30 junho 2008
tanta coisa boa
Este fim-de-semana foi o verdadeiro fim-de-semana de Verão. Tivemos direito a sol, calor, passeata, saída à noite (como já não fazia há uns 5 anos), mais passeata, ficar sem gasolina numa semi-via-rápida na faixa do meio (é o que dá viver à custa de talões de desconto!), feira laica, praia em óptima companhia e ainda o meu jantar preferido desta época estival: tremoços + amendoins + jola. Não, não vimos o futebol, vimos um óptimo filme (Zwartboek). Vimos, isto é, eu vi umas partes, porque a emoção toda destes dois dias deixou-me K.O. Mas com o coração cheio para uma nova semana :)
26 junho 2008
notícias do gustavo
Sei que há quem goste de ir sabendo novidades do meu filhote, por isso aqui ficam algumas, muito rapidamente:
As duas maiores aquisições recentes (pelo menos as mais úteis) são o saber assoar-se e o avisar quando vai fazer cocó (lá começaremos o potty training nas férias).
Ontem, pela primeira vez, deu-me um beijinho na cara. Só me faltou lançar foguetes de tanta alegria :D
Tem os pré-molares a nascer e, consequentemente, está em casa com febre (pelo menos, graças a Deus, desde Janeiro que esta é a única razão para ficar em casa).
Continua muito alegre e bem-disposto, sociável, brincalhão (faz disparates e depois faz esta cara que está na foto), curioso e comunicativo - se se pode chamar comunicativo a um bebé que ainda não diz mais de uma dúzia de palavras. Adora o Matias, adora estar na escola, adora passear, adora comer, adora água (menos para beber!), adora o papá e adora basicamente tudo e mais alguma coisa. Tenho tanta sorte com este meu filho querido :)
As duas maiores aquisições recentes (pelo menos as mais úteis) são o saber assoar-se e o avisar quando vai fazer cocó (lá começaremos o potty training nas férias).
Ontem, pela primeira vez, deu-me um beijinho na cara. Só me faltou lançar foguetes de tanta alegria :D
Tem os pré-molares a nascer e, consequentemente, está em casa com febre (pelo menos, graças a Deus, desde Janeiro que esta é a única razão para ficar em casa).
Continua muito alegre e bem-disposto, sociável, brincalhão (faz disparates e depois faz esta cara que está na foto), curioso e comunicativo - se se pode chamar comunicativo a um bebé que ainda não diz mais de uma dúzia de palavras. Adora o Matias, adora estar na escola, adora passear, adora comer, adora água (menos para beber!), adora o papá e adora basicamente tudo e mais alguma coisa. Tenho tanta sorte com este meu filho querido :)
25 junho 2008
adivinha
23 junho 2008
arte contemporânea
(vá, não fujam já todos deste post só por causa do título)
Ontem fomos ver uma exposição em que participa um vizinho nosso
(que parece Jesus regressado à Terra, mas isso dava pano para mangas e hoje não vou por aí)
É uma exposição composta por diversas instalações, cada uma mais... surpreendente? estrambólica? inesperada? do que a outra. Nestas coisas, podemos adoptar dois tipos de atitudes:
1) Estes tipos estão mas é malucos e deve haver uma câmara escondida para filmar as nossas reacções;
2) Ooooh! Aaaah! O que é isto? Para que serve? É fumo a descer por uma caninha/ são bolinhas de cuspo coladas no tecto/ é uma parede de tijolos feita de sabão Clarim/ é uma folha de papel equilibrada sobre um marcador. Seja o que for, faz-me cócegas na imaginação e resgata a criança que há em mim.
