09 abril 2010
adorava escrever qualquer coisa sobre qualquer coisa que não filhos
Mas agora a minha vida é mesmo só isto. Eu amo de paixão os meus ricos rebentinhos, mas diz que havia uma pessoa antes com características próprias, sentido de humor, ideias, sei lá. Bom fim-de-semana para vocês. Esta foi boa agora, fim-de-semana. Já não me lembro do que é "fim-de-semana". E férias, então? Xinapá, isso é que era bom. Pronto, agora vou parar de escrever porque já se deve estar a notar o desequilíbrio mental.
07 abril 2010
bebés e ambientalismo
Os bebés são, ao mesmo tempo, uma chamada de atenção para a necessidade de preservar o Planeta e uma grande desculpa para a preguiça no cuidado com a protecção do ambiente. Verdade seja dita: uma mãe mal dormida há não sei quanto tempo tem pouca paciência para usar menos a máquina de louça, para encher a máquina de roupa, para recusar todas as facilidades prontas-a-usar-e-deitar-fora. Ainda assim, lá resolvi quase abolir as toalhitas, mudar para as almofadas de amamentação reutilizáveis - que não recomendo, é ver o leite a pingar para tudo quanto é roupa, mas lá faço o sacrifício - e para as fraldas reutilizáveis. Estas, que chegaram no Sábado (como eu adoro as compras online!) e custaram cerca de 160 euros (20 unidades). Vamos lá ver, depois logo dou o meu veredicto.
06 abril 2010
o limite (ou ainda a saga da maminha)
Descobri agora que tenho um limite na minha capacidade de me preocupar. Apesar de ser uma violência primordial para uma mãe ouvir um filho chorar com fome e não poder acudir. Apesar de me custar respirar, pensar noutra coisa, tratar do filho que come. Chega uma altura em que temos de parar um pouco e pensar que já estamos a dar o nosso melhor, que ele vai crescer, que a coisa há de melhorar. A racionalidade custa muito nestas alturas e só dura até à próxima hora em que tentamos de novo. Mas é o meu filhinho muito pequenininho, que precisa de mim com a cabeça no sítio e a sorrir para ele, sempre, mesmo quando engulo as lágrimas de frustração.
01 abril 2010
segundo mês
Filhote pequenino, que mês atribulado foi este! Já vais fazendo intervalos de 4 a 5 horas de noite mas o difícil é fazer-te mamar, uns dias melhores do que outros. Tens de estar para aí virado, muito sossegadinho, e que nada te perturbe. Quando a coisa corre de feição, brindas-me com uns grandes sorrisos (ainda um exclusivo da mamã) e com gritinhos muito determinados, como se tivesses já vontade de conversar comigo. Continuas a adorar tomar banho, com a água muito quente - como também gostas do leite - e já começas a tentar alcançar os brinquedos, mas falhas redondamente. És um bebé calminho e és a coisa mais linda do mundo quando ficas sonolento e afocinhas na curva do meu braço. Conhecer-te um pouco mais a cada dia faz-me apreciar-te a amar-te cada vez mais.


31 março 2010
o desespero
Nem maminha, nem biberon, nem mãe, nem pai, nem leite materno, nem leite artificial, o Diogo não quer comer. Hoje lá marchou qualquer coisita mas esta noite foi para esquecer... Espero que melhore porque é mesmo uma aflição ter um filho que não se deixa alimentar. Tenho de ter mais paciência do que alguma vez sonhei que pudesse ter... E pensar que o meu pai - e eu, já agora - também eramos assim e não morremos de inanição. Já estou mesmo a ver a cena à mesa, daqui a uns anos, com o Diogo a passar comida ao Gugas às escondidas.
30 março 2010
29 março 2010
estava mesmo a precisar
Ontem calcei os ténis, iPod nos ouvidos, e saí de casa para correr um bocadinho. Depois de tantos meses, faltava-me o fôlego nas subidas e fiquei vermelha como um tomate, mas soube tão bem! Nada me descansa a cabeça como o exercício físico. Boa semana!
26 março 2010
não é bonito mas é verdade
Não imaginava que me ia ressentir do mais velho por não me deixar gozar o meu novo bebé à vontade. Por vir tocar harmónica para o pé de mim quando estou a amamentar e me lixar o esquema todo. Por se pôr a martelar quando acabei de passar uma hora a adormecer o outro - e acordá-lo.
