01 abril 2013

o primeiro encontro

Estou tão nervosa, hoje. O cabelo está horrível. Não tive tempo para me maquilhar decentemente (e no trânsito, já se sabe, multam-me). Não sei o que ela vai achar de mim. E eu não sei o que vou achar dela, ao vivo, depois de só lhe ver forografias nessa grande mentirosa que é a Internet. Tenho quase tanto medo que o segundo quarto afinal seja demasiado pequeno como há anos atrás tinha medo de descobrir, à mesa do café longamente mexido (não havia smartphones quando eu comecei a namorar!), que ele não gostava de ler. Ou de viajar. Ou que comprava religiosamente A Bola.

27 março 2013

memória selectiva

Se calhar ando a precisar de Memofant, mas tenho quase a certeza que todas as Primaveras da minha infância eram basicamente isto,

sendo que me levantava ao nascer do sol com o meu primo, que me dava o pequeno-almoço e íamos apanhar caranguejos. Não é por nada, mas a infância em Portugal anda a ser delapidada (e não é só por culpa dos do costume).

25 março 2013

chegar ao fim

Tinha cinco anos quando organizaram uma corrida à volta do quarteirão da escola. A escassos metros da meta, desisti, inaugurando uma tendência de vida de começar tudo cheia de entusiasmo e deixar muita coisa a meio. Raio de tendência. É preciso acabar com as desculpas e insistir, mesmo quando não apetece, mesmo quando achamos que o resultado vai ser medíocre. Às vezes, medíocre é melhor que nada.
Isto tudo desembocou nos vinte e um quilómetros e noventa e oito metros que corri ontem, sem parar (excepto quando tropecei e voei sobre o asfalto, esfolando um ombro). Passar a meta ao fim de pouco mais de duas horas foi a recompensa pelas madrugadas de chuva e frio, pelo treino esforçado, por todas as vezes em que duvidei que conseguia. Consegui. Venha agora a maratona.

22 março 2013

diga-me que casa procura, dir-lhe-ei quem é (neste momento, pelo menos)

Luz. Sol. Viradona a Sul, à descarada, a ver se eu me importo.
Jardim. Quintal, vá. Quero mexer em canteiros e ter uma mesa para tomar pequeno-almoço cá fora.
Lareira. Para espantar os Invernos com o crepitar da lenha.
Nos meus bairros. Já passei por vários e gosto de todos eles. Sou de Lisboa, mas uma Lisboa de avenidas e não de ruelas.
Com quartos amplos. Sou bicho do mato, não faço vida social de sala. Gosto de ter espaço para sonambular noite e dia, para ler na cama, para não fazer nada.
Nova ou antiga. Grande ou pequena. Junto ao chão ou nas alturas. Cozinha tradicional ou fogão escarrapachado na sala. Tanto me faz. Quero o resto. O resto não cabe é no meu bolso.

19 março 2013

intimissímo demais

Tinha para aqui longos parágrafos acerca do amor do meu pai, do Amor do meu Pai, de como o novo Papa é tão parecido com o meu Avô e apaguei tudo muito depressa porque isto da blogosfera tem tanto de apoio e empatia como de intolerância e julgamento. Isto dos amores filiais, de Fé e de esperança de avezinha recém-nascida são questões demasiado íntimas para que venham atropelá-las sem dó nem piedade. Da mesma forma que não gosto que mais ninguém me mexa a roupa interior, custa-me que quem não me conhece dite sentenças sobre o que sinto de mais profundo e genuíno.

