29 junho 2009

amor de mãe

É não ter vontade de lhe torcer o pipo à 1h da manhã, quando ainda não me deixou adormecer porque passa a noite aos pontapés ao colchão (não, não me parece que venha a ser futebolista). Em vez disso, arrasto uma manta, a almofada e as olheiras para o escritório, enquanto penso que o meu filho é tão querido. Mas hoje não dorme no meu quarto (estamos acampados em casa dos meus pais).

26 junho 2009

michael jackson

Portanto, hoje é aquele dia em que toda a gente da minha geração perde um bocadinho a vergonha e admite que sempre gostou das músicas do Michael Jackson. A verdade é esta (deixando, por hoje, de lado as acusações não provadas de abuso de menores): grande cantor, grande bailarino, um símbolo incontornável do século XX, responsável por uma das maiores revoluções musicais da história recente. Foi com o tema "Black or White" que pensei pela primeira vez a sério na questão do racismo. E foi o meu primeiro grande concerto, em Alvalade (com uma então desconhecida a abrir, a Sherryl Crow).
Grande Michael, espero que tenhas um lugarzinho no céu onde possas continuar a ser a eterna criança.

25 junho 2009

chamem-me básica

Não há nada mais sexy do que um atleta de alta competição. E não é (só) por causa dos músculos. É pela determinação, resiliência, empenho, amor-próprio e auto-disciplina que têm de ter.

(Não incluo futebolistas. Os futebolistas são essencialmente rapazes que têm muito jeito para jogar à bola e ganham dinheiro com isso)

E antes que comeces a rosnar, nucleão: os melhores são os remadores, claro!

24 junho 2009

os pés

Leram o título deste post e, com um esgar esverdeado, disseram "puáhh!", não foi? Pois é, chega a esta altura do ano e temos de levar com os pés. E isso nem sempre é agradável. Com os nossos, que andam cheios de mazelas da guerra sazonal com as sandálias e outros artigos sapatais que dispensam as peúgas. Com os dos outros, que se exibem descaradamente e exalam quase sempre odores desagradáveis. Não sou fundamentalista ao ponto de achar que devia haver uma polícia dos pés, que parava o cidadão com pés impróprios para a mostra em espaço público e lhe entregava uns pózinhos anti-micóticos e um sapatinho (fechado) de farmácia. Mas o mundo (no Verão) era um lugar tão mais simpático se nem todos andassem de dedo ao léu... É uma questão de bom senso, senhores, bom senso.

22 junho 2009

tempos de crise

Depois de alguma limpeza das matérias mais privadas, o gralha dixit vai voltar a ser um blogue público. As empresas nacionalizam-se, a onda privada está completamente out e a minha vida está a atravessar mudanças grandes que me fazem ter vontade de voltar ao grande público. Além disso, como vou viver para o estrangeiro, diminuem os perigos associados à exposição da minha vida pessoal. Por isso, queridinhos que me acompanharam ao longo deste período, vocês estão aqui (batendo com o punho no lado esquerdo do peito) mas agora isto vai ser de todos. É a rebaldaria.

19 junho 2009

agora é que ele vai ficar convencido

Para além de gourmet, o Matias sempre teve um bocado a mania. Agora, então, nem quero imaginar. Não posso passar com ele junto ao quiosque dos jornais, senão ainda começa a reclamar bifes para o jantar.

a idade está na cabeça my ass

Se estou de pé, enchouriçam-me as veias das pernas.
Se estou sentada, agudiza-me a ciática.
Isto só ia lá com uma semana de spa, essa é que é essa.

18 junho 2009

último dia de catequese

Tive muita sorte com os meninos que me calharam este ano, apesar de ter andado sempre a correr e não ter preparado nada decentemente. São exactamente aquilo que eu gosto nos pré-adolescentes: curiosos, atrevidos - alguns mais tímidos - tumultuosos q.b. mas respeitadores, inquisitivos e, sobretudo, muito queridos. Espero ter consigo fazer aquilo que é suposto nesta hora semanal: ajudar a crescer a sementinha do verdadeiro Amor. Agora não sei quando (se?) voltarei a dar catequese, depois de quase 10 anos de "serviço". Sai-me do pêlo mas é sempre um prazer. E vou ter muitas saudades dos meus meninos (ui, lá vem a lagrimita).

17 junho 2009

pistachios

Era um baldinho cheio, faz favor. E podem acompanhar com Sumol de laranja com muitos picos.

15 junho 2009

pelo menos dá um lindo post

(as palavras que se seguem irão provavelmente causar o nojo)

Penso que já é por vós conhecido que o meu cão, Matias, é um gourmet. Isto, se o conceito de gourmet incluir a degustação da minha roupa interior. Pois bem, hoje lá foi uma meia. E, lei da Física, aquilo que entra sai. Também é costume do meu delicado cão, quando urge bolsar, fazê-lo sobre um tapete. Felizmente, só tenho dois tapetes em casa. Lá me vomitou todo o tapete da sala (e estava a ver que a Inesa, a assistir à cena, se juntava à festa). Lavei tapete. Lavei toda a minha casa-de-banho que ficou coberta de nhanha. Mas a festa ainda ia no início. É verdade, pensam vocês, ainda há um segundo tapete. E no segundo tapete ele vomitou. E segundo tapete eu esfreguei. E a cozinha, e o corredor, e a casa-de-banho (de novo), e o diabo a quatro. E é nestas alturas que eu acho que, afinal, a minha vida não é assim tão fácil.

12 junho 2009

Santo António II

Ó meu rico Santo António, meu rico Santo Antoninho,
Já faz tempo que esta noite não me puxa para o bailinho.
Sabes que não é por desgosto ou falta de vontade
Porque sempre senti por ti verdadeira amizade.
Foi mesmo impossível, olha, não deu!
Mas este ano, se Deus quiser, lá estou eu.
E se não for pedir muito
- não quero estar a insistir -
antes da festa e das sardinhas,
hei-de ir acender-te umas velinhas
para o milagre de há 3 anos se repetir.

09 junho 2009

to do list (antes de deixar o meu querido país)

Ir à festa do Santo António
Ir a um concerto dos Deolinda
Ir ao cinema ver um filme decente
Jantar no Água e Sal
Almoçar no Senhor Peixe
Almoçar na praia da Sereia
Almoçar na praia do Meco
Almoçar na praia do Abano
Almoçar na minha praia no Algarve
Fazer um piquenique no Museu do Teatro
Ir ao Museu de Arte Antiga
Ir ao Zoo
Ir ao Oceanário
Ir à Arrábida
Ir a Óbidos
Dormir com a janela aberta (será que este Verão é possível?)
Tomar um banho na piscina à meia-noite
Enfiar os pés nos olhos de água da minha praia
Dar grandes passeios com o Matias pela falésia
Transplantar as minhas flores para os canteiros do meu pai
Comer castanhas assadas na rua
Estar com TODAS as pessoas a quem quero dar um abraço daqueles e dizer coisas muito lamechas, que eu nunca digo, mas desta vez vou dizer porque vou emigrar - e até levo um galo de Barcelos.

(lista em permanente actualização)

08 junho 2009

fim-de-semana romântico

Soube tão bem... Todos os casais deviam ter direito a uns dias assim.



(E reparem como fiquei tão bem nesta fotografia junto aos barcos - ampliem para ver se me encontram)

04 junho 2009

verificação de palavras

Suspeito cada vez mais que o Blogger contratou um senhor com um sentido de humor retorcido para criar as palavras que nos aparecem nos pedidos de verificação de palavras dos comentários. Não me venham com histórias que é um algoritmo, ou sei lá o quê. Tudo aquilo parece fazer um sentido, misterioso e ainda assim profundo. Uma espécie de oráculo blogosférico.

