10 agosto 2012

tempo de exclusividade


Toda a verdade: o melhor de ser mãe-que-trabalha não é a passagem diária pelo mundo dos adultos; também não é o luxo de pegar numa bolinha rabugenta que acordou com a telha e depositá-la confiantemente no colo de uma (santa) educadora; e nem sequer é sentirmos que nos reconhecem valor intelectual para além da capacidade incrível de preparar refogados e banhos ao mesmo tempo que contamos estórias. Não, o melhor é mesmo este momento antes de ir de férias, em que antevemos todo o tempo para mimar, brincar, passear, cozinhar, dançar, acampar no beliche, encher o cabelo de sal e areia, e não desejar estar em mais lugar nenhum do mundo.

8 comentários:

calita disse...

É isso mesmo. Não conseguiria dizê-lo melhor.

gralha disse...

Calita, em vez de vires para aqui comentar, atende-me o telemóvel :)

Melissinha disse...

Sim, sim, SIM! Tirando a areia.

calita disse...

Às vezes vivo na ilusão de que o meu telefone toca muitas vezes e por isso acho melhor deixá-lo no "silêncio" :)

Dani disse...

Perfect. Eu não sei se me adaptava a ser mãe a tempo inteiro. Amo os meus filhos, mas faz-me falta o meu espaço, o meu trabalho.

Carla R. disse...

Mas isto agora vai ser preciso pagar para se ter mais posts por estas bandas ? Uma manifestação ? Um acto profundamente inconstituicional ? Um grito de Ipiranga ? Uma ameaça ? Um copo de vinho verde fresquinho ? Um mojito ? Uma dança descalça ?

gralha disse...

gralha Maria foi de férias e só regressa em Setembro. Para qualquer assunto, por favor deixe mensagem depois do bip. Biiiiip.

margarida disse...

Vinha aqui perguntar então o que era feito da gralha, mas já vi que deixou recado a avisar que volta mais tarde!
Aproveita bem :)