18 março 2013

coisas avulsas*

1. Deixei de sonhar com casas e passei a consumir avidamente websites de imobiliárias, já fomos visitar um apartamento e tudo. Há tanta coisa tão feia e deprimente por aí que estou quase a acreditar que, afinal, o meu rés-do-chão sombrio é maravilhoso;
2. Tivemos a festa de aniversário do Gugas e verifiquei aquilo que já sabia: sou péssima com adultos mas atirem-me as crianças todas que tiverem à mão, que eu dou conta delas com muito gosto (durante algumas horas, é claro!);
3. Os meus vestidos de algodão gritam por mim no armário. Evitarei, para já, desenvolver o tema "Primavera" porque sei que vai dar pano para mangas, no seu sentido literal e figurativo.
4. Hoje tenho uma entrevista de emprego e já não me lembro de como se faz.
5. O meu marido foi promovido, graças a Deus e a ele. Pediu-me para fazer bifes, de vez em quando, com o aumento.

Boa semana!

*para não acharem que aconteceu alguma coisa, porque é logo isso que eu acho quando não há notícias de alguém que vou lendo por aí

12 março 2013

6 anos de gugas

Era uma vez um velho e sábio monge tibetano que se sentou à entrada do seu templo a meditar. Visualizou que era um grande albatroz, viajante transoceânico, que contemplava oceanos, falésias e todas as montanhas da costa. Sentiu que isso era bom. Quis depois descer à terra e armou-se de um coração puro e da vontade de erguer, com a força dos seus braços e a linha nítida dos seus sonhos, as torres mais altas e perfeitas. Fez-se menino e é o meu filho crescido, sereno e bom.

11 março 2013

a casa dos meus sonhos

Nunca tinha experimentado isto de ter um sonho recorrente mas agora tem-me acontecido: sonho quase todas as noites com uma casa. Esta casa é a minha casa mas é diferente da realidade. Abrindo uma porta, subindo uma escada, virando uma esquina descubro que afinal é muito maior. Que tem janelas do chão ao tecto. Clarabóias. Sótãos. Tantas oportunidades por explorar. O meu subconsciente desistiu de falar comigo tu-cá-tu-lá, como fazia antes, e anda a mandar-me estas mensagens mais previsíveis do que um filme de Domingo à tarde. Ó eu: eu sei que tenho de aproveitar o melhor do que tenho. Sei que estou a desesperar por sol e ar puro. Sei que preciso de espaço e de um empurrão para meter mãos à obra. Eu sei. Mas, ó eu, eu tenho frio e este Inverno deitou-me abaixo. Queria ermitar-me (e não posso). Give me a break or grant me a loan para eu comprar logo uma casa grande, solarenga e com passarinhos à janela. Podia não resolver os problemas do mundo, mas já me dava uma ajudinha.

01 março 2013

fazendo a ponte sobre o abismo

Este post não é sobre política, é sobre pessoas. As pessoas conhecem-se mal a si próprias, acham que conhecem benzinho quem as rodeia e não fazem puto de ideia do que é a realidade de quem está mais distante. Essa distância vale em tempo, espaço, clube de futebol, religião, e postura geral perante a vida. A massificação das comunicações trouxe a esperança de um maior interconhecimento mas, frequentemente, serve apenas para colocar o enfoque sobre as nossas ignorâncias mútuas. E as distâncias não se superam facilmente; na verdade, ampliam-se - e muito - neste tempo de adversidade.
Apesar do facilitismo perigoso de conceitos como “ricos” e “pobres”, o que é facto é que há estatisticamente um abismo cada vez maior entre a larga maioria que luta pela sobrevivência e os pouquíssimos que concentram a fatiazorra dos recursos da Terra. Cada um tem uma carrada de preconceitos imbecis sobre o outro. Os pobres são preguiçosos, invejosos, dependentes, oportunistas, exigentes, desorganizados e uma praga com a qual os contribuintes têm de levar; os ricos são uns egoístas, materialistas, sortudos, arrogantes, fúteis, gananciosos, obtusos, e mereciam todos ser fuzilados em praça pública. É tão fácil acreditar nestas imagens redutoras.
Toda a gente concorda que as coisas não estão nada bem, como estão. Atira-se culpas pelo ar e não se avista uma solução. Discordo profundamente dos que acham que reduzir o metabolismo de uma sociedade pode resolver alguma coisa (e já nem estou a falar das injustiças brutais na aplicação dessa dieta). E discordo também dos que acham que é preciso arrasar tudo para começar de novo, improvisando pelo caminho. A verdade é que não tenho soluções mas sou firme na denúncia dos problemas. E não há problema que se resolva enquanto as pessoas não aprenderem a sair de si e a colocarem-se no lugar do outro. É por isso que vou estar , onde importa, amanhã. Não é para gritar obscenidades nem para dissolver na multidão as minhas angústias. É para estarmos uns com os outros e vermos que, na verdade, estamos todos juntos. Vemo-nos por lá.