Optámos pela segunda hipótese. E gostámos muito. Boa semana :)
Ontem fomos ver uma exposição em que participa um vizinho nosso
(que parece Jesus regressado à Terra, mas isso dava pano para mangas e hoje não vou por aí)
É uma exposição composta por diversas instalações, cada uma mais... surpreendente? estrambólica? inesperada? do que a outra. Nestas coisas, podemos adoptar dois tipos de atitudes:
1) Estes tipos estão mas é malucos e deve haver uma câmara escondida para filmar as nossas reacções;
2) Ooooh! Aaaah! O que é isto? Para que serve? É fumo a descer por uma caninha/ são bolinhas de cuspo coladas no tecto/ é uma parede de tijolos feita de sabão Clarim/ é uma folha de papel equilibrada sobre um marcador. Seja o que for, faz-me cócegas na imaginação e resgata a criança que há em mim.
Optámos pela segunda hipótese. E gostámos muito. Boa semana :)
20 junho 2008
manual para lidar com a crise
Agora que lá se foi o futebol por água abaixo, os protestos contra os preços da gasolina vão passar a chamar-se "crise gasolineira", os custos elevados da comida vão passar a chamar-se "crise alimentar", e os custos elevados de tudo e mais alguma coisa, a juntar aos salários anorécticos, vão passar a chamar-se crise, ponto final.
Como podemos lidar com a crise, amiguinhos? A gralha tem algumas respostas que podem dar uma ajuda.
Primeiro, despeçam-se do vosso emprego (se não ganham grande coisa) e vão antes fazer um doutoramento. Acabam-se os 13º e 14º mês mas também deixam de pagar IRS e a Segurança Social é reembolsada. Ah, e o chefe, a FCT, não chateia e paga sempre a horas. Depois, vendam a vossa casa e arrendem uma que preencha os padrões da candidatura ao subsídio de rendas (sim, é possível entrar pela Porta 65). Ah, mas o mais importante é ter vários filhos, porque o abono já está a ficar uma pipa de massa. Depois é só preciso ter uma sorte desgraçada e conseguir pô-los numa creche subsidiada pela Segurança Social (essa mesma que vos é reembolsada) para terem tempo de fazer o dito doutoramento, porque as bolsas de pós-doc, então, é que já dão para uma vida de loucura.
Por outro lado, vale a pena começar a coleccionar cartões, sobretudo daqueles em que o supermercado paga a gasolina e a gasolina paga o supermercado e o McDonalds, e o supermercado paga outra vez a gasolina, and soión, and soión. Se isto tudo não chegar, recolham sacos nos supermercados que os dão de graça e vão para a porta dos que os vendem, para fazer concorrência (i.e., vendê-los a 2 cêntimos). Também de graça se consegue preservativos e outros meios de contracepção nos Centros de Saúde, podem pensar em vendê-los à porta das discotecas, por exemplo.
E pronto, como vêem, com a ajuda do nosso querido Estado Social e das diversas promoções das empresas tão amigas que nos dão tantos descontinhos, é possível sobreviver à crise e ainda juntar um bom pé-de-meia para a velhice. Depois não digam que eu não dou bons conselhos (e de graça!).
Como podemos lidar com a crise, amiguinhos? A gralha tem algumas respostas que podem dar uma ajuda.
Primeiro, despeçam-se do vosso emprego (se não ganham grande coisa) e vão antes fazer um doutoramento. Acabam-se os 13º e 14º mês mas também deixam de pagar IRS e a Segurança Social é reembolsada. Ah, e o chefe, a FCT, não chateia e paga sempre a horas. Depois, vendam a vossa casa e arrendem uma que preencha os padrões da candidatura ao subsídio de rendas (sim, é possível entrar pela Porta 65). Ah, mas o mais importante é ter vários filhos, porque o abono já está a ficar uma pipa de massa. Depois é só preciso ter uma sorte desgraçada e conseguir pô-los numa creche subsidiada pela Segurança Social (essa mesma que vos é reembolsada) para terem tempo de fazer o dito doutoramento, porque as bolsas de pós-doc, então, é que já dão para uma vida de loucura.