Não imaginava que me ia ressentir do mais novo por obrigar o mais velho a transformar-se, de repente, num menino crescido. Por me roubar quase todo o tempo que tinha para brincar com ele. Por me deixar tão cansada e rabugenta que me zango com o mais velho à mínima coisa. Por começar a chorar quando, finalmente, me tinha sentado a fazer puzzles com o outro, como tinha prometido.
Mas depois deito os meus dois rapazinhos, lado a lado, e a imagem é tão perfeita que me inunda o coração de amor. E tudo se encaixa no seu lugar.
Não imaginava que me ia ressentir do mais novo por obrigar o mais velho a transformar-se, de repente, num menino crescido. Por me roubar quase todo o tempo que tinha para brincar com ele. Por me deixar tão cansada e rabugenta que me zango com o mais velho à mínima coisa. Por começar a chorar quando, finalmente, me tinha sentado a fazer puzzles com o outro, como tinha prometido.
Mas depois deito os meus dois rapazinhos, lado a lado, e a imagem é tão perfeita que me inunda o coração de amor. E tudo se encaixa no seu lugar.
25 março 2010
estou mesmo triste
Em 3 anos, habituei-me a um Gustavo que mamava com sofreguidão, que se lambia quando via chegar a papa, que chora quando não há sopa, que me pede as batatas e o alho que estou a descascar, que abre o frígorífico e diz, como quem não quer a coisa, "olha, está ali um bocadinho de queijinho...".
O Diogo é uma história bem diferente. Durante o primeiro mês a coisa correu bem. Era sacar da maminha e, pumba, trigo limpo farinha amparo. Desde há umas semanas para cá, começou a mamar cada vez menos. Agora, mama uns 5 minutos e depois fica a olhar para mim em adoração, como quem diz: "obrigado Mamã, já estou satisfeito". Já tentei tudo, já perdi e recuperei a paciência muitas vezes, mas é claro que acabo por ter de lhe dar biberon (que lhe pinga na goela quer ele queira, quer não). E como não tenho vida para andar a fazer isso e a dar à bomba 8 vezes por dia, o meu leite está-se a acabar. Daí a minha tristeza. Eu sei que cada constipação que ele apanhar e cada erro que der no ditado não vão ser devidos ao leite articificial, mas também sei que, irracionalmente, me vou sentir culpada. E, pior de tudo, fico mesmo, mesmo, mesmo triste por perder esta forma de intimidade sem par. É uma dura realidade mas, não, não é a mesma coisa dar biberon, por muito enroscadinhos que estejamos. Por isso vou só ali chorar mais um bocadinho e rezar que ele não comece a achar que o biberon também não lhe agrada.
O Diogo é uma história bem diferente. Durante o primeiro mês a coisa correu bem. Era sacar da maminha e, pumba, trigo limpo farinha amparo. Desde há umas semanas para cá, começou a mamar cada vez menos. Agora, mama uns 5 minutos e depois fica a olhar para mim em adoração, como quem diz: "obrigado Mamã, já estou satisfeito". Já tentei tudo, já perdi e recuperei a paciência muitas vezes, mas é claro que acabo por ter de lhe dar biberon (que lhe pinga na goela quer ele queira, quer não). E como não tenho vida para andar a fazer isso e a dar à bomba 8 vezes por dia, o meu leite está-se a acabar. Daí a minha tristeza. Eu sei que cada constipação que ele apanhar e cada erro que der no ditado não vão ser devidos ao leite articificial, mas também sei que, irracionalmente, me vou sentir culpada. E, pior de tudo, fico mesmo, mesmo, mesmo triste por perder esta forma de intimidade sem par. É uma dura realidade mas, não, não é a mesma coisa dar biberon, por muito enroscadinhos que estejamos. Por isso vou só ali chorar mais um bocadinho e rezar que ele não comece a achar que o biberon também não lhe agrada.
24 março 2010
a minha futura nora
Gugas: "Por que é que o Papá te dá beijinhos na boca?"
gralha: "Porque é o meu namorado."
G: "Quando for grande também vou ter."
g: "E queres uma namorada ou um namorado?"