28 fevereiro 2013

no seguimento do post anterior

Acordei às 6h30. Preparei as marmitas com os nossos almoços do dia. Fiz café e tomei o pequeno-almoço enquanto li umas páginas do meu livro. Rezei. Vesti-me. Peguei no carro e fui até ao rio. Corri dez quilómetros. Peguei no carro e fui para casa. Distraí-me e perdi para aí uns 5 minutos a mimar os meus filhos, entre canecas de leite e migalhas de bolo. Fui tomar banho. Vesti-me. Fiz três camas. Arrumei a cozinha. Apanhei uma máquina de roupa. Lavei os dentes, sequei o cabelo e besuntei a cara com hidratante. Voei pelo corredor fora, apanhando almoço, catecismos, casaco, mala, e saí de casa quinze minutos antes da hora de entrar no trabalho. Parada no semáforo para virar à esquerda da Av. das Forças Armadas com a Av. Professor Gama Pinto, que está vermelho o tempo suficiente para ouvir uma Mixórdia de Temáticas inteira, coloquei máscara nas pestanas. E batom hidratante! Processem-me já, que sou um perigo público e uma preguiçosa que não se levanta mais cedo para se maquilhar.

No entanto, cumpro religiosamente a máxima de não usar o telemóvel no carro, seja em que circunstância for.

26 fevereiro 2013

olé

7 da manhã em Belém. Desejo ver o sol a despontar dos estaleiros da Lisnave, que até as metáforas têm de ser descobertas nos momentos mais corriqueiros. Apesar disso, o que se levanta no horizonte é uma tangerina madura e achatada que derrete a madrugada para os lados do Montijo. Viro-lhe as costas e acelero o passo a favor do vento. Os outros corredores sorriem-me um bom-dia enregelado. O mais antigo de todos veio de camisa de algodão de manga curta, como sempre. Eu abro e fecho os dedos até os conseguir mexer de novo e, junto à doca, vejo os almeidas a brincar aos torneios medievais com os seus carros de lixo. Perseguem-se, toureiam-se e riem como crianças. Ainda há esperança neste mundo enquanto nos vingarmos do estoicismo imposto com boicotes pequeninos, como as facturas em nome dos que nos desgovernam, e com o aparvalhamento puro e simples, tomado nas doses necessárias.

24 fevereiro 2013

no divã

Sempre achei que a psicoterapia não era para mim. Continuo a achar, como bom calhau reaccionário que sou. Mas ontem conduzi todo um IC19, sozinha no carro, a ouvir música bem alta, algo cujo valor só deve ser devidamente apreendido pelas mães deste (meu) mundo. Deu para desligar das preocupações que vêm em primeiro lugar na lista e para chafurdar um bocadinho no que nunca se mexe. Deu para o primeiro passo: chamar as dores pelos nomes. Agora não sei bem como se fazem os outros passos e não voltarei a ter uma sessão daquelas tão cedo. Mas aquelas dores nunca mais serão apenas uma sombra silenciosa.