Por outro lado, vale a pena começar a coleccionar cartões, sobretudo daqueles em que o supermercado paga a gasolina e a gasolina paga o supermercado e o McDonalds, e o supermercado paga outra vez a gasolina, and soión, and soión. Se isto tudo não chegar, recolham sacos nos supermercados que os dão de graça e vão para a porta dos que os vendem, para fazer concorrência (i.e., vendê-los a 2 cêntimos). Também de graça se consegue preservativos e outros meios de contracepção nos Centros de Saúde, podem pensar em vendê-los à porta das discotecas, por exemplo.
E pronto, como vêem, com a ajuda do nosso querido Estado Social e das diversas promoções das empresas tão amigas que nos dão tantos descontinhos, é possível sobreviver à crise e ainda juntar um bom pé-de-meia para a velhice. Depois não digam que eu não dou bons conselhos (e de graça!).
19 junho 2008
o verão
Composição de 4ª classe (só que escrita por mim hoje, com os erros que dava na 4ª classe):
Eu gosto do Verão. O Verão tem calor e fás-me ter energia para faser tudo e mais alguma coisa. No Verão tenho cede e ando com roupas frescas, até me sinto logo mais bonita. No Verão não me apetece trabalhar (no Inverno tambeim não) e só sonho com esplanadas e praias e sandálias e biquinis. Felismente já tenho 29 anos e por isso já poço uzar biquini. A minha mãe só me deichou uzar biquini aos 16 anos. Isso, a juntar aos óculos gigantescos que tinha de usar, não me dava grande imagem junto dos rapases. Agora já uzo biquini e lentes de contacto mas os rapases já não me ligam porque ando com um carrinho de bebé. Eu tambeim já não lhes ligo porque sou cazada e além disso descobri que os rapazes são palermas desde os 14 até aos 54 anos (pelo menos). Pronto, vou trabalhar um bocado.
Eu gosto do Verão. O Verão tem calor e fás-me ter energia para faser tudo e mais alguma coisa. No Verão tenho cede e ando com roupas frescas, até me sinto logo mais bonita. No Verão não me apetece trabalhar (no Inverno tambeim não) e só sonho com esplanadas e praias e sandálias e biquinis. Felismente já tenho 29 anos e por isso já poço uzar biquini. A minha mãe só me deichou uzar biquini aos 16 anos. Isso, a juntar aos óculos gigantescos que tinha de usar, não me dava grande imagem junto dos rapases. Agora já uzo biquini e lentes de contacto mas os rapases já não me ligam porque ando com um carrinho de bebé. Eu tambeim já não lhes ligo porque sou cazada e além disso descobri que os rapazes são palermas desde os 14 até aos 54 anos (pelo menos). Pronto, vou trabalhar um bocado.
18 junho 2008
instinto
(este post não interessa nada a quem não liga a bebés - nesse caso, voltem amanhã, por favor)
Estou a passar uma daquelas fases - deve ser do sol ou das flores - em que só penso em engravidar outra vez. Vejo o Gustavo e dá-me uma saudade louca de quando era tão pequenino que ficava só num braço e não conseguia escapar-se aos meus mimos. Dá-me uma vontade insana de comprar vestidinhos com maçãs e morangos e flores e fitinhas, mas também podem ser mais jardineiras e baby-grows azuis, que continuo a achar mais graça aos rapazinhos. Dá-me um desejo incontrolável de voltar a sentir uma coisa pequenina a dançar dentro da minha barriga, de vê-la nascer e reconhecer-me, de ficar aninhada numa intimidade de mãe e cria que já não é a mesma com um rapagão de 15 meses. E, mais que tudo, tenho tanta vontade de ver este rapagão a brincar com um(a) irmã(o)!
É injusto, injusto, injusto ter de esperar.
Pronto, tenho de parar de ler babyblogs.