(ou então é só mais um problema da minha cabeça, como aquele que me faz ver palavras nas letras das matrículas dos automóveis - e sei que não estou só nesta demência)

03 junho 2009

detestodetestodetesto mentiras

Quando era miúda, era uma grandessíssima mentirosa. Mas já me perdoei porque é difícil para uma criança imaginativa separar a realidade da ficção. Curei-me quando tive uma relação (?) com um psicótico mentiroso compulsivo, que fazia, entre outras habilidades bem mais graves, telefonemas para pessoas que não existiam. Numa língua que ele não sabia falar. Desde então, detesto mentiras. E, se há mentiras em que todos acabamos por caír porque, às vezes, não há outra saída, as que me deixam mesmo doente são as mentirinhas desnecessárias. As tretas ditas só por hábito, porque dizer a verdade é uma decisão consciente e que temos de tomar todos os dias. Dá trabalho. Estou rodeada por pessoas que constróem teias destas mentiras e acho que já nem dão por isso. Agora, não me peçam a mim para mentir quando isso é absolutamente desnecessário, isso é que não.

02 junho 2009

dúvida existencial à séria

Quando é que a expressão "a sério" se transformou em "à séria"? Quem foi que começou esta mania? E porquê? Serei a última pessoa do planeta (português) a dizer "a sério"? A sério que isto me transtorna à séria. Quer dizer, se me apetecer agora, posso decidir que deixamos todos de dizer "a brincar" e passamos a dizer "à brincadeira", ou qualquer coisa do género?

01 junho 2009

dia mundial da criança

Este ano, já tenho uma lá em casa (antes era bebé). As 24 horas do dia são sempre insuficientes para tudo o que ele tem que brincar. Que bom!

29 maio 2009

onde estão as vítimas silenciosas?

A propósito deste post da Brilhozinhos, apeteceu-me falar do problema das vítimas silenciosas que ainda povoam (pelos vistos) Portugal. A violência não é uma assunto simpático para as Sextas-feiras, mas é um tema que me dá a volta à cabeça e ao estômago porque me parece absurdo em termos racionais. Por que é que há pessoas que se acham no direito de exercer alguma forma de violência sobre alguém?
Há muitas vítimas, pelos vistos. Mas parece que não encontro nenhuma no meu meio. Isso só pode significar que ainda há muito quem sofra calado. Porquê? Por que é que as pessoas perdem até a confiança e auto-estima para denunciarem estes casos? Para uma refilona como eu, que não deixo passar o menor atropelo, isto faz-me uma comichão desgraçada. Queixem-se! Denunciem! Não vivam paralisados! Dêem uma oportunidade a vós mesmos de terem uma vida melhor.

28 maio 2009

é desta! é desta!

Agora é que é. Agora o tempo vai ficar bom, pelo menos até dia 3 de Outubro, e vou poder usar todas as sandálias, dar todos os mergulhos no mar, ir a todas as esplanadas, beber todas as caipirinhas, dançar todas as músicas de Verão ao ar livre e ouvir todas as cigarras a que tenho direito! E nem mesmo a perspectiva de amanhã poder ficar sem a única sanita lá de casa consegue demover o meu bom humor.

26 maio 2009

a terra do sol nascente

Sempre disse que não tinha interesse nenhum no Japão e menos ainda em ir ao Japão. Não me atraía aquilo que eu simplificava estupidamente como uma sociedade obcecada com o trabalho e com uma estética pirosa e um pouco panisgas.

Por que é que eu ainda sou parva e uso a palavra "nunca"? Pronto, a partir dos 30 nunca mais digo "nunca".

Mas depois veio a fixação pela comida japonesa. E os compositores japoneses. E os escritores japoneses. Já é muita coisa boa junta. E agora dou por mim a achar que um dia tenho mesmo de lá ir.
Toyotas é que nunca, isso nunca!

25 maio 2009

faz de conta que já chegou o calor II

Se o meu rabo deixasse, bebia Coca-Cola todo o santo dia. Rabo tirano, que me obrigas a beber água às litradas até ter plancton no estômago.

(O que é que isto tem a ver com o calor? Calor = praia = bikini = rabo. Duh)

23 maio 2009

mamas vs. rabos

Já devem ter reparado que a gralha gosta de discutir dicotomias (e de falar na terceira pessoa acerca de si própria, pelos vistos). É verdade, cá temos mais uma. E esta também não vai contribuir para o avanço científico da humanidade.
Ora então, por que é que há homens que gostam mais de mamas e outros mais de rabos? Apresentem-me um que fica indeciso, vá? Conseguem? Eu não, e até conheço alguém que é do Sporting e do Benfica ao mesmo tempo (alô Estocolmo?). Compreendo que se goste de ambas as coisas. São redondinhos. Têm por onde agarrar. A pele é mais macia do que no resto do corpo (pelo menos quem não faz top less). Tendem a saltitar em momentos de euforia ou apenas quando se corre para apanhar o autocarro. São coisas bonitas de se ver, até para mim que não sou particularmente apreciadora de mulheres. Mas por que é que há uns que são mais a favor do pára-choques frontal e outros do traseiro? E será que há alguma misteriosa correspondência entre estes subgrupos e os que gostam mais do Marco Paulo ou do Tony Carreira? É por causa destas inquietações que continua a haver gente a estudar Sociologia.

22 maio 2009

iGralha


É lindo. É da minha cor favorita. Tem uma mensagem personalizada gravada nas costas. É meu. E foi o meu maridinho querido que me ofereceu de surpresa. Já posso andar por aí a bailar sempre que me apetecer. Estou tão contentinha :)

21 maio 2009

ai caramba que está quase

Já só tenho 20 fins-de-semana antes de dar à sola aqui do nosso cantinho à beira-mar plantado. E isso até pode parecer muito só que, no Verão, quase todos os fins-de-semana já estão há muito reservados para casamentos, jantaradas, aniversários e mais o diabo a 7. Começo a ficar com a sensação que tenho de aproveitar cada bocadinho, estar com todas as pessoas, ir a todos os meus lugares preferidos, e isso é fisicamente impossível. O que vale é que ainda tenho um mês de férias pelo meio. Já falta tão pouco...

20 maio 2009

americanices I

Ainda nem lá cheguei e já começo a ficar estupefacta com certas coisas. Uma pessoa já sabe que aquilo é um país com um sistema muito liberal e uma sociedade que premeira o individualismo, mas como se explica que eles achem normal os seguintes factos:
- Não têm licença de maternidade. Quais 4 meses, quais 6. Nicles, nada;
- Só se tem direito a uma semana de férias depois de um ano a trabalhar;
- Ai queres ir de férias? Sim senhor, mas não recebes nada enquanto arejas a pevide.
E nem vamos pegar pela questão da saúde e do ensino... Oh minha querida Europa, vou ter tantas saudades...

19 maio 2009

não compreendo os homens

O título deste post é plágio descarado do nome de um blogue absolutamente delicioso. E faço-lhe referência porque este texto é um belíssimo retrato do que são os homens naquilo que eles normalmente fazem pior: estar com mulheres. Vou já chicotear-me nas costas em nome de todos vocês que acharem que estou a generalizar - porque estou - mas a verdade é que acho que os homens tendem a ser muito desajeitados na presença de fêmeas que consideram interessantes, como se o entumecer de uma parte habitualmente pendente da anatomia lhes atrapalhasse o caminhar e os pensamentos. É verdade que deve ser ingrato cumprir o papel que lhes impomos: cativarem-nos. Pobrezinhos, lá começam a sacar dos truques que já experimentaram ou daqueles que só ouviram falar. Contam piadas, são gabarolas - mas de forma muito disfarçada - compram automóveis, partem ferro no ginásio, chegam até a tirar cursos de cozinha (ou apenas a aperfeiçoar o spaghetti a la carbonara, que é a única coisa que sabem fazer). Os homens são uns queridos, há que tirar-lhes o chapéu. Se calhar nem se apercebem de que metade da graça que lhes achamos está no esforço que fazem e não nos resultados.