G: "Uma namorada."
g: "E queres que seja grande ou pequenina?"
G: "Grande."
g: "E queres que seja loura ou morena?"
G: "Loura."
g: "E gorda ou magrinha?"
G: "Magrinha."
g: "Americana ou portuguesa?"
G: "Americana."
E pronto, é assim que, apesar da educação socialmente aberta e sem preconceitos que tento dar, o meu filho já definiu o parceiro amoroso ideal. Aparentemente, é uma bimba texana qualquer...
gralha: "Porque é o meu namorado."
G: "Quando for grande também vou ter."
g: "E queres uma namorada ou um namorado?"
G: "Uma namorada."
g: "E queres que seja grande ou pequenina?"
G: "Grande."
g: "E queres que seja loura ou morena?"
G: "Loura."
g: "E gorda ou magrinha?"
G: "Magrinha."
g: "Americana ou portuguesa?"
G: "Americana."
E pronto, é assim que, apesar da educação socialmente aberta e sem preconceitos que tento dar, o meu filho já definiu o parceiro amoroso ideal. Aparentemente, é uma bimba texana qualquer...
23 março 2010
olha, ainda me lembro do que é o futebol
Adoro ser do FCP quando o meu clube - lindo, lindo, azul e branco e lindo - perde. Ajuda-me a criar empatia com os simpatizantes dos restantes clubes, mais habituados aos empates e às derrotas.
22 março 2010
as injustiças da vida parental
Comentando a viagem do pai-gralha, esta semana:
mãe-gralha: "Que sorte, vais a Washington..."
pai-gralha: "Pois é. E vou passar uma noite no Marriot."
mãe-gralha (sozinha com os dois pintos): "Eu vou passar uma noite de Merdiot..."
mãe-gralha: "Que sorte, vais a Washington..."
pai-gralha: "Pois é. E vou passar uma noite no Marriot."
mãe-gralha (sozinha com os dois pintos): "Eu vou passar uma noite de Merdiot..."
20 março 2010
eu mereço
Não posso dormir mais de 2 horas de seguida, não posso dormir de barriga para baixo, não posso beber alcoól nem café, não posso ir correr - felizmente já há outras coisas que posso - não posso comer uma série de alimentos, não posso fazer um sem fim de coisas. Posso comprar sapatos. Pelo menos estes, pelos quais paguei cerca de 33 euros. Ai que saudades da Seaside à porta de casa... Chamem-me pirosa, vá, a ver se eu me importo.
19 março 2010
quando for grande



Quero ter o estilo desta personagem (Ellen, do Damages), desempenhada pela Rose Byrne. Até temos tanto em comum: somos mulheres, morenas, vivemos perto de Nova Iorque. Só me faltou a sorte grande da genética. E o estilo, claro.
17 março 2010
começo a gostar disto
Saímos de casa, Diogo no marsúpio, Gugas a tentar aprender a andar de bicicleta. Às tantas, largámos a bicicleta e fomos andar pelo jardim para ver se já dava para chegar ao canal. Ouviam-se os passarinhos - tantos! picapaus, pintarroxos, estorninhos (nesta altura é que eu gostava de ser bióloga) -, os gansos e as rãs. O ar tinha um cheiro doce e foi difícil arranjar razão para voltar para casa. Andamos a planear piqueniques no meio da floresta. E, se calhar, ainda me habituo a esta vida e não sei como será voltar ao barulho e ao lixo do centro da cidade.
15 março 2010
a gralha e a desordem
Não há como as mudanças na vida para nos ficarmos a conhecer melhor. Eu já sabia que era arrumada. Já sabia que era um pouco perfeccionista. Não sabia era que não sei lidar muito bem com a absoluta desordem - e se há coisa de que não me safo agora é de uma boa dose de desordem. Os Legos já invadiram quase todas as divisões da casa. A cozinha nunca está realmente limpa. Há sempre roupa para lavar. Algumas pessoas podem olhar para a minha casa e ver um lar, que cheira a bolos e tem brinquedos por todo o lado. A mim, faz falta ver as coisas nos sítios. Fico mesmo desorientada. Só que acho que vou ter de me habituar, que remédio.