Estou a passar uma daquelas fases - deve ser do sol ou das flores - em que só penso em engravidar outra vez. Vejo o Gustavo e dá-me uma saudade louca de quando era tão pequenino que ficava só num braço e não conseguia escapar-se aos meus mimos. Dá-me uma vontade insana de comprar vestidinhos com maçãs e morangos e flores e fitinhas, mas também podem ser mais jardineiras e baby-grows azuis, que continuo a achar mais graça aos rapazinhos. Dá-me um desejo incontrolável de voltar a sentir uma coisa pequenina a dançar dentro da minha barriga, de vê-la nascer e reconhecer-me, de ficar aninhada numa intimidade de mãe e cria que já não é a mesma com um rapagão de 15 meses. E, mais que tudo, tenho tanta vontade de ver este rapagão a brincar com um(a) irmã(o)!
É injusto, injusto, injusto ter de esperar.
Pronto, tenho de parar de ler babyblogs.
16 junho 2008
nepal, o cavalo zen
Não sei que espécie de sina é a minha, que só me calham animais um pouco estranhos na rifa. Eu sou tão amiga dos animais, desde os bons velhos tempos da Arca de Noé (lembram-se? um programa apresentado por aquele senhor que era meu vizinho na altura e que até tem uma filha que se atirou ao lago num filme por causa do Colin Firth, enfim, já vou longe da história), mas bicho que se aproxime de mim tem com certeza um parafuso a menos.
Neste Sábado, lá fui eu toda contente gozar o meu presente de aniversário, um passeio a cavalo pela zona da Malveira. Tudo era perfeito: o cenário idílico, o tempo maravilhoso, um fim de tarde ameno e convidativo. Eis senão quando conheci o Nepal. O Nepal é um bom cavalo. O único problema do Nepal é que é mesmo muito zen e não queria andar. Queria só ficar a curtir a vista e a mastigar umas ervas pelo caminho. "Pronto, Nepal, na boa", pensei. Só que não. Ele lá decidiu lançar-se a galope (no sentido oposto ao resto do grupo), mas foi só quando viu uns ameaçadores surfistas com umas muito assustadoras pranchas debaixo do braço. Lá se foi a tranquilidade do Nepal mas, felizmente, eu não caí do Nepal abaixo. Foi um óptimo passeio :)
p.s. Obrigada Matvey pelo contributo para os meus conhecimentos de Botânica!
p.p.s. Margarida Atheling, quase de certeza que não deves ler isto mas este episódio lembrou-me logo que a tua égua deve estar cheia de saudades de passear contigo. Mas é por uma boa causa.
Neste Sábado, lá fui eu toda contente gozar o meu presente de aniversário, um passeio a cavalo pela zona da Malveira. Tudo era perfeito: o cenário idílico, o tempo maravilhoso, um fim de tarde ameno e convidativo. Eis senão quando conheci o Nepal. O Nepal é um bom cavalo. O único problema do Nepal é que é mesmo muito zen e não queria andar. Queria só ficar a curtir a vista e a mastigar umas ervas pelo caminho. "Pronto, Nepal, na boa", pensei. Só que não. Ele lá decidiu lançar-se a galope (no sentido oposto ao resto do grupo), mas foi só quando viu uns ameaçadores surfistas com umas muito assustadoras pranchas debaixo do braço. Lá se foi a tranquilidade do Nepal mas, felizmente, eu não caí do Nepal abaixo. Foi um óptimo passeio :)
p.s. Obrigada Matvey pelo contributo para os meus conhecimentos de Botânica!
p.p.s. Margarida Atheling, quase de certeza que não deves ler isto mas este episódio lembrou-me logo que a tua égua deve estar cheia de saudades de passear contigo. Mas é por uma boa causa.
12 junho 2008
caçando com gato
Posso não ter um quintal mas tenho estes três vazinhos de flores no parapeito da janela da minha sala. Alguém me sabe dizer o nome da espécie?

E posso não ir à festa do Santo António logo à noite (é que não há nem uma alminha que me fique com o gaiato, snif...) mas sempre posso espetar umas quadras nas ditas plantinhas, que até passam por manjericos, e apregoar sardinha assada a quem passa. Pronto, sardinha não tenho. Tenho salame de chocolate e ainda sobraram alguns tremoços.