18 maio 2009

faz de conta que já chegou o calor

Finalmente, no meio do marasmo jornalístico em que vivemos, uma nova revista que tem todo o ar de ser interessante:


(pronto, é hoje que ele me dá com o cinto)

15 maio 2009

não, a sério, ofereçam-me prémios, que eu gosto

gralha: Está?
senhora endrominada: Estou sim, boa tarde. Fala de casa do senhor (nome do meu marido, pronunciado de forma errada, como sempre)?
gralha: Sim, fala.
senhora endrominada: É a esposa?
gralha: Sim, minha senhora, diga.
senhora endrominada: Quero dar-lhe os parabéns porque o senhor (nome do meu marido, pronunciado de forma errada, como sempre) foi seleccionado numa lista de clientes das lojas Gourmet & Gout e ganhou um fim-de-semana nas Pousadas de Portugal.
gralha: Ah, que boa notícia me está a dar.
senhora endrominada: Será que me podia confirmar os dados do seu marido para que possamos tratar do envio da oferta?
gralha: Com certeza, minha senhora. Só lhe vou pedir que aguarde um pouco porque tenho companhia e estou ocupada.
senhora endrominada: Faça favor.
(5 minutos depois)
gralha: Estou sim? Desculpe a demora mas estou a meio de uma sessão espírita.
senhora endrominada: Diga?
gralha: É que eu sou médium e estou a receber uma presença de um espírito com uma aura muito forte. Não posso simplesmente mandá-lo embora sem mais nem menos.
senhora endrominada: A senhora não pode dar-me os dados do seu marido?
gralha: Espere aí, vou perguntar ao espírito - OHHHMMMM! OH TU QUE ESTÁS PRESENTE, REVELA-TE!
gralha (com uma voz assombrosa): SIIIIIIIM.
gralha: Posso dar os dados do meu marido a esta senhora?
senhora endrominada: Estou sim? A senhora está a ouvir-me?
gralha (com uma voz assombrosa): EU ACHAR QUE ESTÃO A TENTAR ENGARRRR-TE!
gralha: Olhe, pelos vistos o espírito é estrangeiro... Será que é a Rainha Vitória?
Tuuuuuuuuuuuuuuuuu

(Pronto, confesso que este diálogo ainda não aconteceu. Mas estou danadinha pelo próximo telefonema destes para sacar dos meus dotes mediúnicos)

14 maio 2009

o flagelo dos cabeleireiros II

Este foi um dos poucos casos em que a sequela foi muito melhor do que o primeiro take. Tenho as minhas penas castanhas de volta e estou muito feliz. De repente, até comecei a ter ideias e tudo.

13 maio 2009

festas na cabeça

Às vezes, é só disso que precisamos.
(e não de uma análise exaustiva do que nos angustia, do que nos faz chorar, do que nos preocupa. O meu vizinho arrumadinho é que me percebe)

12 maio 2009

altos e baixos

A crise já tem um rosto para mim. Antes, era só um bicho-papão que dava jeito aos media para arranjar notícias entre os Alertas Laranja do Inverno e os incêndios do Verão. A crise é feia, inoportuna, mal-criada. Espero que possa ao menos ser oportunidade para abrir novos horizontes.
Hoje foi também o dia em que soube que afinal estou bem. Depois de escrever mentalmente cartas de despedida a todos os que importam. Depois de pesar o valor destes 30 anos, do que foi feito e do que ficaria por fazer. De imaginar como deixar uma marca depois de partir. Mas afinal recebi, de presente, mais tempo para tudo isso - a menos que um camião me passe por cima. Depois disto, a minha vida não vai mudar da noite para o dia. Só vou gostar um bocadinho mais de mim e fazer mais coisas que me apetecem. E vou sorrir mais para toda a gente.

11 maio 2009

afónica

Estou sem piu vai para quase uma semana. Depois de ultrapassar a frustração de querer dizer coisas e as pessoas não me ouvirem, sinto-me repousada porque não tenho de falar. Toda a gente espera sempre que eu fale. Agora, fico calada. E sossegada. Ainda me habituo a isto e passo a um permanente estado zen. Mas aí deixo de ser uma gralha.

08 maio 2009

ofereçam-me prémios, que eu gosto

gralha: (Empresa onde eu trabalho), boa tarde.
senhora fanhosa: Boa tarde! As lojas Multimarca vão abrir uma nova loja e o seu número foi um dos 15 seleccionados para ganhar um vale de 500 euros em compras!
gralha: Ah, óptimo!
senhora fanhosa: Só tem de acertar numa perguntinha que eu vou fazer. Está pronta?
gralha: Diga lá.
senhora fanhosa: As lojas Multimarca vendem electrodomésticos de várias marcas ou produtos de informática?
gralha: Hummmm...
senhora fanhosa: As lojas Multimarca vendem ELECTRODOMÉSTICOS DE VÁRIAS MARCAS ou produtos de informática?
gralha: Produtos de informática!
senhora fanhosa: Pense lá melhor...
gralha: Ehhh... Roupa?
senhora fanhosa: Ouça com atenção - electrodomésticos de várias marcas ou produtos de informática?
gralha: Perfumes!
senhora fanhosa: Tem de ser uma das opções que lhe dou...
gralha: Ai, tenho sempre tanto azar nestes concursos... Nunca ganho nada.
senhora fanhosa: A senhora está a gozar comigo?
gralha: A senhora, claramente, está.
senhora fanhosa: Obrigada, boa tarde.
gralha: Boa tarde.
tuuuuuuuuuuuuu.....

07 maio 2009

hoje roubei um balão II

O crime compensa. Ao chegar a casa, tinha dois bracinhos a passarinhar e o sorriso-maior-do-mundo a receberem-me: "Mamã, mamã! A mamã gamou um balão!" (e são estas as coisas que o pai lhe ensina)

hoje roubei um balão

Acho que é a terceira coisa que roubo na vida, pelo menos que eu me lembre. Primeira: um pin, quando tinha uns 5 anos. Segunda: um pão, quando tinha 25 anos (estava na Alemanha, tinha fome e não tinha dinheiro). Mas é a primeira vez que roubo para outra pessoa, que isto de ouvir o filho dizer todos os dias "ohhh, o balão barrentou" é um forte incentivo à criminalidade.

06 maio 2009

o carapau

Carapau é a designação vulgar de várias espécies de peixes das famílias Scombridae e Carangidae, caracterizados por um corpo fusiforme, uma linha lateral terminada por escamas em forma de escudo, e uma camada de músculo vermelho na parte lateral do corpo (In: Wikipedia).
O carapau é essencialmente um peixito simpático que gosta de nadar nas águas frias da nossa costa. O carapau anda com os seus amigos em cardume, a apreciar a esplêndida conjugação entre os raios de sol que atravessam as ondas e a frescura própria do seu habitat. Tão bonito e querido que é o carapau, por que é que têm de o pescar? Sobretudo, por que é que o compram e grelham os meus vizinhos quando eu deixo a janela do quarto aberta todo o dia? Deixem viver o carapau e não me matem a mim com o cheirete.

05 maio 2009

quando a sabedoria e a subtileza se encontram

À passagem pelo estádio da Luz:
gralha: Buuuuuuuh! Benfica buhhhhhhhh!
Gustavo: O Benfica come cocó.

