Dou vinte e cinco tostões a cada criatura bloguista do sexo feminino, entre os 20 e os 50 anos, que não esteja neste momento em dieta de emagrecimento. Exigo provas, como o total desconhecimento do número de calorias de um iogurte magro ou, preferencialmente, da mera existência do conceito de iogurte magro. Também servem fotografias de pratas de bonbons, bocas sujas de Oreos, pacotes de Doritos ou, de preferência, latas de leite condensado vazias.
Confesso desavergonhadamente que dei este título ao post apenas para apanhar montes de leitoras vindas de motores de busca. Já ninguém me lê e eu sou uma diva, preciso do amor do meu imenso público.
17 maio 2011
16 maio 2011
por outro lado, com a idade
Não são só os cabelos brancos, a força da gravidade, as rugas (por falar nisso, descobri um serum óptimo na Sephora. Tirou-me uns 5 anos, a sério). Envelhecer não nos traz só sabedoria, também revela novos defeitos - ou então torna-nos mais conscientes dos mesmos. Estou muito menos disposta a fazer fretes. E manipuladora, tão manipuladora que tenho de me controlar. Com o andar da coisa, vou ser absolutamente insuportável antes de chegar à menopausa. Haja quem me ature.
13 maio 2011
restaurador olex
Fiquei órfã de avô aos 10 anos, aquele avô com quem tenho tudo a ver. Faz-me falta todos os dias e mendigo a atenção e o olhar de um avô desde então. Acho que é por isso que tenho especial carinho por alguns homens mais velhos, homens honestos, esforçados, pacientes, que nem sempre têm quem os valorize. Uma mulher de idade é uma pessoa cansada, tantas vezes amargurada, mas vitoriosa do que ultrapassou; um homem de cabelos brancos é um rapazinho com saudades do cólo da mãe que já perdeu.
Trabalha comigo um senhor que, na iminência de ter de procurar novo emprego, escureceu o cabelo. Dá-me vontade de chorar que, nesta idade, ainda não tenha a segurança económica que merece.
Trabalha comigo um senhor que, na iminência de ter de procurar novo emprego, escureceu o cabelo. Dá-me vontade de chorar que, nesta idade, ainda não tenha a segurança económica que merece.
07 maio 2011
os náiques fazem voar
Ontem fui ter com a minha Inesa e outra amiga dela a Nova Iorque e andámos a ver a cidade da perspectiva gaja - Sexo e a Cidade, Lipstick Jungle, Gossip Girl, deixo à vossa escolha. Abdicámos dos saltos altos e passámos horas a andar, a gralhar, a ver lojas, a comprar mais do que o devido, a passear, a descobrir, enfim, o dia de férias perfeito! Terminou em beleza num jantar em Brooklyn (que ainda não fiquei a conhecer devidamente) e depois tive de dar uso à minha mais recente aquisição (cf. abaixo) para correr que nem doida e conseguir entrar no combóio da meia-noite segundos antes de partir. Cheguei a Princeton mais morta que viva, antevendo o despertar dioguino daí a quatro horas. Ahhh, mas valeu a pena :) Queridas amigas que ainda não vieram visitar-nos, venham quando quiserem. Despachem-se, que isto não dura para sempre.
04 maio 2011
america, america!
Mataram o mauzão. O preço da gasolina vai baixar e a taxa de desemprego já baixou. Não tarda, todos vão retomar a colecção de cartões de crédito e a compra de mansões gigantes nos subúrbios, mobiladas bienalmente e apetrechadas de jardim, deck, piscina, garagem para quatro automóveis (mais que só serve para guardar outras coisas). É o país onde é possível encontrar uma equipa de trabalho constituída por uma portuguesa, um veterano do Vietname, uma lésbica assumida, uma indiana, um judeu, laborando lado-a-lado com uma energia interminável, esperando o dólar ao final da quinzena. É o anúncio da Coca-Cola tornado realidade. É um sinal de esperança num mundo assolado de intolerância, injustiça, medo, desilusão. E eu sou a ave rara que quer dar o fora.
30 abril 2011
miaúfa
Li há dias uma mãe dizendo que não se inquietava com vírus e demais ameaças pequenas ao bem-estar filial. Pois eu tenho mais medo das doenças e sofrimentos dos meus filhos do que se me largassem no meio de leões com o rabo pincelado de molho BBQ. Não acredito em mães sem medo.
25 abril 2011
resoluções para 4 dias
Nesta semana em que estou sozinha com os filhos desligo o computador e vou aproveitar para ler, tomar longos banhos de imersão, adormecer de janela aberta com o coaxar das rãs, não cozinhar, não me irritar, não me apressar.
