08 novembro 2010

ainda da vida social do gugas

Ontem o Gugas teve a primeira festa de anos de colegas da turma e finalmente percebi por que é que ele não se queixa por lhe fazerem a vida negra e continua a gostar da escola. É que a coisa não é generalizada mas apenas reduzida a um certo número de rufias, que também gostam de chatear o resto da turma. Na verdade, fiquei muito feliz por verificar que há outros meninos que gostam de brincar com o meu filhote, que o chamam, que ficam felizes quando o vêem chegar. Sobretudo, as duas meninas mais giras da turma não param de lhe fazer charme e de andar à volta deles. E se isto é a vida que o espera - um punhado de parvos mal-educados que implicam com ele e outro punhado de miúdos simpáticos que o acolhem - acho que posso viver com isso.

8 comentários:

I. disse...

O meu sobrinho, que é um paz d'alma, que não se mete em bulhas nem chateia ninguém, é vítima preferencial de dois palerminhas da mesma turma. Gozam-no, abifam-lhe gormitis, enfim, uns estuporzinhos. Eu não percebo. O puto é mesmo boa onda, e nem dá troco. E os pais daqueles mosntrinhos, e as educadoras, os professores? Raios. Não é justo, e a minha vontade é ir lá à escola e correr os outros a pontapé :(

Vera Dias António disse...

Ó amiga, não é a vida social do Gugas, é o retrato da vida real de todos nós, não é???? há sempre alguém que implica, que nos pega de ponta, que tem prazer em tornar-nos a vida dificil, depois há os outros, os amigos.
É a p... da vida, só que com eles, em escala pequenina, desfaz-nos o coração. Por outro lado, quanto mais cedo aprenderem...
Olha, o Rui é mio radical e anda aborrecido porque tanto dissemos ao Ruca para não bater que agora é ele que apanha... então este fim-de-semana cada vez que um dos mais velhos batia no irmão e ele chorava, o Rui pegava-lhe na mão e dizia: agora vai bater-lhe também. Primeiro fiquei de boca aberta, chamei-o à cozinha e perguntei-lhe por que é que estava a fomentar a violencia entre eles, ao que me respondeu: é a vida real, têm que aprender a defender-se, além de que eu estou lá a controlar, não se vão espencar, só quero que aprendam a retaliar...
Pronto, a técnica passou a ser esta, claro que no final fazem as pazes e aprendem a partilhar (porque as brigas deles são sempre pela posse do mesmo livro/brinquedo), mas a ideia agora é aprender a retaliar, para não se deixarem ficar hoje, nem ao longo da vida.
Bolas que é mesmo dificil introduzir os filhos na sociedade, por mim agarrava na trouxa e comprava uma casinha numa serra qualquer, no meio de nada, e iamos viver como nómadas, LOL

Catarina disse...

Gralha, todos os rufias têm os seus pontos fracos.
É uma questão de estar atenta aos pequenos sinais.
Dou-te um exemplo: Na sala da Isabel há um miúdo que é do pior, sempre foi. Mal educado e morde tudo e todos.
No outro dia o meu marido foi buscar a Isabel à escola e levou o nosso cão (que é um labrador pachelgas e inofensivo). O dito miúdo tremeu de medo do cão.
Quando ele me contou combinámos, à minima investida da criatura contra a nossa pequena (e atenção que a nossa tem 3 anos e o dito tem 5) insinuamos uma visita do nosso Popov. Uma visita amiga, claro! Uma visita em especial para ele, para lhe mostrar que se ele gosta de afiar os caninos dos braços dos outros meninos, os caninos do Popov também são bem bonitos...
Deus queira que não tenha que por o plano em prática, mas desconfio que iria resultar!!!

Luna disse...

não é só nos states que isso acontece, aqui no Portugas isso tb acontece, é consquencia de sociedade moderna, salvasse quem puder começa desde o infantário.
já percebi alguns muídos o ano passado metiam com o meu, chamavam bebe e o gozavam por ele chorar muito.
Até já ensinei que não deixassem bater, se lhe derem um pontapé ele lhe dé troco, imagina ensinar isso a uma criança nunca pensei.
bjos
Luna

gralha disse...

Às meninas que tão amavelmente sugerem que eu ensine o Gugas a retaliar: permitam-me dizer que, apesar de eu ser favorável à violência em geral, e em particular à exercida por mim, neste país não posso correr o risco que o meu filho dê um beliscão que seja a alguém que nos possa processar, uma vez que nem vendendo o meu jeitoso corpinho eu podia pagar a indemnização.

Catarina disse...

Então aí está, gralha, e porque é que tu não ameaças apresentar queixa?

Costinhas disse...

gralha lol para o teu comentário

quanto ao post: é assim que aprendemos. ou então não.

gralha disse...

Catarina, porque para processar alguém precisamos de um advogado. E o corpinho continua a não ser suficiente para os honorários do mesmo.