03 maio 2009

marco vs. tony

De tantos assuntos pouco interessantes que andam por aí, não compreendo como é que ninguém se lembrou ainda de dissertar sobre a rivalidade latente entre os dois auto-proclamados reis da música ligeira (?) nacional: Marco Paulo & Tony Carreira. Na minha opinião, este não é um tema menos fracturante do que as dualidades Coca-Cola vs. Pepsi, McDonald's vs. Burger King, ou Britney Spears vs. Christina Aguilera. Mas, por alguma razão, ninguém fala nisso.
Adianto-me a reconhecer que sou pró-Marco Paulo. Há qualquer coisa de porto de abrigo na imagem daqueles caracóis dos anos 80, como um daqueles aromas a sopa juliana que nos fazem regressar à infância. E depois, o senhor tem realmente alguma voz e não copia as músicas de outras pessoas. Sublinho esta parte do não copiar músicas de outras pessoas. Pois, é que o Tony Carreira bem pode encher Pavilhões e Pavilhões Atlânticos mas diz que tem alguma queda para o plágio. E isso é muito feio, senhor Tony. Além disso, se é para estarmos a comparar penteados, mais valem aqueles caracóis honestos - além do mais, parecidos com os meus - do que aquele risquinho ao meio com um ar muito manhoso. Marco Paulo rules.

01 maio 2009

habemus Doutorum

Finalmente, vou realizar um dos sonhos da minha vida que é poder referir-me ao meu marido como "o senhor Doutor", do género, "ó fulaninha, veja lá se tira os vincos das camisas do senhor Doutor". Este tipo de comportamento está ainda mais adequado agora devido ao meu novo visual parvónio.
Ontem lá foi a defesa do doutoramento do meu esposo - como é Doutor, a partir de agora também passa a ser "esposo" - e ele defendeu-se muito bem, como não podia deixar de ser. Acho que estava mais nervosa que ele. Aqui ficam, mais uma vez, os meus parabéns e a expressão do meu grande orgulho pelo trabalho destes 4 anos, que conseguiu fazer enquanto limpou muitas ranhocas e fraldas sujas, passeou o cão, lavou toneladas de louça, estendeu máquinas de roupa, aturou uma esposa-gralha e ainda conseguiu algum tempinho para ir voar de vez em quando.
Já agora, o novo (ou já nem tanto) blogue do artista, para quem ainda não conhece.

29 abril 2009

o flagelo dos cabeleireiros

Já me tinha esquecido da principal razão para, desde há uns anos para cá, ter passado a cortar o cabelo a mim mesma. E a fazer-lhe todo o tipo de experiências caseiras que, infelizmente, nem sempre correm como esperado. E a razão é a minha fobia aos cabeleireiros. Venham 20 consultas de dentista e 2 de ginecologista, cabeleireiros é que não.
Tudo começou com os belos cortes de cabelo no início dos anos 90, que me deixavam parecida com o Figo. Não preciso de dizer mais nada sobre isto, pois não? Adiante. Depois, todo o ambiente, em que me sinto permanentemente julgada e avaliada por aqueles espelhos terríveis que nos desenham olheiras até ao umbigo. Mas hoje foi a estocada final: na vã esperança de me livrar dos diferentes tons de castanho/acobreado/dourado que tenho coleccionado ao longo dos anos, pedi para me fazerem umas ligeiras nuances. Li-gei-ras. Agora que olho para trás, e penso nos 45 minutos em que os minhas penas estiveram a assar em químicos descolorantes, creio que "ligeiro" em Espanhol (o peluquero era espanhol) deve significar "louro tipo bimba".
Estou loura tipo bimba. Tenho riscas amarelo-caganita-de-pássaro na cabeça. Tenho alguma vergonha de sair à rua. E não estejam agora à espera que eu volte a pôr os pés num destes estabelecimentos do demo.

28 abril 2009

gralhólogo

gralha: Então, o que é que vais fazer?
gralha: Estou tão dividida, há tantas coisas em jogo...
gralha: Pois é, mas tens de decidir.
gralha: Gostava tanto de finalmente ter um trabalho que realmente importasse para alguém, que fizesse alguma diferença.
gralha: Sim, mas isso implica separar a família.
gralha: Não quero separar a família. Não tenho o direito de fazer isso ao meu filho.
gralha: Mas tu não pediste para ir.
gralha: Mas sempre disse que ia.
gralha: Então vai. Pronto, paciência.
gralha: Nem tenho hipótese, nunca poderia ficar cá sozinha a trabalhar com isenção de horário. Não é essa a mãe que quero ser.
gralha: O teu filho quer que sejas feliz. O teu marido quer que sejas feliz.
gralha: Eu também quero isso para toda a gente. Só é pena que seja impossível ser a melhor mãe do mundo e ter uma verdadeira carreira profissional.
gralha: Pois é, é muito injusto. Mas a vida é assim. E não tens de ser a melhor do mundo.
gralha: Tenho, pois. Já só faltam 4 dias para o Dia da Mãe e eu não estou disposta a perder o título.
gralha: Está bem. Pode ser que surja outra oportunidade assim.
gralha: Outra assim é quase impossível. Mas logo se vê o que a vida ainda tem para me oferecer.

27 abril 2009

inspira... expira...

Hoje tenho de tomar a segunda decisão mais difícil da minha vida.

25 abril 2009

estereótipos ou mitos?

Ouço falar de certos tipos de seres que me causam algum espanto mas que parece que toda a gente - menos eu - encontra por aí. Bem sei que só conheço para aí umas 17 pessoas e saí há pouco de uma gruta escura, mas gostava imenso de conhecer estas criaturas mitológicas, sobre as quais ouço tantas fábulas - na blogosfera, nas conversas de café, nas Tardes da Júlia (imagino eu, recuso-me a admitir que alguma vez vi as Tardes da Júlia).
E quem são estes seres? Alguns exemplos: as mulheres que estão com um homem só pelo dinheiro; os taxistas que não são do Benfica; as mulheres que gostam de verdadeiros machos latinos, a la Zezé Camarinha; já agora, as mulheres que gostam de metrossexuais; os homens que apreciam mesmo é louras burras; as mulheres que andam de mãos dadas com as melhores amigas e oferecem sempre peluches aos namorados; os homens que escrevem lindas cartas de amor. Pronto, os homens que escrevem alguma coisa que se assemelhe a uma carta de amor.
Existem mesmo? É que acho que não conheço ninguém assim.

23 abril 2009

calma aí

Já sei que tenho de admitir perante mim própria que vou viver para os EUA no Outono. Já disse isso a toda a gente. Já paguei a inscrição na nova creche do Gugas (e páginas e páginas do formulário que tive de preencher). Até já mandei uma candidatura a um emprego. Mas é normal que me sinta ligeiramente incomodada pelo facto de desconhecidos andarem a ver a minha casa, a perguntar quando é que está vaga e a tecer considerações acerca de novas cores para as paredes, não é? Aguentem aí os cavalos que ainda hei de trocar de escova-de-dentes antes de dar o fora.

