30 janeiro 2012

as vivências da dor

Depois de tudo na semana passada ou, melhor, durante tudo na semana passada, tive tempo para pensar que isto do sofrer também é uma coisa que nos distingue muito, pessoa a pessoa. Quando o nosso clube de futebol perde, há os que batem na mulher e há os que querem lá saber. Quando uma coisa daquelas mesmo más, mesmo omnipresentes, mesmo incontornáveis nos arrastam para o fundo do poço, também agimos todos de maneira muito diferente.
Eu percebi que tenho tendência para a dor exibicionista (que surpresa...). No dia em que me acontecer uma grande desgraça, não vou ser daquelas que se fecham num casulo; também não vou fazer de conta que nada se passa. Não, eu vou chatear toda a gente à minha volta, vou chorar toda a água e cloreto de sódio que tiver em mim, vou deitar cá para fora todas as palavras do dicionário e mais uns quantos neologismos, vou purgar aquela dor toda até perceber que, mesmo assim, ela não passa. Que não há grande dor que passe por método nenhum. O tempo lá a há-de transformar, mas não eliminar.
E o que é que ganhei com esta aprendizagem? Nada. Auto-conhecimento, vá. Mas o auto-conhecimento é uma característca claramente sobrevalorizada. Um subproduto da literatura de auto-ajuda. Ao contrário do sarcasmo, que também não serve para nada mas sempre nasce connosco.

Ah pois é, posts optimistas e com passarinhos só lá para Março. Fevereiro, se continuar sem chover e a EDP decidir que se enganou num zero da nossa última factura.

10 comentários:

Melissinha disse...

Eu só acho auto-conhecimento subvalorizado quando não serve para tentarmos corrigir defeitos, aproveitar qualidades e não cair em armadilhas.
Ou seja, quando é só paleio (como o meu).

gralha disse...

Vá lá, Melissinha, ninguém corrige coisa nenhuma. Disfarça-se melhorzinho.

Melissinha disse...

É bom na mesma!

Vera Dias António disse...

Desculpem lá mas auto-conhecimento funciona um bocadinho. Ou então é amadurecimento e eu estou a trocar os conceitos... tenho lido pouco ultimamente, ahahahah!
Da dor... eu fecho-me um bocadinho, mas também falo, especialmente se for dor partilhada.
Agora, tinhas que falar na EDP???? Eu pago 300 euros a cada 2 meses, este é o mês de pagar, a cada 2 meses ficamos miseravelmente mais falidos... Ah, viver no campo, ter água do furo, pura e cristalina e uma coisa que gasta energia à brava para puxar a água, LINDO!
Beijos e enquanto não vierem os passarinhos que continue o bom sarcasmo e muita saúde!
Dás-me os parabéns, fáxavor que o piqueno hoje bisa os anos???

Vera Dias António disse...

Desculpem lá mas auto-conhecimento funciona um bocadinho. Ou então é amadurecimento e eu estou a trocar os conceitos... tenho lido pouco ultimamente, ahahahah!
Da dor... eu fecho-me um bocadinho, mas também falo, especialmente se for dor partilhada.
Agora, tinhas que falar na EDP???? Eu pago 300 euros a cada 2 meses, este é o mês de pagar, a cada 2 meses ficamos miseravelmente mais falidos... Ah, viver no campo, ter água do furo, pura e cristalina e uma coisa que gasta energia à brava para puxar a água, LINDO!
Beijos e enquanto não vierem os passarinhos que continue o bom sarcasmo e muita saúde!
Dás-me os parabéns, fáxavor que o piqueno hoje bisa os anos???

gralha disse...

359 euros, toma lá que já almoçaste, e o único furo que temos é na sola dos sapatos, não tarda nada.

E já te parabenizei o moço, vê lá o mail :)

Vera Dias António disse...

pois, fui agora ver o mail e já lá estavam os teus parabéns ao beibi! És provavlmente a única pessoa que conheço que tem os aniversáris de toda a gente controlados... eu, como sabes, sou uma nódoa, ahahahah.
Obrigada!!!
359???? Mas bimensal, certo???

triss disse...

Eu também sou um bocadinho assim... exteriorizo sempre tudo, não que isso me valha de alguma coisa (pelo menos não em relação à dor em si mesma)
(espero que ele esteja a recuperar bem)

Não tens bi-horário? Bolas 359 é muitoooo. Eu tenho 2 aquecimentos a óleo a bombar a noite toda, mais máquina de secar (fora as outras).

gralha disse...

Bi-horário não me compensava (fiz as contas). O mal é que, com eles sempre doentes, o mais vulgar tem sido ter 3/4 aquecimentos a óleo ligados umas 22 horas por dia. O flagelo é esse.

triss disse...

Ah ok, o dia todo... nunca mais vem a primavera.