10 maio 2012

torcer-lhes o pipo e depois espremê-los contra o peito

Não sei se é só comigo que isto da maternidade tem muito de bipolar (se calhar já tenho inclinação natural). As minhas crias não me dão azo a um amor sereninho, mar de tranquilidade. Não, a coisa é sempre intempestiva e imprevisível. Num minuto há uma rabujice sem fim nem motivo, seguida do maior gesto de ternura e de grandes provas de maturidade. No segundo depois de ligar a máquina de roupa (ou geralmente por volta das 18h37, quando estou de roda dos tachos) há uma mega-cocozada nas cuecas, que se espalha pela roupa, pernas, a casa toda (enfim...), para depois haver festinhas muito meiguinhas e um 'pulpa Mamã...' que derretem as últimas neves do Kilimanjaro. É uma misturada de ralhetes e abraços, isto. É uma coisa muito pouco aconselhável a cardíacos.

11 comentários:

triss disse...

Eu acho que deve ser assim com todas as mães, eu pelo menos revejo-me bastante:-)

DNC disse...

Idem, idem, aspas, aspas.

Melissinha disse...

ó pá, tudo que envolve limpar merda é lixado.

Naná disse...

Idem pelas minhas bandas!
Mas o meu é mais furacão que devasta a arrumação (pouca) da casa... e é só um!

Rita disse...

"pulpa mãe" é coisinha para deixar qualquer uma pelo beicinho :)

Susie disse...

é... é isso mesmo.

Carla R. disse...

Foi das coisas que mais me desorientou, gritarias brutais e 2 minutos depois, na boa, como se nada fosse. E eu ali a tremer num canto durante meia hora, que nunca suportei berros. Sofri muito, sofri muito. Mas a coisa parece ir no bom caminho.
Imagina um ponto no horizonte e não desvies, podes ver golfinhos a saltar, mas continua na tua, vais ver que o teu ritmo cardiaco estabiliza.
(Evita as ondas zen em demasia, como vês deixam mazelas).

jmalho disse...

Me too...
chama-se a esquizonfrenia da maternidade :)
bjo

Ana C. disse...

Ouvido numa comédia romântica da treta que passava outro dia na televisão:
- Como é que é ser pai? - Pergunta um futuro pai a um pai, num parque infantil.
- É horrível. Depois é bom, estupidamente bom e tu vais às nuvens. Depois é horroroso. Mas logo a seguir ele faz uma coisa maravilhosa e tu sentes-te o tipo mais feliz do mundo. Depois é um pesadelo e tu sentes vontade de fugir. Depois sentes-te incrível......

Costinhas disse...

é isso.

Clinica Psicologia Lisboa disse...

É isso...o positivo e o negativo. De levar às nuvens e ao inferno. Pais e Mães destes tempos...quão S.Pedros nas portas do Sol a orientar o caminho dos seus filhos.