01 setembro 2006
reacções
É tão engraçado como as pessoas reagem de maneiras completamente diferentes à notícia de que vem aí um gralhinho. É ver homens a chorar de alegria, amigas aos guinchos, amigos a só acreditar passados 5 minutos... Mas a reacção que mais antecipo é a da minha Avó. Como está no Norte e esta é uma notícia importante demais para ser dada pelo telefone, resolvi escrever-lhe uma 'carta de apresentação' com direito a cópia da ecografia. A carta será entregue pela minha prima, com o devido aviso para que a prepare para a surpresa. Estou certa de que vai ficar radiante e sem palavras :) Contar à minha Avó é diferente de contar a todos os outros... Ela é a última de uma geração e sinto que estou a passar o testemunho de tanta gente, tanta história, tantas estórias que não poderei deixar de contar. Mal posso esperar por vê-la com o meu bebé nos braços, com aquela ternuna que só ela tem.
31 agosto 2006
a gralha tem ovo
Depois de todo o suspense deixado no ar, posso finalmente informar a blogosfera que vou ser uma Mãe Gralhinha :))) Estou grávida de 13 semanas e ainda só fiz uma ecografia mas, em princípio, está tudo bem. Ainda não sabemos se virá aí uma gralhinha ou um gralhinho mas os (futuros) papás ficarão muito felizes em qualquer dos casos. Tenho a próxima consulta dia 7 de Setembro, vamos ver o que me dizem.
Quanto à gralha, passou um primeiro trimestre muito enjoada, muito ensonada e até um pouco abatida psicologicamente - têm sido muitas mudanças nos últimos tempos e senti-me bastante desorientada de início. Felizmente, agora já me sinto muito melhor e, com o carinho e a excitação de toda a família e amigos - será o primeiro bebé da minha geração em ambos os casos (à excepção de duas amigas minhas) -, quero começar a gozar este momento único por que sonhei tanto desde pequenina.
Bloguistas grávidas, futuras grávidas e mães: onde é que vou arranjar uma barrinha de gravidez bem gira para pôr no blogue?
Quanto à gralha, passou um primeiro trimestre muito enjoada, muito ensonada e até um pouco abatida psicologicamente - têm sido muitas mudanças nos últimos tempos e senti-me bastante desorientada de início. Felizmente, agora já me sinto muito melhor e, com o carinho e a excitação de toda a família e amigos - será o primeiro bebé da minha geração em ambos os casos (à excepção de duas amigas minhas) -, quero começar a gozar este momento único por que sonhei tanto desde pequenina.
Bloguistas grávidas, futuras grávidas e mães: onde é que vou arranjar uma barrinha de gravidez bem gira para pôr no blogue?
30 agosto 2006
uma grande animaCão
Juntar em casa dois cães (semi)adultos é uma emoção comparável aos melhores episódios do National Geographic, mas assim com toques de telejornal da TVI (e do canal 18 qualquer dia, quer-me parecer). Cada dia é diferente, a cada dia se nota a evolução das reacções deles e agora, cerca de um mês depois deste 'acasalamento' forçado, a relação chegou ao pico da paixão e da ternuna. Nunca pensei! Volta e meia, começam aos beijinhos e, quando aquilo começa a aquecer, lançam-se em lutas simuladas em que, no meio de um grande rebuliço, o M. (mais pequeno) abocanha as bochechas e as orelhas do pobre R. (3 vezes maior que ele), que enfrenta tudo aquilo estoicamente e ainda responde com um olhar enamorado - verdade seja dita, é o olhar habitual dele - e com mais uma dose de beijinhos.
Haverá quem ache que eles precisavam era de uma cadela (ou 2) mas, cá por mim, eles estão mesmo é a disfrutar desta nova irmandade canina. Os machos são mesmo todos iguais: pegam-se, lutam, mas são sempre os maiores compinchas.
Haverá quem ache que eles precisavam era de uma cadela (ou 2) mas, cá por mim, eles estão mesmo é a disfrutar desta nova irmandade canina. Os machos são mesmo todos iguais: pegam-se, lutam, mas são sempre os maiores compinchas.
