06 agosto 2012

desconcentração

Estou a ler um livro tão bom, tão bem escrito, e que se arrisca a mudar tanto a minha vida, que mal consigo lembrar-me de tirar a comida do lume antes de queimar, de lavar a cara aos miúdos, ou de como encontrar o caminho para o trabalho. Felizmente há a Bimby, eles estão homens feitos, e há três semáforos eternamente verdes entre casa e o emprego, numa Lisboa vazia. Não tenho é tema para blogar. Ah, é o Freedom, do Jonathan Franzen.

16 comentários:

Melissinha disse...

Fez o mesmo pelo Hugo. Pronto, começarei já.

Té F. disse...

Não tens!?
:)

Melissinha disse...

afinal está emprestado.

Naná disse...

Há quanto tempo não encontro um livro que me prenda assim...

gralha disse...

Faltam-me umas 50 páginas, posso emprestar-te, Melissa.

Atenção que o livro é muito bom, sim. Mas é especialmente bom para mim, nas circunstâncias particulares da minha vida. Não prometo que arrebate quanquer um(a)!

calita disse...

Sou a única pessoa que não consegue ler um romance em inglês?????

Carla R. disse...

Estranhamente também não respirei muito até o acabar por razões particulares da minha vida. Havemos de ver mais tarde se são as mesmas.
A seguir estava cheia de medo de ler um livro que me deixasse respirar e encontrei outro que me deixou em apneia, por outras razões particulares da minha vida, se conseguires bater records posso passar-te a dica ( Rien ne s'oppose à la nuit, de Delphine de Vigan), não existe muita coisa tão chata como ler um livro destes e depois cair num livro-pastilha-elastica.

gralha disse...

Carla R., desde a Juliette Benzoni da minha adolescência que não leio em Francês - mas vindo a recomendação tão bem fundamentada, vou acrescentar o Rien não-sei-quê à lista dos 'a ler' do meu Goodreads.

calita, para além de evitar traduções manhosas, assim consigo livros ao preço da chuva :)

ouvirdizer disse...

Sou pessoa que não lê um livro inteiro há coisa de 6 anos. Até o Caim (cruzes credo, ahahahah) do Saramago ficou por terminar e é bem pequeno.
Há semana e meia fui à Biblioteca buscar livros para eles (o A. agora só quer livros com o símbolo +Ler) e na prateleira dos recomendados estava o "Conversas com Deus". Não sendo um livro de auto ajuda, podendo roçar algo do género, sendo para muitos uma treta de todo o tamanho, está a ser um bom exercício entre mim e a fé. E o que eu precisava disso...
Se me reenviasses agora o e-mail de há uns tempos sobre Igreja e regras eu respondia-te: As regras foram feitos por homens, como e quando lhe apeteceu.
O que interessa é o que te interessa, o que te apetece e o que te faz bem e sentes falta. De maneira que é isto! Quando terminar, vou a meio, envio-te um e-mail.
Beijos (e vai lá ver da comida que me cheira a esturro!) :)

calita disse...

Oh pá, e agora metem o francês e tudo. Vou ali chorar de vergonha e tristeza.

gralha disse...

Vera, quando acabares de fazer as pazes com Deus, avisa - mando-te algumas recomendações de leitura que acho que poderás gostar. Larga o ferro de engomar, mulher, tu larga-me o ferro de engomar.

Vera disse...

Não, o meu problema não é com Deus, valha-me o Próprio, o meu problema é com pessoas, por assim dizer.
Tu não me fales na roupa, que eu agora arranjei um sitio para a arrumar, por passar. Longe da vista... longe da consciência (de que existe). Ahahahah
Vera

Ana. disse...

Ando para pegar nesse livro há milénios! Acho que não passa das férias!

Ana C. disse...

Há em português???

gralha disse...

Há, sim senhora, Ana C. Traduzido para a Companhia das Letras por Sérgio Flaksman.

triss disse...

gracias, já pus na uicheliste.
vou ver se o arranjo por 3 tostoes na net.