Os problemas multiplicam-se como cogumelos: Não há dinheiro
para o Estado Social. Não há como pagar a gasolina, o passe social, o
supermercado, a renda da casa. Os professores estão no desemprego e os pais não
chegam a horas decentes para dar o jantar aos filhos. A nossa produtividade
continua baixa, muito baixa. E não há uma única proposta séria para resolver
tudo isto, para limpar o quadro e voltar a escrever a nossa História. Pois bem,
eu ouso dizer que sim, há uma solução. E a solução são as camaratas no local de
trabalho.
A coisa funciona assim: os trabalhadores passam a viver no
emprego durante a semana e só vão a casa ao fim-de-semana. Os eventuais filhos
ficam na mesma situação, mas na escola (venha agora a FENPROF dizer que isto
não gera emprego…). Poupa-se nas deslocações diárias, passa tudo a comer na
cantina, e não há cá perdas de tempo a conviver com a família, a confraternizar
com os amigos, e coiso. Vai tudo para o beliche às 21h e tudo acorda fresco
para pegar ao serviço às 6 da matina. Até parece que já vejo as portas de S. Bento
abrindo-se de par em par para me receberem depois da eleição. Vou preparar um
quartinho mimoso para os pequenos, para quando eles me forem visitar aos
Sábados. Sim, porque as minhas medidas serão verdadeiramente justas e
equilibradas.


