22 abril 2009

onde acaba o critério e começa a esquisitice

Visto que tudo é relativo e que as opiniões que formamos sobre as outras pessoas são sempre baseadas na nossa própria experiência, é um bocado difícil julgar se somos ou não pessoas esquisitas. Quando digo esquisitas, não estou a falar de usar penteados pouco ortodoxos ou de ouvir qualquer tipo de música que não a comercial (senão isto incluía a Inesa, e a Inesa não é uma pessoa esquisita. Pronto, é só um bocadinho). Estou a falar daquelas pessoas que, confrontadas com algo de novo, com uma escolha, com um pedido de opinião, têm tendência a responder: "Hummm... Talvez, mas... Não sei se gosto muito", ou simplesmente: "Gostos não se discutem mas eu acho isso horrível".
O que é mais engraçado é que a maioria dos esquisitos que conheço não se considera esquisito. Eu não me considero esquisita (mas acho que devo ser). Mas aqueles a quem chamei de pouco criteriosos olham para mim com um ar fatalista como se os tivesse acusado de ter começado a II Guerra Mundial.
Ser esquisito é socialmente pouco simpático. Ser pouco criterioso é ser boa onda mas parece que fica mal. Acho isso um disparate porque, sinceramente, deve ser óptimo gostar de qualquer tipo de comida, de música, de cinema. Deve ser bonito ver o mundo como se fosse Verão todos os dias. Se houvesse um comprimido para ser assim, eu tomava (ah, se calhar é isso que faz o Prozac).

21 abril 2009

adeus chucha

A chucha do Gustavo "ficou" no avião quando voltámos da Boa Vista. Desde aí, e até ontem, quando se deita, limita-se a perguntar: "a chuchaaa?". Respondemos que ficou no avião, que ele já é grande, e a criatura afunda nos lençóis com um arzinho entre o triste, o desiludido e o compenetrado. E adormece. De causar uma enxurrada de lágrimas de sangue a qualquer mãe, portanto. Ontem disse apenas: "não há chucha, não há chucha. O Benny (o coelho de peluche) não tem chucha". É muito difícil, caramba.

20 abril 2009

primeiras impressões

É pena que a vida não me tenha demonstrado, até aqui, que há mesmo pessoas que nos surpreendem pela positiva. É pena, mas a experiência tem-me mostrado consistentemente que alguém que me deixou de pé atrás na primeira impressão vai acabar por revelar o porquê desse desconforto. No início, é só alguma coisa que não queremos ver, um cabelo da sopa. Mais tarde ou mais cedo, acabamos por ver toda uma realidade bem cabeluda e pouco simpática. É pena. E isto faz-me pensar que é bonito procurar o melhor em todos mas que o instinto não nos engana.

17 abril 2009

skoob

Finalmente encontrei a rede social que me interessa para alguma coisa. Alguma vez tentaram lembrar-se de todos os livros que já leram e de todos os que ainda vos falta ler? (OK, para 90% da população portuguesa, esta questão não exige o uso de mais do que os dedos das mãos. E dos pés, vá)
O Skoob é amigo e ajuda a fazer isso e muito mais. Até dá para encontrar outros coca-bichinhos que também acham que a página pode ser uma das maiores superfícies de gozo. Horas e horas que vou passar no skoobanço.

Já agora, se alguém conhecer alguma versão que não a brasileira, avisem.

15 abril 2009

boa vista II


Terra pedrícola, de pó e vento. Vista aos saltos de uma estrada esburacada, na caixa aberta de uma pick-up com pneus carecas, onde o Gustavo dormiu docemente a sesta à loucura de uns 40 kms/hora.

14 abril 2009

he's just not that into you

Este filme, ou o livro que lhe deu origem, devia ser obrigatório para todas as meninas com mais de 10 anos e menos de 100. Assim tipo vacina ou óleo de fígado de bacalhau às colheradas. É que não deixa de ser uma xaropadazita, mas diz grandes e duras verdades que precisamos de ouvir.

boa vista I

Quanto mais vou a África, mais africano se torna o meu coração. Infelizmente, de resto, de africana só a bunda.
Mas porquê?, oh por que é que eu tenho de viver acima do Trópico de Câncer?

13 abril 2009

the big three-o

Pronto, não doeu nada. Tive um dia de férias sossegado, que era o que me apetecia. A viagem foi óptima, mas isso conto depois.

04 abril 2009

boa páscoa

Quando esta mensagem for publicada, e se nenhuma gaivota resolver enfiar-se numa turbina do meu avião (lagarto, lagarto, lagarto!), já estarei a sobrevoar o Atlântico. Ah, é verdade, esqueci-me de dizer que vou de férias para Cabo Verde. Vá, podem chamar-me nomes. Adeus, queridinhos, e até ao meu regresso.

vocação V

Além dos episódios naturalistas, também passo por uns quantos episódios humanistas, associados ao sentido religioso do conceito de vocação. Infelizmente - e muito contra aquilo que faz sentido para mim - a minha religião ainda não me permite tomar o sacramento da ordem. É pena, se fosse homem, gostava muito de ser padre. Sendo assim, também teria gostado muitíssimo de ser missionária leiga. Imagino-me a arrastar a família e a filharada toda para onde fizessemos falta, por muito desencantada que esteja com o papel das missões humanitárias nas zonas mais necessitadas. Não deu, pode ser que haja uma outra vida em que isso seja possível.
Mas há outras maneiras de "ensinar a pescar" a quem não tem "peixe". A educação é provavelmente a maior delas. E é por isso, e porque sempre gostei e senti uma grande empatia pelas crianças, que também gostava de ser professora. Pode ser que ainda venha a ser.

03 abril 2009

vocação IV

No meio de todas estas vocações, e sobretudo quando o Inverno aperta e o meu instinto nómada vem ao de cima, surgem aqueles impulsos que me fazem querer largar tudo e viver na Natureza, à custa do esforço físico diário. Horizontes longínquos, animais selvagens (ou nem tanto), o abandono de tudo o que não seja uma vida simples em contacto com o planeta.
Geralmente, estas ideias passam ao fim de 2 ou 3 dias, são uma espécie de virose national-geographicana. Já me deu para ser agricultora, jardineira, bióloga marinha, professora de yoga, guia turística, ou simplesmente viajante. Faltaram-me sempre os legumes para abraçar uma destas artes. Mas pode ser que ainda termine os meus dias numa quintinha a fazer criação de burros. E cabrinhas.

02 abril 2009

vocação III

A seguir, veio a altura de escolher um curso superior. Ora, se há bicho que eu acho engraçado é o bicho gente. Vai daí, e na impossibilidade de estudar Antropologia porque, isso sim, era para viver debaixo da ponte (e uma ponte daquelas em risco de colapso, com o musgo dos pilares a fazer de almofada e ratazanas assadas para o pequeno almoço), lá fui para Sociologia. O curso foi interessante, que foi. A ideia de existir uma ciência que pode ajudar as pessoas a compreenderem-se melhor, a trabalharem melhor, a viverem melhor, é bonita, que é. Mas não há sim-senhor que aguente a esquizofrenia da vida académica em Portugal, pelo menos nas ciências sociais.

Na senda da compreensão e promoção do ser humano, também pus a hipótese de ser historiadora, arqueóloga e assistente social. Se calhar, se houvesse condições para isso no nosso país, seria mesmo assistente social.

01 abril 2009

vocação II

A segunda, entre os 15 e os 18 anos, foi ser jornalista. Parecia lógico, uma vez que aquilo que eu gostava de fazer era meter-me na vida dos outros e escrever, escrever, escrever. Esta vocação não foi avante porque, depois de uma noite em que acordei a achar que o que me chamava era a investigação e não a mera cusquisse, resolvi rasgar a candidatura ao curso de Ciências da Comunicação e fazer uma nova para Sociologia. Mas dessa bela escolha logo falarei noutro post.

De inspiração semelhante ao jornalismo, também já quis abraçar as seguintes profissões: escritora, copywriter, editora, revisora, bibliotecária e tradutora/ intérprete.