12 março 2010
3 anos
Era uma vez um desejo que se tornou numa surpresa, que se tornou num bebé e agora é um rapazinho. O meu Guguinha já tem 3 anos. Tantos sorrisos, tanta doçura, tantos disparates, tantas brincadeiras, tanto tempo que passámos juntos, um privilégio incomparável poder acompanhar de perto o teu crescimento. Tens mudado muito neste tempo em que temos estado fora de casa. Continuas bem-disposto e sociável mas agora conheço-te uma faceta mais sensível e respondona. Mesmo nos dias em que só me contrarias, mesmo quando estou mais cansada, consegues fazer-me sorrir. Conheço-te como a ninguém e o mais engraçado é que também começas a conhecer-me muito bem. Acho que vou sempre achar-te o menino mais lindo do mundo. Adoro-te imensamente.
10 março 2010
ai julgavas que tinhas a escola toda?
Este filho está a ser uma lição de humildade. O que se aplicava tão direitinho com o Gugas agora tem de ser revisto, repensado, virado de pernas para o ar. Os bebés são todos diferentes e a única coisa que podemos fazer é tentar conhecê-los e fazer o melhor que conseguimos. Uma coisa se mantém é a importância de confiar no instinto. Aquela pessoa pequenina precisa que cuidemos dela e a verdade é que ninguém como nós pode saber do que precisa.
08 março 2010
personalidades
Que fique bem claro, para quem ainda tem dúvidas, que os gostos de cada um já vêm muito de nascença. Ah, e tal, que a socialização e a educação e mais não sei o quê. Sim senhor, isso tem o seu peso. Mas como explicar que, dos meus dois filhos, um é comilão desde a nascença (como o pai) e outro começa a revelar-se pisco (como a mãe)? Eu mereço, eu sei que mereço, que a minha mãe bem sofreu toda a vida para me convencer a comer.
07 março 2010
ela está aí a chegar
A Primavera. A sério que não é para vos fazer inveja, moradores de Portugal, mas a Primavera está mesmo a chegar aqui ao outro lado do Atlântico. Apesar da neve que ainda não derreteu em frente ao meu alpendre, apesar de as árvores ainda estarem despidas, os passarinhos cantam lá fora e o ar já tem outro cheiro. Estamos todos a precisar de Primavera e esta estação do ano tem outro sentido quando temos bebés - parece que está tudo no seu devido lugar :)
06 março 2010
04 março 2010
é oficial
Estou mesmo cansada. Hoje sonhei que já tinha dado maminha às 4h30 da matina - podia jurar! - e dormi regalada enquanto o meu filhote balia de fome. Culpa, culpa, culpa! Respondo torto ao Gugas, não tenho paciência para nada, e nunca como agora precisava de a ter. Troco as palavras, não sei a quantas ando. É muito. O tema "superwoman" da Alicia Keys toca em repeat na minha cabeça mas ando mesmo a virar o boneco.
03 março 2010
primeiro mês
É estranha esta sensação de que não és o único. E, ainda assim, és único. Passei a ter dois corações a bater a compasso e confesso que ainda não me habituei a isso. És de uma seriedade imperturbável. Mamas e dormes bem, as cólicas com hora marcada ainda não nos bateram à porta. Procuras-me quando não me sentes perto e segues a voz do teu irmão, que te enche de beijinhos com migalhas de bolacha. És o meu muito pequenino, já tens um mês e és formalmente um cidadão americano. Já sei que não vou ver o tempo passar contigo e tenho de aproveitar cada momento. Parabéns fihote :)


01 março 2010
W factory
Este é o momento em que o gralhar ultrapassa as fronteiras da blogosfera e se aventura no mundo empresarial. A W factory - fábrica de palavras - pretende servir as pessoas e empresas com desafios ao nível da escrita criativa, da tradução e da edição técnica. Os meus parceiros e eu trabalhamos em vários domínios e várias línguas. Visitem o sítio http://thewfactory.com para ficarem a conhecer melhor este projecto e não deixem de o sugerir aos vossos amigos. Obrigada!