19 fevereiro 2013

não tenho nada, mas tenho tenho tudo

“Eu tenho sorte pois, sendo pobre, sobra-me tempo e tenho sonhos”. A Floribela cantava que os ricos não têm sonhos, mas isso é porque ela era uma personagem ficcional do tempo das vacas gordas (Lembram-se? Aquela altura em que todos podíamos ir passar uma semana de férias ao Brasil? Tão bonito). Alguém havia de lembrar-se de fazer uma nova versão da Floribela, coisa de louvar neste período em que tanto precisamos de abraçar as arvenzinhas do bosque e acreditar que as fadinhas nos vão ajudar a pagar as contas. Podia ser que eu voltasse a ver televisão, e tudo, que até o Odisseia já me desarrumaram e ainda não voltei a dar com ele.
O único problema seria adaptar toda uma filosofia azul-cueca à realidade actual, em que os pobres já nem sequer têm sonhos e muitos ricos se autoflagelam mentalmente por tê-los. Vejamos: eu gostava mesmo muito de ir ao concerto dos Muse em Junho, no Porto. Mas a minha consciência de pobre diz-me que não posso, porque tenho de pagar o selo do carro; a minha consciência de rica diz-me que sou uma fútil alienada do mundo por querer gastar um dinheirão numas horas de barulho e numa viagem de comboio (que provavelmente não se daria, de qualquer forma, em virtude de mais uma greve da CP). A crise povoa-me a cabeça de macaquinhos, cerca-me de dificuldades materiais e restrições morais, prega-me rasteiras aos desejos e aponta-me o dedo às vontades. A crise é uma bruxa do pior.

Claro que esta conversa foi toda uma desculpa para ver se alguém se chega à frente e me oferece o bilhete. Pintinho, podes ser tu, visto que a festa é em tua casa e eu nunca lá fui, não há direito.

15 fevereiro 2013

finalmente sou uma trendsetter

A blogosfera toda emprenhou, está visto. Grande coisa, já ando a fazer disso há mais de 6 anos. Queridas, algumas dicas - todas vós passarão pelas seguintes fases:

1.  Eu não vou transformar isto num babyblog;
2.  Isto da gravidez não é assim tão giro/ a minha gravidez é especial;
3. Isto não é um babyblog! A sério, isto não é um babyblog!
4. Nasceu! O meu filho é mesmo o mais (várias coisas) do mundo;
5. Já me servem as minhas calças de ganga pré-gravidez (iupi!);
6. Isto não é um babyblog! A sério, isto não é um babyblog!
7. Eu não vou ser daquelas mães que (preencher com qualquer coisa);
8. Já não vou ao cinema há X meses (também serve para idas à secção de adulto da Zara, etc.)
9. Não vale a pena estar a negar que os filhos preenchem grande parte da nossa vida: sou Mãe!
10. Quando é que vou conseguir lidar com isto de ser Mãe, Mulher, Amante, Filha, Profissional, etc.?
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435. Por que é que o meu filho agora decidiu que a meio da noite é que é bom para fazer cocó no bacio? (esta é onde me encontro hoje, claro)

14 fevereiro 2013

gralhite

Era uma vez uma constipação, que depois deu em sinusite, que depois deu em febre, que depois deu em ida ao médico, que depois deu numa toma de antibiótico, que deu numa noite de vomitanço e numa gralha de rastos, de cama. E eis como hoje não terei nem beijinhos, nem chocolates e, pior, nem poderei ir à apresentação do livro da Ana C. Sei que estarás rodeada de mimo e de dezenas de olhos a transbordar de orgulho, hoje, Cê. Mas queria tanto partilhar este momento... Não só pela amizade mas pela genuína admiração pelo trabalho, pela dedicação e pela verdade que colocas em todas as palavras de amor (e nas outras, também). Vai ser um estouro :)

13 fevereiro 2013

cinzas

Ainda anteontem o Papa anunciou a renúncia e já eu estou a abdicar publicamente do papel de perita-católica-praticante-mas-que-discorda-de-muitas-coisas-na-doutrina-e-prática-de-Roma. OK? Para vocês, meus queridos amigos descrentes, é um tema de debate e escarafunchamento como qualquer outro. Para mim, é um sinal de esperança que o próximo Papa seja legitamamente terceiro-mundista, que conheça pobres na segunda pessoa do singular e, já que estamos a sonhar, que pondere a ordenação de mulheres.
"Do pó vieste e ao pó hás de tornar". Devíamos ser especialmente semelhantes durante a Quaresma. Que o próximo seguidor de Pedro tenha isso presente.

