15 dezembro 2014

post mortem
















O atrito do carvão sobre o papel de gramagem generosa dá-me muito do que encontro na corrida. Descentra-me. Exige empenho. Equilibra-me os humores.
Mas é muito diferente noutras coisas. Efectivamente, estou parada. A suspensão do habitual corrupio obriga a olhar lá bem para a frente, para o fim de tudo. Quando o silêncio da pausa é absoluto, desarrumam-se as ideias. O vazio é gigante e o medo do nada, o medo do nada é maior ainda.

5 comentários:

D.S. disse...

Que espetáculo! Tenho sempre muita inveja de pessoas que sabem desenhar.
Cada vez faz mais falta hobbies que não envolvam estar especado em frente a um ecrã. Este é ótimo :)

Melissinha disse...

Só ao te ler é que vejo como preciso algo que me descentre e que exija empenho. Fiquei angustiada.

(Excelente desenho!)

gralha disse...

D.S., às vezes tenho mesmo a sensação que só sei estar a correr ou agarrada a um teclado, ou a um livro. Há de haver outras coisas na vida.

Mensagem para culpossauro melissiano: Querias! Era só o que faltava, aproveitares um post meu para mais uma dentada.

(Obrigada)

Naná disse...

Já eu ando tão descentrada que só precisava mesmo era de um pouco de silêncio...

Que inveja deste teu talento!

gralha disse...

Precisas de ir dar uma volta sozinha até à Arrifana, Naná. Se pudesse, ficava-te com os meninos para dares um pulinho até lá.