28 fevereiro 2010
as catástrofes
Este ano promete tornar-se inesquecível por más razões, tal é a quantidade de catástrofes que têm assolado o mundo um pouco por toda a parte. Sentimo-nos pequeninos e angustiados, pensamos nas nossas famílias e naqueles de quem mais gostamos, perguntamo-nos o que faríamos se fosse connosco. E eu sonho quase todas as noites com um incêndio, um furacão, uma desgraça de onde tenho de salvar sozinha os meus dois passarinhos. É nestas alturas que sentimos que uma para dois pode ser mais do que aquilo com que conseguimos lidar. Acho que foi em parte por isto que, inconscientemente, sempre me esforcei para que o Gugas se tornasse o mais independente possível, apesar de ainda ser pequenino. O meu coração está com todas as vítimas e com todos os que partilham os meus receios.
26 fevereiro 2010
fico
Já estou habituada ao tamanho XXL de tudo. A neve chateia menos do que a chuva e a humidade constante que ameaçam tornar-se típicas do nosso país. Este é um lugar tranquilo e lindo, como o devem ser os lugares da infância, da infância dos meus filhos. Quero que estejamos juntos e se, por agora, tem de ser aqui, é aqui que fico.
25 fevereiro 2010
ser mãe de dois II
Andar a fazer tudo e mais alguma coisa com o pequenino pendurado na maminha. Dava um jeitaço que fossemos chimpanzés para ele se agarrar sozinho mas, mesmo assim, só com uma mão, consegue-se fazer maravilhas.
23 fevereiro 2010
palpites, a sequela
Posso gritar um bocadinho, posso? AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH. Uma pessoa pensa, na inocência dos seus quase 31 anos, que, ao segundo filho, as pessoas se inibem de dar palpites a torto e a direito. Errado. E eu, com a minha mansidão de rinoceronte, tenho de contar até 10, até 100, até 1000 em todas as línguas que conheço.
22 fevereiro 2010
shhh, não digam a ninguém
Sabe-me tão, tão bem hoje ficar sozinha com o pirolito mais pequeno enquanto mandei o maior para Nova Iorque com os Avós. Acho que sabe bem a todos. Finalmente, posso dar maminha em sossego. E até existe a ténue possibilidade de conseguir ver um filme e adormecer no sofá!
19 fevereiro 2010
daddy's little girl
Amanhã chega o meu Papá. Já não o abraço há 4 meses e 14 dias. Vamos ver se sobra algum mimo para mim, agora que tem dois netos :)
17 fevereiro 2010
não pode ser assim tão cor-de-rosa, pois não?
Acho que isto de ter mais um filho e etc. e tal ainda não bateu a sério. Sinto-me bem, esqueço-me que estive grávida, ando com um sorriso. Não me custa assim tanto levantar de noite (só custam as cólicas dele!) e ando com uma paciência de semi-santa para as mudanças de humor do filho único promovido a mais velho. Ontem mandaram-me para a sucata o carro que deixei estacionadinho na garagem em Lisboa e só penso no bom que é ninguém se ter magoado. Será que me andam a pôr Prozac no sumo de laranja? É que não é suposto isto ser assim e eu não ter vertido ainda nem uma lágrima. Estou à espera do momento em que vejo uma cena qualquer mais comovente na televisão e desato num pranto. Denial is a river in Africa...
16 fevereiro 2010
o método de tortura mais antigo do mundo
O quêêê? Já passaram três horas...? Anda cá filhote pequenino. Au! Não me mordas a maminha. Pronto, pronto. Ei, não pares, estás a deixar sair tudo por fora! Isso mesmo... Não, não te engasgues! Oh não, outra vez soluços... Vá lá, só um arroto pequenino. Vá lá... Senão vais ficar cheio de cólicas... Ups, que é isto? Vamos lá mudar a fralda. Pronto, mama lá mais um bocadinho. Só mais um bocadinho, senão ficas com fome daqui a nada. Meu borrachinho, pareces uma bolinha de neve com este babygrow... Não, não, não bolsa para cima do cabelo da mamã! Pronto, vamos lá dormir como um lindo menino. Deito-te bem embrulhadinho, és a serenidade personificada. Shhhhhhhh... Vamos dormir. Já estou deitadinha, finalmente. Que macia é a minha caminha... Zzzz... Uéééééééé!!!!
