoje os três dias de introdução à creche e posso dizer que correram MUITO bem :) O Gustavo esteve sempre bem disposto, comeu e dormiu bem, sorriu e fez muitas festinhas para as educadoras (que ficaram logo conquistadas, espertalhão!) e não o vi a chorar uma única vez. Sei que isto só é possível porque o Gustavo ainda é muito pequenino - é uma vantagem de entrar tão cedo para a creche - mas sinto-me aliviada e descansada - tenho confiança no sítio e nas pessoas que ficaram com ele - por isso, apesar das saudades (hoje foram 6 horas, já custou!), acho que não posso pedir mais nada senão que continue assim. E que as doenças continuem afastadas por muito tempo, xô! Não há nada, nada no mundo que pague o sorriso que ele faz quando o vou buscar! Acho que devia fazer anúncios a pastas dentífricas, apesar de ainda não ter dentes :P
E hoje, depois da "escola", ainda deu para comemorar (?) o meu fim de férias e fomos passear ao Zoo, coisa que eu adoro (e ele também, concerteza). Isto é que é vida!

Bom fim-de-semana!

04 setembro 2007

o quarto do gustavo

Para já, muito obrigada pelas vossas opiniões... que foram de encontro à dos meus pais e da pediatra (sala com tudo à misturada = muita confusão de vírus e bactérias), e a nossa decisão recaiu então sobre a creche mais velhinha mas mais organizada (amanhã já vai para lá uma horinha). E tal como disseram, com as rotinas necessárias - que é coisa a que o Gustavo está habituado desde que veio para casa da maternidade.

Rápidas:

Lembram-se de eu ter dito que o Roger é chanfrado? O que chamar então a um cão que rosna ao lobo que eu pintei num quadro (e eu não sou nenhum Leonardo da Vinci)? É de cair para o lado a rir.

Da consulta dos 5 meses-que-é-mais-6-mas-enfim: o Gustavo continua óptimo, grande e gordo. E hoje comeu a primeira sopa e fruta (a sopa marchou em alto speed, a pêra nem tanto, mas acho que foi porque não a cozi).

Finalmente, aqui está uma foto do quarto do Gustavo. A foto está bem miserável porque as cores estão um bocado escuras (é mais em tons de lima e azul celeste) e parece muito pequenino, mas até é uma área decente. Não quisemos uma coisa muito abebezada nem, diga-se a verdade, temos muita paciência para decoração, mas até fiquei satisfeita com o resultado. Recomendo vivamente o tapete acolchoado (comprei no centro do Campo Pequeno) porque é enorme e um descanso para deixar o Gustavo a arrastar-se e andar de marcha atrás como tanto gosta. Ah, no quarto só faltam os três quadros que pintei (entre eles o tal do lobo), que faltam emoldurar. Depois mostro.

(afinal não foram assim tão rápidas)

03 setembro 2007

indecisos (ainda)

Ainda a questão da creche...

Espaço simpático ao ar livre... Ou duas pessoas fixas para cada sala de bebés?
Salas pintadas de fresco... Ou caminhas para dormir, num quarto para o efeito (em vez de meras esteiras num quarto onde se brinca e dorme à misturada)?
Horários livres... Ou rotinas mais certinhas?
É que estas coisas não são comparáveis!

E isto são só os prós e contras que dizem respeito apenas ao Gustavo, não falo de distâncias, preços, períodos de funcionamento...

Foi muito difícil escolher o que seguir no 10º ano.
Foi por impulso que escolhi a licenciatura.
Caramba, por que é que tem de ser tão difícil fazer escolhas também para um pobre indefeso que agora está à minha responsabilidade??? Quem sou eu para decidir? Angústia. E duas creches que pensam que o Gustavo vai lá começar a ir na 4ª feira (qualquer dia estou tipo Pinóquio com tanta aldrabice). Acho que vou lançar as cartas do Tarot.

02 setembro 2007

mudança de quarto

Uma pessoa mentaliza-se para ser mãe e desenha na sua cabecita um canone: a mãe que sorri sempre, a mãe meiguinha mas não melga, a mãe que conta histórias fantásticas e tem ideias geniais para brincadeiras e jogos, a mãe que impõe disciplina mas não se irrita, a mãe que cozinha pratos fabulosos, a mãe fixe que é a inveja de todos os amigos dos filhos... Enfim, a mãe que é uma boa mãe mas não é mãe galinha.
OK, os planos já me sairam furados.
O Gustavo mudou ontem para o quarto dele (que está, finalmente, a ficar compostinho - quando estiver terminado ponho aqui as fotos) e só me deu para a choradeira. Um chorinho disfarçado, nada de dramas, mas um chorinho. Então e o "é bom sinal, é porque já está crescido" e o "que bom, já vão ter o quarto só para vocês"? Tretas. E as saudadonas do meu gralhinho e de acordar e vê-lo a espreitar por estre as grades e a dar aquele sorrisão? Ai...