31 março 2009

vocação I

A primeira for ser estilista, que é como se dizia designer de moda nos anos 80. Durou até aos 15 anos. E por que é que queria ser estilista? Não, não era porque gostava de roupa e de moda (nunca gostei), era só porque passava os dias e as aulas a desenhar modelos com variados estilos de vestuário. Senhores, ainda bem que não segui esta vocação, que não tenho paciência nenhuma para a palhaçada toda que envolve o mundo da moda (com o devido respeito). Mas tenho saudades de desenhar. Já não desenho há tanto tempo...

Relacionadas com as artes plásticas estiveram também outras vocações como: ilustradora de livros infantis, publicitária, ceramista, desenhadora de jóias e desenhadora de banda desenhada.

vocação

(provavelmente já escrevi sobre este tema mas, depois de 3 anos e tal de blogue, com a esclerose assolapada nas sinapses dos neurónios que me morrem a cada dia, não tenho a certeza. A quem já leu aqui sobre o assunto, as minhas desculpas)

Não compreendo as pessoas que têm dupla personalidade. É que eu tenho pelo menos umas 37 e é nos dias em que não consumo nenhuma substância estupefaciente. Isso implica que, se pudesse, gostava de viver muitas vidas diferentes (e quem não gostaria?). E se consigo alguma estabilidade ao nível relacional, ao nível profissional já é mais complicado. É que eu gostava de fazer tantas coisas! Todos os dias me lembro de uma nova. Adorava ser como aqueles que, desde pequenos, têm muita certeza que querem ser astronautas, ou arquitectos, ou professores. Eu já quis ser isso tudo e muito mais. Por isso, vou iniciar uma ronda de algumas profissões que já pensei abraçar, com as suas vantagens e desvantagens, e vamos lá a ver onde é que isto vai dar.

30 março 2009

inocência

- Filho, o que é que estás a fazer?
- Disparate.

27 março 2009

eu não sou viciada em sapatos, a sério

Alguém faça o favor de entrar com uma ceifeira-debulhadora pela porta adentro da Seaside que fica a 200 passos de minha casa. E deite aquilo tudo abaixo de modo a que eles tenham de reabrir a loja num sítio mais distante. É que eu não sou pessoa de andar a comprar sapatos todos os meses mas, de cada vez que tenho de ir ao multibanco, aos correios, à farmácia, ao banco, lá está aquele anúncio azulão com a malandreca da Diana Chaves de rabiosque empinado a chamar-me para comprar mais um par. Não é por nada, é só que não tenho mais espaço debaixo da cama.

25 março 2009

como não tenho nada interessante para dizer

Hoje só vos conto que a minha manhã começou com o meu cão a tentar comer o conteúdo do bacio do meu filho. Muito biscoitinho de lavar os dentes vai ele ganhar à custa disto!
Pronto, ou era isto, ou voltava às crises existenciais para as quais já nem eu tenho paciência.

23 março 2009

vade retro

À pessoinha que arranjou uma boneca de trapos, chamou-lhe gralha, e agora tem vindo a entreter-se a espetando-lhe agulhas - primeiro uma no pé, depois na cabeça, depois na garganta, depois no ouvido: ouça lá, se tem algum problema comigo, dê-me logo umas chapadas ou um murro no estômago. Agora, estas maleitazinhas da treta dão logo para ver que me anda a fazer vudu da loja dos 300. Gente mais brega.

20 março 2009

auto flagelo

Se há coisa que me irrita são as gralhas (nos textos).

Não tenho mais nada para dizer hoje, olhem, desculpem lá. Bom fim-de-semana.

19 março 2009

pai

Apesar de achar que o meu marido é o melhor pai do mundo, também acho que o meu pai é o melhor pai do mundo. E espero que haja por aí muitos outros melhores pais do mundo. Mas hoje, enquanto estava sentada na varanda da casa dos meus pais, que acolhem mais uma vez a família gralha temporariamente desmembrada, olhava para as novas flores que o meu pai andou a plantar e percebi. Percebi por que é que o meu pai é o melhor pai do mundo: porque a dedicação que coloca naquelas plantas (e em tantas outras coisas) nasce da mesma fonte de onde vêm os maiores tesouros que me deu ao longo da vida - a segurança, o amor e a alegria.

17 março 2009

o meu pé esquerdo

Está todo desgraçado. Mais concretamente, o tornozelo. Ia eu ontem a entrar para o carro e, de repente, o espaço entre o passeio e a estrada traíu a minha esbelta pata de ave.
A parte mais chata é que conduzir obriga-me a um esgar pouco simpático cada vez que tenho de meter uma mudança (acho que vou andar sempre em primeira nos próximos tempos). A parte mais gira é que consegui superar-me no que diz respeito a figuras tristes no caminho para o trabalho: até aqui, ia sempre literalmente a correr (é o que dá morar mesmo ao lado do emprego); agora, vou ao pé coxinho. E, sim, é muito engraçado ver alguém muito descansadamente a andar ao pé coxinho nas movimentadas ruas de Lisboa. Esse alguém sou eu.

Não, Inesa, não me preocupo com a figura ridícula que faço. É que, a mim, também me dá vontade de rir.

16 março 2009

breves da festa

Afinal, cabem mesmo 30 pessoas em minha casa.
Preciso de ter mais um filho urgentemente para que a partilha se torne uma coisa mais natural para o Gustavo.
As multidões têm o mesmo efeito na minha cabeça que o alcoól (mas sem a parte de me dar vontade de dançar).
No próximo ano, arrisco mesmo uma festa ao ar livre (já é o terceiro ano consecutivo em que está bom tempo nesta altura).
O Matias comeu não só as migalhas como o que restou do bolo de chocolate.
O Gugas gosta de sumos com picos. E sem picos. Continua por descobrir a substância comestível de que ele não gosta.
O aniversariante ficou caladinho e envergonhado, de olhos brilhantes, sempre que se cantou os parabéns. É mesmo um Peixinho, o meu filho: alegre, sociável, mas envergonhado quando percebe que estão todos a olhar para ele.

12 março 2009

2 anos

Tantas coisas que eu podia dizer hoje - porque dois anos já é muito tempo - mas aquilo que me vem, de repente, à cabeça é que há paixões que duram mesmo para para sempre, pelo menos as que sentimos pelos nossos filhos.
Gugas, meu filho querido, não podia sentir mais orgulho do que o que sinto por ti. Sinto-me humilde perante a grandeza das tuas conquistas diárias e a pessoa maravilhosa em que te vais transformando. És um rapazinho muito bom, alegre, curioso, inteligente, simpático, cheio de imaginação. E sei que és feliz. Estes dois anos foram um tesouro incomparável. Muitos parabéns meu amor.

11 março 2009

downshifting

Gosto mesmo muito de ir deixar o filhote à creche e depois ir ler e apanhar sol para o jardim da Gulbenkian até ao meio dia. E gosto de o ir buscar à tarde e ter tempo de ir ao parque infantil antes de passarmos pela mercearia para preparar o jantar. E andar devagarinho de mão dada, enquanto lhe explico os semáforos, o dinheiro para pagar as compras, o gosto que o Matias tem por chouriço.

(porque é importante lembrar-me destas coisas quando o saldo da conta raramente passa os 3 algarismos)

09 março 2009

duas questões cibernáuticas

Se eu não aderir ao Twitter (simplesmente porque não me apetece e porque toda a gente agora tem de o fazer) torno-me um fóssil das redes sociais?

Se o meu blogue não tiver o nome de um acessório/peça de vestuário/alimento divertido (i.e. "mini-saia", "sapatos de agulha", "goma de framboesa fosforescente", end sóion end sóion) isso significa que não sou uma mulher jovem, fresca, não feminista porém consciente, a eterna romântica e ainda assim desligada?