29 agosto 2006
voltei voltei
Cá estou eu de volta das férias, moreninha e retemperada, depois de uns bons mergulhos nas praias algarvias. Ainda sobraram uns diazitos para fazer o percurso emigrante ao contrário: da terra (Lisboa), até França (mas só até ao lado de lá da fronteira), num lindo passeio pelo País Basco. Só foi pena a chuva a ensombrar a paisagem e a impedir mais uns mergulhinhos no Golfo de Biscaia, que mergulhos nunca são demais para uma gralha marinha como eu.
Agora, de volta ao trabalho e à vida doméstica, mas ainda com esperança de passar uns fins-de-semana a arejar para não perder nem um pouco do resto do Verão. Só de imaginar que vem aí o Inverno fico com calafrios...
E deixo-vos também a promessa de voltar com grandes notícias muito em breve, eheheh...
Bom regresso a casa!
Agora, de volta ao trabalho e à vida doméstica, mas ainda com esperança de passar uns fins-de-semana a arejar para não perder nem um pouco do resto do Verão. Só de imaginar que vem aí o Inverno fico com calafrios...
E deixo-vos também a promessa de voltar com grandes notícias muito em breve, eheheh...
Bom regresso a casa!
04 agosto 2006
momentos surreais
No Centro de Saúde Valha-me Deus, enquanto espero há meia hora que a pessoa antes de mim seja atendida, não consigo deixar de ouvir:
- Este nome... a senhora é russa?
- Bielorrussa.
- Da Rússia?
- Bielorrússia.
- ???....
- Podi ser Federassao Russa.
- República Federal Russa? (tic tic tic, escrevendo a dois à hora no teclado, só com um indicador gordinho)
- Federassao Russa.
- Mas a senhora não é russa?
- Bielorussa.
- Mas agora já meti no seu processo 'República Federal Russa'
- .......
Não sei se é de ser Agosto. Não sei se é de andar a passar demasiado tempo em organismos públicos nos últimos tempos. Andam a passar-se coisas muito estranhas à minha volta. Felizmente vou a banhos hoje. Regresso no fim de mês, beijinhos!
- Este nome... a senhora é russa?
- Bielorrussa.
- Da Rússia?
- Bielorrússia.
- ???....
- Podi ser Federassao Russa.
- República Federal Russa? (tic tic tic, escrevendo a dois à hora no teclado, só com um indicador gordinho)
- Federassao Russa.
- Mas a senhora não é russa?
- Bielorussa.
- Mas agora já meti no seu processo 'República Federal Russa'
- .......
Não sei se é de ser Agosto. Não sei se é de andar a passar demasiado tempo em organismos públicos nos últimos tempos. Andam a passar-se coisas muito estranhas à minha volta. Felizmente vou a banhos hoje. Regresso no fim de mês, beijinhos!
01 agosto 2006
note to self: gatinhos
Eis que, após 2 semanas de (des)organização na casa nova, chegam os nossos cães. Um é o M., um Beagle lindo e amoroso (e teimoso, comilão, com a mania das grandezas...), ou outro é o R., um Labrador pacholas e ainda muito miúdo (que só falta devorar-me de cada vez que me vê chegar, tal é a excitação).
Meus amigos, a minha vida não ficou mais fácil! Adoro os meus cães e não se pôs sequer a hipótese de ficarem nas respectivas casas (o M. na dos meus pais e o R. na dos pais do L.). Mas tanto pelo, tanta animação, tantas lambidelas, tanta confusão à hora das refeições (o M. tenta sistematicamente assaltar a taça do R.), é um bocado demais só para uma pequena gralha... E quando é para os levar à rua, pela trela? Tenho de usar calçado especial anti-derrapante e andar sempre alerta e a fazer piruetas para desensarilhar trelas, cães, árvores e o que demais nos passa pelo caminho.