Está-se mesmo a ver.
Está-se mesmo a ver.
20 abril 2011
se ao menos isto e aquilo
Ontem estive a dar dicas de exercicios para as coxas a uma colega minha que podia ser modelo da Victoria's Secret. A sério que é tão gira e, como dizê-lo?, boa que eu própria quase lhe dava uma trinca; e, no entanto, anda preocupada com a firmeza das pernas.
Este ano consegui alcançar o ponto inédito em que me sinto, ao mesmo tempo, esqueléctica e gorda (em partes diferentes do corpo, claro). Quão estúpido é que é isso? Bastante. E, ainda assim, congemino planos, cremes, coberturas, tudo o que possa ajudar a apagar esta sensação de insuficiência. Ser mulher é uma coisa muito palerma, às vezes...
Este ano consegui alcançar o ponto inédito em que me sinto, ao mesmo tempo, esqueléctica e gorda (em partes diferentes do corpo, claro). Quão estúpido é que é isso? Bastante. E, ainda assim, congemino planos, cremes, coberturas, tudo o que possa ajudar a apagar esta sensação de insuficiência. Ser mulher é uma coisa muito palerma, às vezes...
19 abril 2011
da mediocridade
Não começo a escrever um dos vários livros que já pensei porque tenho horror a produzir uma coisa medíocre. Agora ando a ler de fio a pavio o blogue da Ana Cássia Rebelo e já nem me atrevo a escrever aqui. Ainda bem que não vejo programas de culinária senão a minha família arriscava-se a passar fome.
14 abril 2011
assim é que se conhecem os amigos
É tudo muito bonito, ah e tal, felicidades e beijinhos, mas a única pessoa que se chegou à frente para me oferecer o presente que pedi foi a Vera. Grande mulher, tu sabes aquilo de que este país precisa. E de ti na CMM, evidentemente!
13 abril 2011
parabéns a mim
Por estas horas (post programado, como quase todos) estou a comer bolo de framboesas ao pequeno-almoço. E depois vou transportar mais uns milhares de livros. Se quereis ser uns queridos e oferecer-me alguma coisa hoje, é um emprego jeitoso em Lisboa a começar a 15 de Setembro. Em não sendo possível, também gosto de chocolates, pronto.
12 abril 2011
coitados dos homens
O pessoal anda a falar, a propósito disto, manifestando solidariedade com as novas angústias paternais. É verdade, acredito que sofram. Mas tenho sobretudo pena deles porque os filhos pequeninos gostam mais das mães do que dos pais. E isso é injusto. Eles até podem chegar a casa, fugindo o mais cedo que conseguiram do trabalho, à espera de um abraço da criançada; mas o abraço dado à mãe é mais prolongado. Deve ser tramado.
Adenda: Faltou mencionar quem, com muito mais seriedade do que eu, falou do assunto. Perdoem-me a falha a Mãe Capotada, a Sofia, a Marta, a Duchess e quem entretanto se tenha aliado à causa.
Adenda: Faltou mencionar quem, com muito mais seriedade do que eu, falou do assunto. Perdoem-me a falha a Mãe Capotada, a Sofia, a Marta, a Duchess e quem entretanto se tenha aliado à causa.
as fronteiras da mitologia infantil
Gugas: "Mamã, a Fada Sininho existe mesmo?"
gralha: "Não, filho, é só uma personagem de desenhos animados, como o Mickey ou o Handy Manny. A única fada que existe mesmo é a Fada dos Dentes."
Enquanto proferia estas palavras apercebi-me do cerco que se aperta na minha vida familiar, da necessidade de esclarecer quais as fantasias oficiais do pedaço e quais aquelas que devem deixar-se cair. O Gugas anda muito inquieto com a diferença entre o mundo real e o imaginário, adora jogos de role-playing e tem uma quedazinha especial para o dramático. Ainda dá em actor de telenovela venezuelana, se não temos cuidado. De modo que a lista oficial de personagens imaginárias (shhhiuu, mas não digam aos meus filhos!) da família gralha é a seguinte: Pai Natal, Coelho da Páscoa, Fada dos Dentes e os Duendes que vivem na floresta junto à nossa casa. Vamos ver até quando dura...
gralha: "Não, filho, é só uma personagem de desenhos animados, como o Mickey ou o Handy Manny. A única fada que existe mesmo é a Fada dos Dentes."