15 fevereiro 2010
dia dos namorados
Ontem fui jantar fora com o meu namorado. Vesti o vestido, calcei os saltos altos e passeámos de mão dada. Bebi um batido de morango com uma cereja no topo. Só não digo onde fomos e quantos minutos demorámos para não estragar o cenário idílico.
12 fevereiro 2010
dunguinha
Meu querido pequenino, as coisas são tão diferentes contigo... Fazes-me lembrar aquela canção dos Deolinda, que diz "o nosso amor é clandestino". Não posso ficar a namorar-te horas a fio, não posso atender imediatamente a cada suspiro. Mas tu és um menino bom e tens sabido partilhar o tempo e o espaço com o teu mano. A tua vida vai ser sempre uma partilha, mas isso é acima de tudo bom. Tens um irmão que já gosta muito de ti, que te faz as festinhas mais cuidadosas e põe 3 caixinhas de música a tocar em simultâneo para "te adormecer". Ainda és uma migalhinha mas já inundas o meu coração como a maré cheia. És meu, muito meu. E espero conseguir sempre fazer-te sentir único.
11 fevereiro 2010
a piadinha óbvia
Então parece que, por esses lados, estão a tentar tapar o Sol com a peneira? Por que é que se perde tanto tempo com estas palhaçadas no nosso país?
10 fevereiro 2010
heidi klum power
Se eu acreditar muito muito muito que sou uma top model alemã vou ficar com o corpinho igual ao que era antes em 15 dias, não vou? Vou. As calças já servem. Se eu não respirar.
08 fevereiro 2010
ser mãe de dois I
É aproveitar a sesta do segundo, que fica com a Avó, e ir brincar para a neve com o primeiro. Oh para mim a andar de tobogã cinco dias depois do parto - o que é revelador de como este foi mais fácil -, oh para mim de rabo para o ar a fazer casinhas. Porque o primeiro precisa muito de brincar com a mãe e tem todo o direito.
p.s. Muito obrigada por todos os vossos comentários e e-mails parabenizantes :) É muito bom sentir que a nossa alegria se espalha um bocadinho por tanta gente.
p.s. Muito obrigada por todos os vossos comentários e e-mails parabenizantes :) É muito bom sentir que a nossa alegria se espalha um bocadinho por tanta gente.
04 fevereiro 2010
eu tenho dois amores, tararã!

Como a Vera já anunciou, o nosso querido Dioguinho nasceu ontem, às 14h30, com 39 semanas, 3,350 kg e 52 cm. Correu tudo bem (cf. plano de parto para detalhes, porque foi basicamente isso), e agora estamos a mimar-nos e a reconhecer-nos do lado de fora. É impressionante a coincidência mas este segundo filho também é o bebé mais lindo do mundo :)
03 fevereiro 2010
tenho sono
E contracções de 7 em 7 minutos. Pelo menos ainda vi os dois primeiros episódios da última série do Lost.
isto vai entrar em modo tweeter
Ainda não são 3 da manhã. Está a nevar. A intensidade e dôr das minhas contracções fazem-me pesar se tenho mesmo de acordar o Gugas agora...
02 fevereiro 2010
39 semanas
Acho que esta é uma altura tão boa como qualquer outra para fazer o balanço final desta gravidez. Já aqui disse que a segunda custou um bocadinho mais do que a primeira mas, mesmo assim, não seria justo queixar-me muito. Foi chato andar enjoada durante tanto tempo - só muito recentemente deixei de ter o vómito ocasional. Mas não tive tanto sono - umm, será que o facto de dormir 10 horas todas as noites ajuda? Fez-me muita falta a actividade profissional e física, para me sentir mais activa e andar entretida mas, por outro lado, tenho agora um filho mais velho com quem me entreter. Não dá sequer para comparar a ansiedade, as dúvidas, a impaciência - da outra vez, cada semana durava um mês e a cada ida ao médico tinha uma lista de perguntas. Mais uma vez, não soube o que são dores nas costas nem inchaços - mas desta vez passo a noite a levantar-me para fazer xixis de passarinho. Espero que signifique que a cabeça está encaixadinha. Desta vez, também tive desde muito cedo várias contracções de Braxton-Hicks, mas agora já quase nem ligo, elas acabam por passar. E pronto, foi assim. Se me perguntarem se sinto nostalgia por esta ser, provavelmente, a minha última gravidez, a resposta é fácil: não. Adoro ter filhos, adoro ser mãe mas nunca gostei muito de estar grávida. Gostava muito que a vida me desse as condições para adoptar mais uma criança mas não sinto necessidade de gerar mais nenhuma pessoinha, estou realizada :) Venha agora o parto!