Para a próxima a ver se arranjo uns gatinhos. Tão lindos os gatinhos. Ficam quietinhos em casa e só pedem uma latinha de patê por dia e que os deixemos em paz, asseadinhos e independentes. De facto, neste momento não consigo lembrar-me por que é que gosto mais de cães...
Meus amigos, a minha vida não ficou mais fácil! Adoro os meus cães e não se pôs sequer a hipótese de ficarem nas respectivas casas (o M. na dos meus pais e o R. na dos pais do L.). Mas tanto pelo, tanta animação, tantas lambidelas, tanta confusão à hora das refeições (o M. tenta sistematicamente assaltar a taça do R.), é um bocado demais só para uma pequena gralha... E quando é para os levar à rua, pela trela? Tenho de usar calçado especial anti-derrapante e andar sempre alerta e a fazer piruetas para desensarilhar trelas, cães, árvores e o que demais nos passa pelo caminho.
Para a próxima a ver se arranjo uns gatinhos. Tão lindos os gatinhos. Ficam quietinhos em casa e só pedem uma latinha de patê por dia e que os deixemos em paz, asseadinhos e independentes. De facto, neste momento não consigo lembrar-me por que é que gosto mais de cães...
28 julho 2006
os pratos da balança
Adeus TVCabo.
Passar umas boas horas por dia a limpar, arrumar, aprumar.
Saudades do colo dos meus pais.
mas
Poder vir a pé para o trabalho.
Fazer cozinha experimental e tu (por enquanto?) não te queixares.
Acordar durante a noite e a tua respiração deixar-me tranquila.
E as férias, já só falta uma semana!!!
Passar umas boas horas por dia a limpar, arrumar, aprumar.
Saudades do colo dos meus pais.
mas
Poder vir a pé para o trabalho.
Fazer cozinha experimental e tu (por enquanto?) não te queixares.
Acordar durante a noite e a tua respiração deixar-me tranquila.
E as férias, já só falta uma semana!!!
25 julho 2006
em andamento
E quando a vida nos apanha como se fosse um combóio em andamento, ficando uma multidão de rostos queridos a acenar-nos da plataforma, sorrindo e desejando-nos felicidades?
E quando não sabemos onde o combóio vai parar e nos foge um pezinho para a porta, para descer em andamento, porque aquela estação, pelo menos, já conhecemos?
E quando levamos muito mais na bagagem do que o que contávamos, porque é impossível levar só o essencial e há tantos sacos, malinhas e recordações que não podemos deixar para trás?
Isso não é Impulse. É para aí o contrário.
E daqui a umas horitas devo contar com a visita do L. aqui no trabalho. Cada vez que escrevo um post mais fatalista, cá me aparece o rapaz. Deixa estar por esta vez, dê por onde der, o combóio vai na tua direcção.
E quando não sabemos onde o combóio vai parar e nos foge um pezinho para a porta, para descer em andamento, porque aquela estação, pelo menos, já conhecemos?
E quando levamos muito mais na bagagem do que o que contávamos, porque é impossível levar só o essencial e há tantos sacos, malinhas e recordações que não podemos deixar para trás?
Isso não é Impulse. É para aí o contrário.
E daqui a umas horitas devo contar com a visita do L. aqui no trabalho. Cada vez que escrevo um post mais fatalista, cá me aparece o rapaz. Deixa estar por esta vez, dê por onde der, o combóio vai na tua direcção.
21 julho 2006
prós e contras
Isto de viver junto não é coisa fácil, principalmente para duas pessoas tão diferentes como o L. e eu. Ontem dizia ele que lhe parecia que a relação dele com os pais tinha melhorado desde que tinha saído. Respondi que devia ser porque aproveitavam o tempo que estão juntos para se darem valor e não a discutir sobre coisinhas pequenas. E acrescentei: "as coisinhas pequenas discutes agora comigo."