Enquanto proferia estas palavras apercebi-me do cerco que se aperta na minha vida familiar, da necessidade de esclarecer quais as fantasias oficiais do pedaço e quais aquelas que devem deixar-se cair. O Gugas anda muito inquieto com a diferença entre o mundo real e o imaginário, adora jogos de role-playing e tem uma quedazinha especial para o dramático. Ainda dá em actor de telenovela venezuelana, se não temos cuidado. De modo que a lista oficial de personagens imaginárias (shhhiuu, mas não digam aos meus filhos!) da família gralha é a seguinte: Pai Natal, Coelho da Páscoa, Fada dos Dentes e os Duendes que vivem na floresta junto à nossa casa. Vamos ver até quando dura...
11 abril 2011
eu também quero fazer recomendações ao éfeémei
Estimados e simpáticos senhores (que daqui a uns anos nos vão perdoar a dívida, certo?),
Já que vão entrar pelo meu ninho dentro e desatar a gralhar acerca do que tem de ser feito em troco do vosso generoso "empréstimo", tenho algumas sugestões:
1. Aumento, e fiscalização efectiva, dos impostos sobre a propriedade mobiliária e imobiliária. Que não é só quem vive do trabalho que utiliza as estradas, os hospitais e as escolas.
2. Limitação máxima dos salários base de qualquer funcionário público ao nível do Presidente da República e do Primeiro-Ministro. Sim, isso incui CEOs de empresas e institutos públicos.
3. Benesses como viagens em primeira classe, automóveis topo de gama, motoristas e assessores particulares são apenas para ministros e presidentes. O resto partilhe ou pague a diferença do seu bolso.
4. Avaliação independente de todos os funcionários do Estado e despedimento daqueles que, por um período superior a 3 meses, tenham produtividade inferior a 80%. Bónus para os que tenham produtividade superior a 100%. (é assim comigo)
5. Todos os feriados (excepto o Natal, o Ano Novo e o Dia de Portugal) passam a ser gozados na segunda-feira ou sexta-feira mais próxima do dia em questão. Acabam-se as "pontes".
6. Redução do período de férias de qualquer funcionário do Estado a 22 a 25 dias úteis (consoante a produtividade) por ano. Isso inclui as férias escolares e judiciais, está claro.
7. Avaliação e redistribuição por leilão dos 2 milhões de hectares de terra abandonados, caso se confirme que isso se verifica há mais de 2 anos.
8. Obrigatoriedade da emissão de facturas/recibos por qualquer entidade fornecedora de produtos ou serviços.
9. Suspensão do pagamento de pensões por reforma/invalidez a todos aqueles que continuem a ter uma ocupação remunerada de forma contínua. Se estão disponíveis para trabalhar, não precisam ainda da pensão.
10. Penalização dos pagamentos às entidades públicas na área da educação, saúde e justiça (propinas, taxas moderadoras, etc.) aos cidadãos que, por rendimentos ou propriedade, estejam num nível socioeconómico correspondente aos 20% mais ricos do país de forma a garantir a gratuidade dos mesmos serviços aos 20% mais pobres.
E é só isto. Espero que ajude.
Cumprimentos grálhicos
08 abril 2011
o problema da peúga
Queridas americanas, por favor parem de usar peúgas de algodão com sabrinas. Não estou à espera de iniciar a revolução que vos faria deixar de usar peúgas de desporto todo o santo dia mas, pelo menos, quando usam sabrinas. É que prejudica-me as córneas, a sério. Obrigada.
07 abril 2011
realmente ja' devo estar muito americanizada
Por que diabo e' que os sindicatos convocaram uma nova greve geral para Maio? O governo nao caiu ja'??? A serio, e que tal deixarem as pessoas, tipo, trabalhar, para ver se as coisas nao pioram ainda mais? Que vergonha!
05 abril 2011
a proporcionalidade da coisa
O meu marido não me ofereceu uns Jimmy Choo como aconteceu à Cocó na Fralda; em compensação, fez-me panquecas de mandioca com côco e leite condensado. Quem já provou compreenderá o meu regozijo. (e teve de encomendar a farinha de mandioca da Amazon e tudo, vejam lá)
03 abril 2011
02 abril 2011
coisas boas da minha vida
Ir deitar-me e ter um desenho do Gugas escondido debaixo da minha almofada :)
01 abril 2011
por muito boa que seja a vizinhança
A falta que nos faz estar perto da família... Pelas saudades, pelos momentos irrepetíveis que não são partilhados, pelas falhas do Skype, pela necessidade que também nós, pais, temos de cólo. E por todas as vezes que precisamos de ajuda e não temos para onde nos virar. É muito difícil.
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