9 meses de Gustavo
9 meses de Diogo
31 janeiro 2010
já tenho mais um sobrinho!
Já nasceu o Lourenço, o filho da minha amiga Vera :) Não sei detalhes, mas parece que estão bem. Fico muito feliz por acordar com uma notícia tão feliz neste dia de sol! Quem vem a seguir, será a Ana C.? Será a Morgy? Eu é que não devo ser de certeza, que o Diogo está à espera da avó que chega no próximo Sábado, como um lindo menino.
30 janeiro 2010
que feiinha que é a inveja
De cada vez que vou às consultas de saúde materna apanho uma enfermeira diferente. Quanto mais elas pesam, mais peso me atribuem naquelas fabulosas balanças de merceeiro com que nos avaliam (e o inverso também se aplica). A sério, porquê? Acham que uma pessoa já não sofre o suficiente quando, ao comprar o bilhete para este país, o peso passa automaticamente para os 3 dígitos?
29 janeiro 2010
com 13 dias de atraso
Isto fez 4 anos. Isto é o gralha dixit. A minha vida mudou muito ao longo deste período de tempo, os temas mudaram q.b. e eu também mudei um bocadinho. Mas só um bocadinho, e acho que ainda escrevo de uma forma semelhante. Será que ainda há algum leitor que me acompanhe desde o início? De qualquer forma, obrigada aos antigos e novos visitantes que por cá passam. Para mim, ainda vale a pena abrir o blogger e dizer meia dúzia de coisas de vez em quando - sempre foi esse o objectivo.
28 janeiro 2010
eu até gostava de ser sempre a mãe extremosa
e dizer que nada mais me passa pela cabeça agora do que o meu filho mais velho, quase a tornar-se irmão mais velho, e o meu filho mais novo, quase a tornar-se cidadão americano (cruzcredo!). Mas não, também me passa muito pela cabeça o Guincho. A minha praia do Algarve. O Bairro Alto (e mojitos que lá bebi). Agorinha mesmo, fecho os olhos e estou no recolhimento da minha igreja. E nada me apetecia mais do que caminhar até lá, desligar o telemóvel, desligar-me de tudo lá fora, e ficar em silêncio a rezar um bocadinho.
27 janeiro 2010
um post útil
Amigas grávidas, aceitemos a realidade: nesta recta final, ninguém nos pode valer senão nós próprias. E agora só há um momento do dia em que não ando "ai, ui!", sem saber para onde me virar. Esse momento é quando faço o meu Yoga. Não deixem de experimentar, senão Yoga, alguma forma de alongamentos e respiração controlada. Vejam na net, perguntem à vizinha, comprem um livro sobre isso, qualquer coisa. Vale a pena.
26 janeiro 2010
pequena inquietação cor-de-rosa
Por que é que, de todos os milhões de cabelos que tenho, os únicos que se recusam a agarrar a tinta "light golden brown" que lhes aplico são os dois brancos que tenho no sítio onde faço a risca ao lado? Será que devo experimentar tinta da china?
25 janeiro 2010
angústias (sub)urbanas intemporais
A maioria dos blogues de autoras femininas que falam sobretudo de sapatos e de relações presentes, passadas e futuras (que é para não lhes chamar "blogues de gajas", que elas costumam ofender-se com o conceito) têm como grandes referências do imaginário ficional as personagens do Sexo e a Cidade ou do Lipstick Jungle. Neste momento da minha vida, o programa cujo enredo me faz sentir mais identificada é mesmo o Mad Men. Para além da série ser mesmo muito boa, bem escrita, e com uma cenografia espectacular, consegue deixar-me caladinha a pensar sobre como o papel das mulheres tem mudado tanto (ou tão pouco) na sociedade ocidental. E de como eu podia ser quase qualquer uma daquelas personagens.
