Laranja, limão e maçã. Nunca como em janeiro a nossa wonder bractea fica tão monótona no seu papel de fruteira.
(e, no
entanto, o privilégio de ter fruta fresca)
Uma jarra grande. Dei a jarra grande à colega que foi
viver com o namorado. Sejam muito felizes, pombinhos espremidos para pagarem um apartamento em
Queluz.
(e, no
entanto, conseguiram sair de casa dos pais antes dos 30 anos)
Vinho branco. O LIDL passou a vender vinho sem álcool. Espero
que seja mais bem feitinho que o que comprei outrora, noutros sítios. Prefiro beber
chá a qualquer coisa faz de conta.
(e, no
entanto, Portugal é o maior consumidor de vinho per capita do mundo, também com a minha ajuda)
Açúcar. Ouvi dizer que a venda de açúcar em Portugal tem
baixado ao mesmo tempo que aumenta a obesidade. Claro, bolinho não
faz mal a ninguém, mesmo que agora me sinta anti-feminista ao pegar numa forma, por culpa
da Carla.
Mas não estou a encontrar a fonte deste boato, por isso não acreditem em mim.
Não acreditem na Internet. Esta semana levei mais uma esfrega dessa
(não)realidade.
(e no entanto,
neste momento, já me é virtualmente impossível trabalhar sem recorrer de alguma
forma à Inteligência Artificial)
Gasosa. Água muito fria injetada de dióxido de carbono.
Pessoalmente, acho uma violência. Se é para a água estar fria, que seja para
nadar no mar, não para acolher bolhinhas.
(e, no
entanto, a natureza também o faz, por isso quem sou eu para o contestar?)
Gelo. A nossa casa, no Inverno, mesmo com os aquecimentos
ligados.
(e, no
entanto, Gaza)
Muito lindo, o otimismo de quem mistura tudo isto para fazer
uma bebida que, vamos dizer a verdade, quase sempre desilude. Faz todo o
sentido a dada altura da vida mas, ainda há mais tempo do que não bebo
cerveja, não bebo sangria. No início deste ano, à beira do possível colapso
da nossa democracia, esta otimista prefere estar lúcida para ajudar a
reconstruir o futuro a partir dos destroços.
Melhores mixologistas que eu:
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