08 fevereiro 2013

dar quando é preciso (e não quando nos dá jeito)

Este pedido não é generalista. Este pedido é para a Cecília, que já tem dador e precisa de custear o transplante. E não pode esperar. Parece tão óbvio que não vou dizer mais nada e deixo-vos só o NIB, da pessoa que conheço pessoalmente, para ondem podem enviar o vosso contributo. Muito obrigada.

NIB: 0010 0000 3677 1660 0019 8.

polaroid de fevereiro de 2013

O prazer fácil de um fim de dia em que, ao mesmo tempo que preparo um reconfortante mac & cheese com batata doce e espinafres, estudo a lição de História Moderna, e ouço (ao fundo) o mais velho a ir encher a garrafa de água, que partilha com o mais novo, e que anda a passear miniaturas de animais no novo tractor com atrelado. O marido chega a casa mais cedo e fica feliz porque o recordo que tem queijo da serra no frigorífico. Às vezes é mesmo assim.

05 fevereiro 2013

manifesto de um perdedor

Uma mãe vem sempre em último lugar na corrida diária. É quem fica sem água, se uma garrafa é partilhada por todos. É a que se resigna com as migalhas no fundo do pacote de bolachas. É quem apanha chuva para que todos entrem primeiro para o carro. A primeira a levantar-se e a última a deitar-se. É claro que também é a mais bonita e a mais querida do mundo, aquela que faz os melhores bolos e a que recebe os abraços mais meiguinhos. Mas não deixa de ocupar permanentemente o último lugar do pódio. Às vezes as mães também se cansam e, ousadia, precisam de estar um bocadinho sossegadas. Esta mãe que vos fala aguenta o barco muito à custa de rotinas, de previsibilidade e da noção que, de alguma forma, as coisas estão no seu lugar. E de que tem espaço para respirar. Por isso, se lhe baralham as rotinas, se lhe atulham os preciosos metros cúbicos de vazio e arrumação com inutilidades materiais que ela evita a todo o custo, se não lhe permitem ficar na cama o dia inteiro a curar sonos e constipações, pelo menos concedam-lhe a graça de não esperar que esteja constantemente a sorrir e a emanar doçura de todos os poros. A rabugice é o último luxo de uma mãe de rastos.

03 fevereiro 2013

pós-lamechismo 1.0

Este fim-de-semana teve variações de temperatura perigosíssimas para a saúde. Sobretudo a dos virus tossengus, que espero terem falecido todos no aparelho respiratório dos meus filhos, depois de os atazanarem nos últimos dias. Aproveitei estas horas a elevadas atitudes não só para escorregar na neve, como também para 1) gritar cinematograficamente no alto da montanha; 2) praticar a auto-hipnose junto à lareira; 3) tomar o pequeno-almoço de pijama; 4) roer as bochechas dos filhos; 5) apanhar plasticina do chão; e 6) ter epifanias relevantes, das quais gostaria de destacar que o meu saudosismo é só a prova de que é muito mais fácil gostar do bem resolvido do que do que ainda pode correr mal.
O meu Diogo, cavalinho selvagem, nascido no meio da tempestade de neve e de um tempo cinzento da minha vida, faz hoje três anos de sol a brilhar nas nossas vidas. Está crescido e disse hoje "que po'caria" (quando não conseguiu calçar as luvas sozinho), revelando que os mais novos são uns mal-criadões, livres e prontos para tourear o que lhes vier pela frente.