Esta troca está-me a parecer, até agora, um pouco injusta... Deve ser por isto que há tanta gente que arrasta relações estáveis vivendo em separado. Era tão mais fácil quando o que fazíamos juntos era jantar fora, ir à praia, viajar - em vez de estender a roupa, preparar as refeições e o diabo a quatro.
Esta troca está-me a parecer, até agora, um pouco injusta... Deve ser por isto que há tanta gente que arrasta relações estáveis vivendo em separado. Era tão mais fácil quando o que fazíamos juntos era jantar fora, ir à praia, viajar - em vez de estender a roupa, preparar as refeições e o diabo a quatro.
18 julho 2006
14 julho 2006
12 julho 2006
profissionais da bicha
Ao contrário do que possa parecer à primeira vista, este post não tem nada a ver com a homossexualidade. Aliás, só os rapazes pouco confiantes da sua sexualidade é que costumam ter problemas em dizer 'bicha' e preferem a alternativa tão burocrática e cinzentona que é a 'fila'.
Mas voltemos à bicha. Há pessoas que - à força da necessidade de sobreviver nos meandros das instituições públicas nacionais, é certo - são autenticas profissionais da bicha. Penso que devem calcular no dia anterior a hora certa para chegar. No local, examinam a concorrência, avançam e ferram os pés marcando bem a sua posição, com os olhinhos saltitantes entre o jornal diário gratuito que trouxeram do metro e os possíveis penetras (qualquer pessoa que se atreva a passar a menos de 3 metros da dita bicha). E as reacções quando alguém tenta passar à frente? Só lhes falta dar cabeçadas à la Zidane. Os meus preferidos são, claro, aqueles que trazem crianças de 5 anos ao colo ou Nenucos (isto é verídico) para garantir a prioridade.
Posto isto, tenho de reconhecer, não sem embaraço, que estou a ficar profissional da bicha. Depois de me levantar às 6h da manhã, lá estava eu antes das 7h a tirar a minha senha, a ler o meu livro e a observar os passantes. Triunfante, consegui marcar a consulta pretendida. E arrastei-me até aqui para um dia de trabalho em que mal consigo manter os olhos abertos.
Tenho saudades dos meus posts inocentes e optimistas. Por que é que agora não me sai mais nada do que o sarcasmo?
Mas voltemos à bicha. Há pessoas que - à força da necessidade de sobreviver nos meandros das instituições públicas nacionais, é certo - são autenticas profissionais da bicha. Penso que devem calcular no dia anterior a hora certa para chegar. No local, examinam a concorrência, avançam e ferram os pés marcando bem a sua posição, com os olhinhos saltitantes entre o jornal diário gratuito que trouxeram do metro e os possíveis penetras (qualquer pessoa que se atreva a passar a menos de 3 metros da dita bicha). E as reacções quando alguém tenta passar à frente? Só lhes falta dar cabeçadas à la Zidane. Os meus preferidos são, claro, aqueles que trazem crianças de 5 anos ao colo ou Nenucos (isto é verídico) para garantir a prioridade.
Posto isto, tenho de reconhecer, não sem embaraço, que estou a ficar profissional da bicha. Depois de me levantar às 6h da manhã, lá estava eu antes das 7h a tirar a minha senha, a ler o meu livro e a observar os passantes. Triunfante, consegui marcar a consulta pretendida. E arrastei-me até aqui para um dia de trabalho em que mal consigo manter os olhos abertos.
Tenho saudades dos meus posts inocentes e optimistas. Por que é que agora não me sai mais nada do que o sarcasmo?
10 julho 2006
vida simples, vida brega
Sim, é verdade, fui uma dos milhares de lisboetas que ontem se lembraram de ir para a Costa da Caparica. Eu tinha plena consciência que ia apanhar um trânsito infernal, neste que foi o primeiro fim-de-semana de bom tempo deste Verão. Mesmo assim, fomos porque os meus ossos reclamavam por aquela água gélida da costa e por um bocadinho de sol que desse alguma côr às minhas já muito pálidas bochechas. Que má ideia, que má ideia! O trânsito estava de tal ordem que mal chegámos à (cidade da) Costa da Caparica e vimos um lugar, estacionámos. Ou seja, fomos para uma daquelas praias entre molhes, com 3 metros de areia até à água, sem bandeira azul, e com cerca de 5 pessoas por metro quadrado. E, MESMO ASSIM, o pessoal conseguia estar a jogar à bola, a relaxar o belo corpanzil bezuntado de óleo Johnson (!), a gritar com a filharada e a comer bolas de Berlim.
