18 março 2011

existem dois tipos de pessoas

(as que acham que só há dois tipos de pessoas, e as que não estão de acordo com isso)

Nos tempos que correm, não distingo crentes de não crentes, altos de baixos, gordos de magros, esquerda de direita, portistas de adeptos de outras coisas, louros de morenos, nacionais de estrangeiros. A distinção que faço é só uma: entre as pessoas que, independentemente da sua situação profissional/financeira, conseguem ter empatia com quem não tem uma vida fácil, e as que não conseguem. É que cansam-me tanto os embirrentos com a história da geração à rasca, "ah porque eu também tive de trabalhar para comprar um carro e lá lá lá", como os que têm um emprego espectacular (hoje. amanhã...?), a casa de sonho, as viagens trimestrais de férias, e não fazem a mais pálida ideia de quão injusta, difícil e filha da mãe a vida pode ser.

4 comentários:

Ana C. disse...

A vida é cheia de tons de cinzento, mas há pessoas que insistem em ver tudo a preto e branco.

Melissinha disse...

É o meu novo lema: há os que pensam diferente de nós e depois há os bimbos.

Gaivota disse...

Empatia.É a chave.A diferença.O que afinal separa o trigo do joio.

Vera Dias António disse...

É, não é? Nestes ultimos tempos tenho agradecido muito termos, o Rui e eu, um emprego estável (acho eu...) e mesmo assim as coisas não são fáceis. Nem consigo imaginar como os casais se arranjam quando um perde o emprego ou mesmo alguém sozinho que não consegue um.
No dia da manifestação sentei-me um bocado na sicnoticias a ouvi-los. O que mais me impressiona é o haver tanta gente com tantas capacidades, com tanto para dar e que não consegue um emprego em que possar fazer algo util... isto é mesmo triste... Além da falta de dinheiro é o ir perdendo as capacidades/conhecimentos, é estranho. É estranho um país que tem mão de obra e massa cinzenta positiva que não aproveita... uma tristeza...