E posso não ir à festa do Santo António logo à noite (é que não há nem uma alminha que me fique com o gaiato, snif...) mas sempre posso espetar umas quadras nas ditas plantinhas, que até passam por manjericos, e apregoar sardinha assada a quem passa. Pronto, sardinha não tenho. Tenho salame de chocolate e ainda sobraram alguns tremoços.
10 junho 2008
portugalidades
Eu, que até tinha tanta estima pelo meu país, ando cada vez mais cansada das pequenezes do costume. Mas hoje impunha-se uma trégua. Peguei no moço pequeno e fomos até Belém ver as camionetas de pelo menos metade das freguesias do país, cheirar o rio nas correntes de ar do CCB e apanhar este sol tão merecido. Ainda sonhei chegar junto ao Presidente ou ao Primeiro - quem me conhece já sabe desta minha fixação pelo cumprimento às figuras públicas (o ponto alto até agora foi quando a Lili Caneças me acenou no Santo António de há 2 anos) - mas fomos embora antes que chegassem as sumidades. Vou ter de os apanhar na praia, em Agosto, isto se conseguir ser mais ladina que os guarda-costas.
Enfim, tréguas por tréguas, reconheço que continuo a não morrer de amores por bacalhau, mas se vier com grelos, muito azeite e alhinho, até não deixo nada no prato. Também não tenho muita paciência para futebol (é o mal de ser de um clube que ganha sempre), mas dá para puxar dos tremoços e da cerveja fresquinha. O pior era mesmo o fado. O fado é que não tinha sorte nenhuma comigo. Ou eu é que não tinha sorte nenhuma com o fado. Mas agora encontrei os Deolinda e estou para aqui desgraçada a ouvir isto em repeat. Tomem lá o que achei no youtube, infelizmente não a minha preferida.
Enfim, tréguas por tréguas, reconheço que continuo a não morrer de amores por bacalhau, mas se vier com grelos, muito azeite e alhinho, até não deixo nada no prato. Também não tenho muita paciência para futebol (é o mal de ser de um clube que ganha sempre), mas dá para puxar dos tremoços e da cerveja fresquinha. O pior era mesmo o fado. O fado é que não tinha sorte nenhuma comigo. Ou eu é que não tinha sorte nenhuma com o fado. Mas agora encontrei os Deolinda e estou para aqui desgraçada a ouvir isto em repeat. Tomem lá o que achei no youtube, infelizmente não a minha preferida.
09 junho 2008
flying solo
Semaninha inteira sozinha com bebé e cão. Estar sozinha com o bebé dá trabalho mas é fácil. Estar sozinha com o cão dá trabalho mas é fácil. Estar sozinha com os dois dá um bocado mais de trabalho e é um bocado menos fácil. Mas com o bebé bem disposto, o tempo assim mimoso e o cão a portar-se bem, lá se vai levando a coisa. Ontem até nos aventurámos a ir à praia e tudo - a única coisa que não correu bem foi a bicha para lá chegar. (note to self: não voltar à Costa da Caparica antes de Outubro)
Sempre que passo assim um tempo só com o meu filhote fico tão babada e com tanta vontade de poder estar em casa com ele... (suspiro)
Boa semana!
Sempre que passo assim um tempo só com o meu filhote fico tão babada e com tanta vontade de poder estar em casa com ele... (suspiro)
Boa semana!
05 junho 2008
doze pratadas
Meninos e meninas, o que é que acontece quando se junta uma gralha sushiólica e um all-you-can-eat de sushi, sashimi e muitas outras coisinhas boas da terra do sol nascente? Doze pratadas, é isso que acontece - e depois, várias voltas à praça de touros do Campo Pequeno para voltar a conseguir respirar.
03 junho 2008
eu queria ter um quintal
Já nem é por causa do Matias, que bem apreciava o espaço para correr ao ar livre.
Já nem é pelo sonho-tipo de ter uma piscina (já tive, e usava-a pouco).