Não sei se estou preparada para ser pobre. Como sou pouco agarrada às coisas materiais, apesar de (ou, se calhar, por isso mesmo) nunca me ter faltado nada, achava que esta nova fase da vida seria encarada com tranquilidade. Não tenho dinheiro para decorar a casa, ok, temos mobília simples, prática e despretenciosa. Não tenho dinheiro para jantar fora, ok, faço o meu mundialmente famoso caril de banana, acompanhado de um vinhito simpático. Não tenho dinheiro para viajar, ok, leio livros sobre terras longínquas numa esplanada de Lisboa. O problema é que muitas vezes não há a opção simples para algumas coisas, há apenas a opção ranhosa, como uma praia sobrelotada.
Chamem-me menina dos papás. É verdade.
Mas não é isto que compõe o enredo da novela venezuelana. É alguma coisa sobre a qual ainda não estou preparada para falar.
Não sei se estou preparada para ser pobre. Como sou pouco agarrada às coisas materiais, apesar de (ou, se calhar, por isso mesmo) nunca me ter faltado nada, achava que esta nova fase da vida seria encarada com tranquilidade. Não tenho dinheiro para decorar a casa, ok, temos mobília simples, prática e despretenciosa. Não tenho dinheiro para jantar fora, ok, faço o meu mundialmente famoso caril de banana, acompanhado de um vinhito simpático. Não tenho dinheiro para viajar, ok, leio livros sobre terras longínquas numa esplanada de Lisboa. O problema é que muitas vezes não há a opção simples para algumas coisas, há apenas a opção ranhosa, como uma praia sobrelotada.
Chamem-me menina dos papás. É verdade.
Mas não é isto que compõe o enredo da novela venezuelana. É alguma coisa sobre a qual ainda não estou preparada para falar.
07 julho 2006
06 julho 2006
teoria da relatividade
Em outras circunstâncias, a derrota de Portugal de ontem ter-me-ia causado uma grande frustração e tristeza. Visto que, de repente, tudo está virado ao contrário cá para os meus lados, vivi o jogo com a frieza do Mourinho e o final - estranhamente! - com alegria e muito orgulho na nossa selecção. Sou só eu que acho que eles até jogaram bem, que deram o litro, que acreditaram até ao fim? É que quase todos à minha volta não tardaram a baixar os braços e a dizer o costume: "é sempre a mesma coisa..."
04 julho 2006
coisas que não existem
O Ricardo defender três penaltis.
Estar a chover em Lisboa em Julho.
As cerejas incrivelmente doces que o meu pai comprou no mercado.
(só falta passarmos na inspecção da Lisboagás à primeira)
Isto desde que eles foram à lua o mundo nunca mais se endireitou.
As coisas andam muito estranhas mesmo, incluindo as minhas insónias entre as 4h00 e as 5h00, certinhas, como se tivesse que alguma coisa importantíssima para fazer àquela hora. Vá-se lá compreender...
Estar a chover em Lisboa em Julho.
As cerejas incrivelmente doces que o meu pai comprou no mercado.
(só falta passarmos na inspecção da Lisboagás à primeira)
Isto desde que eles foram à lua o mundo nunca mais se endireitou.
As coisas andam muito estranhas mesmo, incluindo as minhas insónias entre as 4h00 e as 5h00, certinhas, como se tivesse que alguma coisa importantíssima para fazer àquela hora. Vá-se lá compreender...
30 junho 2006
Julho
Vai começar o meu mês preferido. Aquele em que o Verão é mesmo Verão, em que se ouvem cantar alto as cigarras, em que as noites começam de dia e os jantares são de salada e fruta comida com apetite.