Aposto que este post vai ser comentado. O anterior, dos velhinhos, não. Ninguém liga aos velhinhos. Este fala de parvoeira, pumba, vai logo levar montes (sei lá, 2) de comentários.

06 março 2009

velhos embirrentos

Acabo de ter uma revelação que só prova que caminho mesmo a passos largos para a terceira idade: percebi por que é que há tantos velhotes que implicam com as crianças. Antes pensava que era porque já não se lembravam do que é ser criança mas agora já sei que nunca deixamos de nos sentir crianças.

(podia jurar que tenho 10 anos...)

Não, a verdade é que sentem vontade de estar próximos dessas crianças, de se deixarem contagiar pela sua juventude, e não conhecem outro modo menos trapalhão de interagir com elas senão embirrando, corrigindo, dando conselhos não solicitados.
Eu não vou ser uma velhota assim, não senhor. Eu vou encher a alma das risadas estridentes e de sorrisos muito frescos. E vou ficar sentadinha à espera que um deles me peça para contar uma história.

04 março 2009

lata

O meu irmão é a pessoa com mais lata no mundo. Eu orgulho-me de ter uma latózia desgraçada e de lhe ter ensinado muitos truques, mas tenho de reconhecer que ele já me bate aos pontos. E parece que as minhas tias também são assim. Não percebo por que é que isto me dá um orgulho genealógico tão grande, como se fossemos grandes cientistas ou escritores de renome, mas dá. E é muito útil em algumas ocasiões, também tenho de reconhecer.

(exemplo da garganisse: acaba de mandar uma foto dele com o Giorgio Armani, depois de ter arranjado maneira de ser convidado para uma festa privada da semana da moda de Milão.)

03 março 2009

living on the edge

Para além da nostalgia dos anos 90 que esta música evoca, sou só eu que me sinto tentada a viver sempre nos limites?

02 março 2009

carnaval

(não, não é para vos confundir, é mesmo um post já muito atrasado)

foto retirada

Este ano o Gustavo lá conseguiu que a mãezinha se convencesse a mascará-lo e assim foi, de pintor. O pior foi convencê-lo a tirar a boina ao fim do dia. Pronto, etapa superada, venham agora os preparativos para o aniversário.

Boa semana a todos :)

27 fevereiro 2009

cinzas (a sequela)

Ontem recebi-as, de cabeça baixa e coração já um pouco mais tranquilo. Porque as cinzas lavam. E fertilizam. E recordam-nos que vimos do pó e ao pó voltamos. Agora já sei o que há a fazer, resta fazê-lo.

25 fevereiro 2009

cinzas

Hoje começa o tempo de renúncia, jejum, abandono, altruismo que antecede a Páscoa. O problema é que não deixo de sentir que ainda não gozei todo o Carnaval a que tinha direito. Antes achava que sim. Queria conseguir serenar de novo e reencontrar o sentido que antes fazia tanto sentido. Pode ser que a Quaresma ajude...

23 fevereiro 2009

primeiro dia de praia

Nem tenho palavras para descrever o bem que me soube passar hoje o dia sozinha na praia, a apanhar muito sol, ler, descansar, comer coizinhas boas e nao pensar em mais nada. Estava tao bom que ate tomei dois banhos no mar. Quais spas, quais massagens relaxantes, quais retiros, as vezes e so de um dia assim que precisamos.

E quem diria que e possivel apanhar um escaldao em Fevereiro?

19 fevereiro 2009

sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo

Já toda a gente aqui sabe que sou católica praticante.
Que toda a gente aqui fique a saber que sou absolutamente a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo. E ando chateada que nem um perú por, mais uma vez, ter de arranjar explicações para muita gente (incluindo eu própria) para justificar o continuar a considerar-me católica, quando discordo disto, como de muitas outras coisas. Adianto-me: Já fui ler de fio a pavio os quatro evangelhos e em nenhum deles Jesus condena a homossexualidade (aliás, Jesus não andava por aí a condenar muita coisa). E pronto, não me apetece mais falar sobre isto.

(Para os conhecedores do assunto: sim, S. Paulo condena. Mas S. Paulo é S. Paulo, não é Jesus. E é para nem ir ao Antigo Testamento...)

17 fevereiro 2009

saldos de fim de época

Hoje apanhei uma multa (de estacionamento: nem conto, tenho vergonha). O senhor agente perguntou-me se eu gostava de ir aos saldos. Miei que sim. Em vez de 60 euros, o papelinho custou-me só 30. Oba, se o enrolar à volta da cintura, acho que dá para fazer uma micro-saia.

16 fevereiro 2009

da minha ausência

Ando zangada com o mundo em geral e comigo em particular. Alguém me tire de dentro do meu próprio umbigo.

09 fevereiro 2009

a caminho dos 30 III

Quando tinha 15 anos, queria mesmo ter 30. Ter 15 anos era parvo. Ter 20 e tal era uma coisa indefinida. Ter 30 parecia que era o início da verdadeira vida, do que valia a pena fazer enquanto ser humano.
O que é que mudou? Será que não estupidifiquei o suficiente? Será que é como a música, em que ando sempre 10 anos atrás de todas as outras pessoas? Será que preciso de passar este ano a questionar (quase) tudo para conseguir abraçar esta nova fase da minha vida? Será que consigo escrever frases que não terminem com um ponto de interrogação?

05 fevereiro 2009

a caminho dos 30 II

Não é que eu tenha alguma coisa contra os 30. Deve ser giro isso de ser adulto, responsável, auto-consciente, sereno e tal. O problema é que ainda me apetece bastante mais os 20, com todas as coisas boas e más que têm.

03 fevereiro 2009

a caminho dos 30*

Recuso-me, recuso-me, recuso-me, recuso-me.

(vivendo em negação, como é habitual)

* Desculpa lá o plágio, Catarina, só horas depois do post publicado reparei...

o pequeno casanova

O meu filho ainda é pouco mais do que um perdigoto de gente mas já demonstra grandes dotes no que toca à conquista feminina. E não, não estou a falar das coleguinhas da creche, estou a falar de mim. Como é que uma pessoa resiste quando, ao jantar, nos tratam por "mãeziiiina", nos agarram no braço com determinação e fazem festinhas muito meiguinhas? Não é possível, este vai acabar por dar-me a volta.

02 fevereiro 2009

em modo de aculturação

Depois de vários episódios do Dr. House*, hoje instituí a "sande" com manteiga de amendoim e doce de frutos silvestres ao lanche. Que isto uma pessoa não consegue ganhar 30 kg de um dia para o outro.
Para breve, a compra de muita peuguinha branca e daqueles fatos-de-treino de stay-at-home-and-watch-Oprah-all-day-mum.


* para quem não sabe, a série passa-se supostamente em Princeton

30 janeiro 2009

questões realmente estruturantes III

Já não tenho a certeza se sou eu que me deixo influenciar demasiado pelo estado do tempo ou se é o estado do tempo que tenta andar a par com o meu estado de espírito.

28 janeiro 2009

questões realmente estruturantes II

Por que é que, a meio da noite, é sempre "mamããããã" e nunca "papáááá"?

questões realmente estruturantes I

Ou não tenho tempo para estar sozinha ou passo demasiado tempo sozinha.

26 janeiro 2009

as minhas amigas

Sempre fui trapalhona com as amizades. Nem sei bem porquê, mas digamos que para uma pessoa ser mesmo minha amiga tem de ter muita paciência para a minha (frequente) distância, para a minha intempestividade e, sobretudo, para a quase total ausência de telefonemas da minha parte. Quem me conhece, já sabe que o problema está com o telefone e não com o destinatário do telefonema. É por isso que as minhas amigas são campeãs de resistência a todos estes (e outros) obstáculos que coloco à nossa amizade. Gosto muito delas por isso e gosto muito delas por serem tantas vezes a voz da minha alma. Obrigada por dizerem aquilo que eu preciso de ouvir - e às vezes custa-vos dizer e custa-me ouvir - e por me conhecerem tão bem (às vezes, melhor do que eu).