Já nem é pelo deck com mesa e cadeiras para receber os amigos em jantares estivais, nem pelas espreguiçadeiras onde leria o resto dos clássicos - e quantos contemporâneos pudesse - acompanhada de mojitos cheios de menta acabada de colher.
É mesmo pelo meu filhote que, a avaliar pelo fim-de-semana passado, adora andar a correr pela relva, fazer festas às alfaces, roer morangueiros verdes, provar o sabor da terra húmida e arrancar as ervas daninhas (e as outras). Eu queria ter um quintal, e depois de ver as traseiras da nova casa de um amigo que acabou de se mudar para a Suécia (espero que não te importes que eu ponha a foto!), fico a interrogar-me: mas por que é que eu não tenho um quintal?

Sim, é um veado.
Já nem é pelo sonho-tipo de ter uma piscina (já tive, e usava-a pouco).
Já nem é pelo deck com mesa e cadeiras para receber os amigos em jantares estivais, nem pelas espreguiçadeiras onde leria o resto dos clássicos - e quantos contemporâneos pudesse - acompanhada de mojitos cheios de menta acabada de colher.
É mesmo pelo meu filhote que, a avaliar pelo fim-de-semana passado, adora andar a correr pela relva, fazer festas às alfaces, roer morangueiros verdes, provar o sabor da terra húmida e arrancar as ervas daninhas (e as outras). Eu queria ter um quintal, e depois de ver as traseiras da nova casa de um amigo que acabou de se mudar para a Suécia (espero que não te importes que eu ponha a foto!), fico a interrogar-me: mas por que é que eu não tenho um quintal?
Sim, é um veado.
02 junho 2008
are we there yet?
Hoje faz 80 anos a minha querida Avó F. e, tal lhe disse, mais do que dar-lhe parabéns, quero agradecer-lhe por tudo o que estes anos significaram, pela descendência directa que já conta com 14 pessoas, pelo exemplo de coragem, de elegância, de Fé a toda a prova e, ainda mais, pelo coração puro e sempre cheio de amor para todos. Por estas e por muitas outras razões, lá viajámos nós 800 km em dois dias para fazer-lhe a surpresa de juntar a família toda. Foi muito bom, ela ficou muito feliz, que era o que desejávamos. E eu adorei estar com primos e tios que já não via há muito, adorei passar Mondego, Vouga, Douro, Cávado e Lima - todos lindos e cheios, de margens verdejantes - e chegar àquela terra que também é minha, em que o sotaque é mais doce e os sorrisos são mais rasgados.
Mas, caramba, que foi cansativo! Já não sabíamos o que fazer ao pobre Gustavo ao fim de umas horas de estrada, em que ele não adormecia e já nem a Vanessa da Mata o animava. Enfim, valeu a pena - e venha mais uma semana de trabalho, com muita animação à mistura.
Mas, caramba, que foi cansativo! Já não sabíamos o que fazer ao pobre Gustavo ao fim de umas horas de estrada, em que ele não adormecia e já nem a Vanessa da Mata o animava. Enfim, valeu a pena - e venha mais uma semana de trabalho, com muita animação à mistura.
29 maio 2008
a juventude está perdida
Pensava que as únicas coisas que o Gustavo tinha em comum com o Marco Paulo (nos seus tempos áureos) eram os caracóis e o gosto musical duvidoso. Mas não, ele também tem dois amores.
Já sabia que a Clara andava a arrastar a asa - as Claras têm todas um fraquinho pelo Gustavo, não é Sara? ;) -, que isto de dar empurrões toda a gente sabe que é uma manifestação de interesse, mas parece que a paixão da Sila não é menos assolapada. Pelo menos hoje, mal chegámos à creche, ela veio a correr pelo corredor, toda espavorida, abraçou-o e beijou-o em cada centímetro de bochecha que apanhou a jeito (e há muita bochecha no meu filho, senhores). O Gustavo estava meio em choque, meio a curtir aquilo tudo. Isto é que é uma pouca vergonha!