Adorava Julho durante a adolescência. Férias que nunca mais acabavam, ir para a praia até ficar torrada, escrever as saudades da paixão desse momento no meu diário e adormecer de janela aberta, com as estrelas gravadas nos olhos, para acordar cheia de vontade de passar mais um dia a fazer todas aquelas coisas para as quais nunca tinha tempo.
Já não me lembro da última vez que pintei um quadro.
Que apanhei o combóio para ir para a praia com os amigos.
Que fiquei a ler até de manhã alguma coisa inelargável que tinha comprado na última Feira do Livro.
Que contei os dias para rever um qualquer rapaz da escola.
Eu própria já reconheço que ando excessivamente nostálgica. Acho que não paro de reviver o passado enquanto não viver o futuro que desejei naquela altura. Alguém sabe, de facto, viver o presente?
Adorava Julho durante a adolescência. Férias que nunca mais acabavam, ir para a praia até ficar torrada, escrever as saudades da paixão desse momento no meu diário e adormecer de janela aberta, com as estrelas gravadas nos olhos, para acordar cheia de vontade de passar mais um dia a fazer todas aquelas coisas para as quais nunca tinha tempo.
Já não me lembro da última vez que pintei um quadro.
Que apanhei o combóio para ir para a praia com os amigos.
Que fiquei a ler até de manhã alguma coisa inelargável que tinha comprado na última Feira do Livro.
Que contei os dias para rever um qualquer rapaz da escola.
Eu própria já reconheço que ando excessivamente nostálgica. Acho que não paro de reviver o passado enquanto não viver o futuro que desejei naquela altura. Alguém sabe, de facto, viver o presente?
27 junho 2006
batalha interior
Acho que o meu corpo está a travar uma batalha interior e não sei contra o quê. Tenho uma febre baixinha mas insidiosa, que me faz arfar, acelera o coração e dá-me arrepios, mas não é suficiente para ficar em casa a ver a Fox todo o dia sem sentimentos de culpa.
Terei comido qualquer coisa que não devia? Haverá qualquer coisa a comer-me por dentro? Estarei apaixonada? Seja como fôr, hoje arrasto-me pelo trabalho, não vendo a hora de chegar a casa, fazer de conta que é Novembro, e enrolar-me nos cobertores com o meu chá de cidreira e a Oprah.
Terei comido qualquer coisa que não devia? Haverá qualquer coisa a comer-me por dentro? Estarei apaixonada? Seja como fôr, hoje arrasto-me pelo trabalho, não vendo a hora de chegar a casa, fazer de conta que é Novembro, e enrolar-me nos cobertores com o meu chá de cidreira e a Oprah.
26 junho 2006
penúria
É ir passear para Belém e levar de casa uma caixinha de pastéis de nata oferecidos no dia anterior (e uma embalagem de canela).
Mas passeou-se. E descansou-se. E namorou-se. E os pastéis estavam óptimos!
Mas passeou-se. E descansou-se. E namorou-se. E os pastéis estavam óptimos!
23 junho 2006
baby sitting fora do tempo
Os meus pais andam de férias a passear de carro pela Europa, os grandes malucos, e eu fiquei a tomar conta dos 'miúdos'. Está certo que o meu relógio biológico até já está a ficar sem pilhas de tanto tocar, mas levar logo com dois matulões, que deixam a roupa espalhada, a louça suja por todos os lados, como se tudo se arrumasse e limpasse milagrosamente, e nem sequer se lembram de levar o cão à rua também é um bocado demais!
Sendo assim, peço a minha demissão. Acho que vou abandoná-los à sua sorte e zarpo para a minha casa, mesmo que isso signifique tomar banho de água fria e encomendar pizza todos os dias.
Sendo assim, peço a minha demissão. Acho que vou abandoná-los à sua sorte e zarpo para a minha casa, mesmo que isso signifique tomar banho de água fria e encomendar pizza todos os dias.
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