21 janeiro 2009

emigrar

Gosto muito do meu país. Quando vivi na Alemanha, tive muitas saudades das pessoas, do céu azul, das pedras da calçada, de tudo. Chorei no regresso, quando estava a aterrar, passando sobre a Ponte 25 de Abril. Portanto, não vale a pena imaginar que não me vai custar ir viver para os E.U.A. (apesar de passar a ter um Chefe de Estado muito mais sexy, inteligente e promissor, como a Vera tão bem notou)
Vamos para Princeton porque o Grande-Cientista-Meu-Marido, também conhecido agora como Nucleão, conseguiu lá uma bolsa de pós-doutoramento durante 3 anos. E é isto que as famílias fazem, não é? Apoiam-se, ficam juntas, procuram o melhor para todos. E Portugal, neste momento, não nos garante nenhum futuro, essa é a triste verdade.
Mas vai custar-me muito. Eu sei que vai.

princeton

Tenho de começar a habituar-me à ideia que o próximo Inverno vai ter neve, de certezinha.


(ainda não me apetece lá muito voltar mas esta notícia era importante)

16 janeiro 2009

3 anos de gralha dixit

E, de repente, não me apetece mais. Pode ser que volte a apetecer. Entretanto, têm o e-mail se tiverem muitas saudades. Obrigada por terem aparecido e comentado.

(estamos todos bem)

Beijinhos e até um dia

13 janeiro 2009

a primeira "ite"

Chama-se otite, entrou pela piscina juntamente com febre, tosse e muita ranhoca e afiambrou-se a um bebé que está quase sem dormir desde as 2h30 da manhã. Mas continua a dançar agarrado ao pianinho-dos-demónios-que-não-tem-botão-de-desligar. E conseguiu pôr-nos a rir (de sono) com DVDs da Miffy às 6 da manhã.

09 janeiro 2009

eu ainda não

Anda tudo para aí numa excitação com o post do "eu já não-sei-quê". Olhem, eu já várias coisas mas agora apetece-me fazer antes o post do que ainda não fiz. E nem sei se me apetece fazer.

Eu ainda não fiz um doutoramento.
Eu ainda não publiquei um livro.
Eu ainda não tive uma filha.
Eu ainda não tive um gato.
Eu ainda não trabalhei no estrangeiro.
Eu ainda não tive um contrato efectivo.
Eu ainda não consigo tocar nenhuma peça de Mozart ao piano.
Eu ainda não fui à Costa Rica.
(nem ao Chile, nem à India, nem à Austrália, nem à Tanzânia)
Eu ainda não fui tia.
Eu ainda não fui abandonada por um homem.
Eu ainda não beijei uma mulher.
Eu ainda não casei pela igreja.
Eu ainda não fui à esteticista.
Eu ainda não tive cáries.
Eu ainda não fui operada.
Eu ainda não tenho medo da velhice.
Eu ainda não acabei de trabalhar hoje.
Eu ainda não recebi o meu novo cartão de débito.
Eu ainda não comecei a aprender Espanhol.
Eu ainda não sei como vou ter coragem de ir apanhar o metro daqui a pouco.

ainda sobre o frio

"Senegal (French: le Sénégal), officially the Republic of Senegal, is a country south of the Sénégal River in western Africa. Senegal is bounded by the Atlantic Ocean to the west, Mauritania to the north, Mali to the east, and Guinea and Guinea-Bissau to the south. Its size is almost 197,000 km² with an estimated population of nearly 11,700,000. (...) Currently Senegal has a democratic political culture, being one of the more successful post-colonial democratic transitions in Africa. Local administrators are appointed by, and responsible to, the president. (...) The Senegalese landscape consists mainly of the rolling sandy plains of the western Sahel which rise to foothills in the southeast. (...) The local climate is tropical with well-defined dry and humid seasons that result from northeast winter winds and southwest summer winds. Dakar's annual rainfall of about 600 mm (24 in) occurs between June and October when maximum temperatures average 27 °C (81 °F); December to February minimum temperatures are about 17 °C (63°F)."

In Wikipedia

Tão feliz que eu seria no Senegal. Ainda por cima com Cabo Verde mesmo ali ao lado. É que hoje, pela primeira vez na vida, tinha gelo no para-brisas do meu Ferrari. Há limites, senhores. Há limites.

08 janeiro 2009

este não é o meu habitat

"A gralha azul (Cyanocorax caeruleus) é uma ave passeriforme da família dos corvídeos (...). Embora se diga que seu habitat é a floresta de araucárias do sul do Brasil, (...) ela não tem dependência estrita destas florestas e sua área de distribuição abrange desde o sul do Estado do Rio de Janeiro para o sul, até o Estado do Rio Grande do Sul, sendo frequente na Mata atlântica da Serra do Mar."

In Wikipedia

Ora bem, não faço questão que seja a Mata atlântica, embora me encantem essas praias cujas ondas cheiram a floresta virgem e a fruta. Na verdade, até me dou melhor com climas um pouco mais secos, como o do Norte de África. Agora, desculpem lá mas não há como pôr o bico de fora do edredon com este gelo desgraçado. Piu.

07 janeiro 2009

qué isso?

O Gustavo está numa fase muito engraçada, ainda que um pouco... capaz de pôr à prova a nossa paciência. Para além de responder "não" a todas as perguntas, está sempre a perguntar: "qué isso?". Pois bem, meu filho, eu sou a mãe terna, que te abraça e conforta quando estás doente; que prepara sopas, comida e o biberon da manhã com pãozinho de leite com fiambre; sou eu quem costuma levar-te e trazer-te da escola, quem conta histórias, quem joga às escondidas e quem (tenta) fazer teatros de fantoches. Mas isso agora de perguntares o que é isto e o que é aquilo para aqui e para acolá, desculpa mas vai lá chamar o pai porque ele é que é cientista e, de qualquer modo, ele próprio nunca ultrapassou a idade do "qué isso".

06 janeiro 2009

ah ah ah ah ah

Tenho andado a pensar acerca do sentido de humor. Para além de ser uma realidade sociologicamente interessante, porque depende muito do contexto, o sentido de humor diz imenso acerca de uma pessoa. Logo para começar, uma pessoa sem sentido de humor é um boi. Uma pessoa com sentido de humor pouco selectivo é uma galinha. Estando eu, gralha, mais próxima geneticamente do galinácio do que do bovídio, penso, ainda assim, que me aproximo mais deste último no que toca à facilidade em me arrancarem uma gargalhada. Compreendamo-nos: eu gosto imenso de rir. Simplesmente, acho que a maioria do que se faz supostamente para a laracha não tem piadola nenhuma. Rio-me muito de mim, do meu marido, do meu filho. Rio-me por dentro de outras pessoas. Mas rio-me pouco do que fazem profissionalmente para uma pessoa se rir.
Isto tudo para dizer que gosto muito mais d'Os Contemporâneos do que dos já muito espremidos Gato Fedorento.

05 janeiro 2009

bodas de pastilha elástica ou lá o que é

Estar casada há dois anos já é mais ou menos uma vitória contra as estatísticas nacionais, não? Seja como for, o que interessa é que vale cada vez mais a pena L. Mas sobre isso logo conversamos logo à noite, durante o jantar surpresa que te estou a preparar ;)

Viva nós! Viva nós!