(Mas eu achei tão lindo!!! Afinal acho que não vou ser uma sogra assim tão má)
Já sabia que a Clara andava a arrastar a asa - as Claras têm todas um fraquinho pelo Gustavo, não é Sara? ;) -, que isto de dar empurrões toda a gente sabe que é uma manifestação de interesse, mas parece que a paixão da Sila não é menos assolapada. Pelo menos hoje, mal chegámos à creche, ela veio a correr pelo corredor, toda espavorida, abraçou-o e beijou-o em cada centímetro de bochecha que apanhou a jeito (e há muita bochecha no meu filho, senhores). O Gustavo estava meio em choque, meio a curtir aquilo tudo. Isto é que é uma pouca vergonha!
(Mas eu achei tão lindo!!! Afinal acho que não vou ser uma sogra assim tão má)
28 maio 2008
o que nos alimenta a fornalha
Sempre fui pessoa de desejos simples e ambições moderadas. No fim de um ano lectivo, comemorava com um banho de imersão e uma coca-cola. E que prazer que isso me dava!
(não vamos pegar por aí, pelas férias de Verão, que ainda vamos parar à falta de férias e à falta de Verão, e hoje ainda não vou refilar por isso)
Junho trazia a Feira do Livro e uma noitada seguida, de janela aberta para as cigarras encaloradas (mais uma vez, não vamos por aí), a devorar um ou dois volumes do que tivesse comprado.
Julho trazia as férias na praia, o melhor bálsamo que sempre me puderam dar.
Agosto trazia as férias em Lisboa, deserta, a fazer só e apenas o que me apetecia.
Setembro trazia os livros escolares novos e as encomendas para o Outono do catálogo da La Redoute.
E pronto, isto era o meu Verão, a minha época de ouro. Aquilo que me motivava para o resto do ano, de chuva e frio, que sempre tive dificuldade em suportar.
Agora parece que (me) roubaram isso. O que é que me alimenta a fornalha? Uns miminhos bons pela manhã. E a esperança de que o fim-de-semana dê para passear.
(mas em Junho logo voltamos a falar do estado do tempo, porque isto é um assunto que levo muito a peito)
(não vamos pegar por aí, pelas férias de Verão, que ainda vamos parar à falta de férias e à falta de Verão, e hoje ainda não vou refilar por isso)
Junho trazia a Feira do Livro e uma noitada seguida, de janela aberta para as cigarras encaloradas (mais uma vez, não vamos por aí), a devorar um ou dois volumes do que tivesse comprado.
Julho trazia as férias na praia, o melhor bálsamo que sempre me puderam dar.
Agosto trazia as férias em Lisboa, deserta, a fazer só e apenas o que me apetecia.
Setembro trazia os livros escolares novos e as encomendas para o Outono do catálogo da La Redoute.
E pronto, isto era o meu Verão, a minha época de ouro. Aquilo que me motivava para o resto do ano, de chuva e frio, que sempre tive dificuldade em suportar.
Agora parece que (me) roubaram isso. O que é que me alimenta a fornalha? Uns miminhos bons pela manhã. E a esperança de que o fim-de-semana dê para passear.
(mas em Junho logo voltamos a falar do estado do tempo, porque isto é um assunto que levo muito a peito)
27 maio 2008
o dom da palavra
Como qualquer blogomamã que se preze, também eu gosto de vir para aqui apregoar os dons do meu filho. Neste caso, as muitas palavras que ele já domina (acrescento a tradução para os menos fluentes nesta língua):
Mamã = Mamã
Mã-mã-mã = Peguem-me ao colo para eu chegar às facas sobre a bancada.
Mamããã = Tenho sono.
Mamã = Passem-me aí mais dessa broa de milho, sff.
Mamã = Warning! A fralda está cheia (ups, tinha prometido não falar mais disto).
Mamã = Larguem-me, não gosto de colo.
Mamã = Quem és tu e por que é que estás a fazer essa cara palerma à espera que me ria?
Mamã = Faz-me miminhos, mamã.
