27 junho 2014

fel

Com certeza absoluta, só sei de uma pessoa que me odeia. Se mais alguém houver, disfarça o suficiente para me passar ao lado. O que não é difícil, dada a minha muito estimada inocência. Mas esta pessoa exala fumo tóxico quando passa à minha beira. Nunca percebi porquê e já desisti de tentar encontrar motivos. A cada oportunidade, encosta-me a uma esquina e lança-me o seu veneno com as mesmas presas lustrosas com que sorri cinicamente. Hoje estava muito cansada e a ferroada doeu. Só não custou mais porque tive, logo de seguida, uma boa notícia que me deixou respirar ao fim de vários meses de incerteza profissional.
Dizem que a bondade é contagiosa mas a maldade é muito mais requintada: com um jeitinho insidioso, fica a trabalhar pela calada e apodrece-nos as entranhas. Imagino como seria se coleccionasse ódios como tanta boa gente que para aí anda e mais se expõe. Lá se ia à vida este luxo que é a fé na humanidade.

7 comentários:

Ana. disse...

Não, isso nunca! Perder a fé na humanidade por causa de um punhado de gente(ou apenas de uma pessoa) infeliz é que não!
E parabéns pela boa notícia, tenho a certeza de que é merecidíssima!
;)

Inesa disse...

Se precisares de alguém para lhe dar um "correctivo" é só dizeres.
O conceito de justiça do meu "deus" é muito mais lato... E justo, diga-se de passagem.

Melissinha disse...

Nobody puts Baby on the corner!

Naná disse...

O melhor a fazer a gentinha odiosa é dar-lhes indiferença. Nada os ferroa mais...

O mal é que é mais fácil dizer que fazer... e por vezes somos apanhadas na curva...

Bom saber que há boas notícias :)

mmm´s disse...

Quem coleciona ódios, não poder ser "boa gente"!

Amigo Imaginário disse...

Sofro do mesmo mal... com a diferença de a pessoa usar os meus filhos para me atingir, o que faz a dor triplicar. Todos me dizem para ignorar e eu tento, a sério. Mas dói.

gralha disse...

Obrigada, Ana :)

Inesa, ponho-me às tuas cavalitas e assim já chego lá acima para lhe dar umas belinhas.

Melissinha, vou adoptar esse lema imediatamente.

Naná, quando temos de lidar profissionalmente com pessoas complicadas não dá para evitar.

mmm's, não sei nada da colecção da dita pessoa mas diria, que neste tipo de colecção, um cromo já é demais.

Amigo Imaginário, isso é mau demais, nem quero imaginar.