Mamã = Parem lá de falar uns com os outros, não vêem que eu também quero participar?
Mamã-ão-ão = Onde está o Matias?
Mamã = Quero brincar com o telemóvel.
p.s. Pronto, ele até já sabe outras palavras, mas estas servem para quase tudo...
Mamã = Mamã
Mã-mã-mã = Peguem-me ao colo para eu chegar às facas sobre a bancada.
Mamããã = Tenho sono.
Mamã = Passem-me aí mais dessa broa de milho, sff.
Mamã = Warning! A fralda está cheia (ups, tinha prometido não falar mais disto).
Mamã = Larguem-me, não gosto de colo.
Mamã = Quem és tu e por que é que estás a fazer essa cara palerma à espera que me ria?
Mamã = Faz-me miminhos, mamã.
Mamã = Parem lá de falar uns com os outros, não vêem que eu também quero participar?
Mamã-ão-ão = Onde está o Matias?
Mamã = Quero brincar com o telemóvel.
p.s. Pronto, ele até já sabe outras palavras, mas estas servem para quase tudo...
23 maio 2008
temos homem!
O meu filho (atentem no orgulho com com uso esta expressão, "o meu filho") come arroz com feijão e tabasco - e gosta. O resultado é facilmente imaginável.
(Isto para acabar uma semana que tem sido um hino à escatologia. Ah, já agora, muito bom: cocó na fralda. Obrigada Inesa. Pronto, eu prometo que se acabam por aqui os cocós)
(Isto para acabar uma semana que tem sido um hino à escatologia. Ah, já agora, muito bom: cocó na fralda. Obrigada Inesa. Pronto, eu prometo que se acabam por aqui os cocós)
22 maio 2008
ora, como e que eu hei de dizer isto?
Que cocó de tempo! (tenho que me desabituar de dizer asneiras, maternidade oblige)
Pelo menos, vai haver menos incêndios este ano.
Pelo menos, não vai haver seca.
Pelo menos, adia-se um pouco a desertificação do país.
Pelo menos, diminuem os acidentes de automóvel graves.
Pelo menos, não sobe o preço das hortaliças.
Pelo menos, não cheira tão mal nos transportes públicos.
Pelo menos, os estudantes não têm desculpa para não estudar para os exames.
Pelo menos, não tenho de lavar o carro.
Pelo menos, consome-se menos gelados e bebidas alcoólicas, que engordam horrores.
Pelo menos, não evapora a água das piscinas.
Pelo menos, não apetece comer bolas de Berlim na praia (que a ASAE já proibiu, de qualquer forma).
Que bom... É só vantagens.
(Cocó, cocó, cocó!)
Pelo menos, vai haver menos incêndios este ano.
Pelo menos, não vai haver seca.
Pelo menos, adia-se um pouco a desertificação do país.
Pelo menos, diminuem os acidentes de automóvel graves.
Pelo menos, não sobe o preço das hortaliças.
Pelo menos, não cheira tão mal nos transportes públicos.
Pelo menos, os estudantes não têm desculpa para não estudar para os exames.
Pelo menos, não tenho de lavar o carro.
Pelo menos, consome-se menos gelados e bebidas alcoólicas, que engordam horrores.
Pelo menos, não evapora a água das piscinas.
Pelo menos, não apetece comer bolas de Berlim na praia (que a ASAE já proibiu, de qualquer forma).
Que bom... É só vantagens.
(Cocó, cocó, cocó!)
21 maio 2008
ah, então é por isso
Está explicado por que é que eu tenho um "angel baby" (cf. Tracy Hogg). Segundo esta notícia, usar telemóveis na gravidez gera criancinhas irrequietas. Eu, por mim, quanto menos puder usar um telemóvel, melhor.
(o mesmo já não se aplica ao tal angel baby, que tenta, por todos os meios, surripiar-me essa ferramenta do demónio)
(o mesmo já não se aplica ao tal angel baby, que tenta, por todos os meios, surripiar-me essa ferramenta do demónio)
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