24 janeiro 2010
faz de conta que é dia de são valentim
Se há coisa que admiro no meu homem é que, nos 13 anos em que o conheço, nunca sequer pestanejou perante um desafio que lhe coloquei. E eu gosto de desafiar (acho que ele gosta de ser desafiado). Se calhar isto é imaturo mas, para mim, não há nada pior que um homem caguinchas. Bom, talvez um homem caguinchas e preguiçoso.
22 janeiro 2010
o que se passa com os pipis?
Apercebo-me agora que, das várias co-grávidas de termo que conheço por aí, sou a única que não tem programada uma cesariana. Tudo muito bem que as cesarianas servem para evitar problemas sérios e eu não sou nenhuma defensora do sofrimento nem advogada do parto natural a todo o custo. Mas o que se passa com o(s) nosso(s) sistema(s) de saúde para tanta gente ter de ir à faca? De repente, os pipis andam a ficar incompetentes? Eu própria já receio que, se não chegar ao hospital com metade do bebé a espreitar, eles resolvam sacar do facalhão. Com isto tudo, tenho uma pontinha de inveja porque sou a única que continua na santa ignorância de quando se dará o grande acontecimento. E eu nunca gostei de surpresas.
21 janeiro 2010
tão linda, a inocência das crianças
Uma grande vantagem de estar num sítio onde ninguém nos compreende, enquanto o nosso filho esta na idade na inocência, é que não passamos certas vergonhas. Ou melhor, não passávamos, até ao dia em que o antigo chefe do pai gralho - português - veio jantar cá a casa. E o Gugas declarou, entre o prato principal e a sobremesa, que estava com um certo problema de rigidez numa certa parte do corpo.
18 janeiro 2010
martin luther king, jr.
"Hoje as lojas estão fechadas porque é feriado, Gugas. É o dia do Sr. Martin Luther King, Jr. Foi um senhor muito corajoso porque veio dizer que não há pessoas mais importantes do que outras. E que não podemos maltratar ninguém. Percebes?"
"Hum, hum."
(ainda bem que para ele é assim tão simples e tão óbvio.)
"Hum, hum."
(ainda bem que para ele é assim tão simples e tão óbvio.)
14 janeiro 2010
plano de parto 2.0
(tradução um bocado livre)
Caro Dr. House - ou lá quem vai assistir,
Agradeço que, na medida do possível, e sempre que a minha saúde e a do meu bebé estejam asseguradas, sejam atendidos os meus pedidos aqui brevemente enunciados:
Por favor, não me atem à cama com o CTG nem me enfiem cenas estranhas por via intravenosa sem me avisarem antes.
Deixem-me estar sossegadinha, na posição que me apetecer, ou passear. Prometo que não roubo material nem provoco nenhum motim entre as outras parturientes.
Expliquem-me todas as intervenções necessárias e não façam de conta que eu não estou ali ou que não entendo o que se passa só porque estou a resmungar em estrangeiro.
Não quero turminhas de alunos a estudar a minha passaroca. Ela deseja ser observada só o estritamente necessário e, de preferência, por senhoras muito velhinhas e experientes.
Não digam "good job!" quando eu estiver a deitar o moço cá para fora como se eu fosse uma criança de 2 anos a construir uma torre de blocos.
Quando o meu bebé nascer, e se estiver tudo bem, devolvam-mo. É meu.
Tanquiu verimatche, gralha
(a parte melhor de todas vai ser que, desta vez, posso dizer todas as asneiras que me apetecer, que ninguém me compreende. Acho que isso ajuda tanto que vou dispensar a epidural)
Caro Dr. House - ou lá quem vai assistir,
Agradeço que, na medida do possível, e sempre que a minha saúde e a do meu bebé estejam asseguradas, sejam atendidos os meus pedidos aqui brevemente enunciados:
Por favor, não me atem à cama com o CTG nem me enfiem cenas estranhas por via intravenosa sem me avisarem antes.
Deixem-me estar sossegadinha, na posição que me apetecer, ou passear. Prometo que não roubo material nem provoco nenhum motim entre as outras parturientes.
Expliquem-me todas as intervenções necessárias e não façam de conta que eu não estou ali ou que não entendo o que se passa só porque estou a resmungar em estrangeiro.
Não quero turminhas de alunos a estudar a minha passaroca. Ela deseja ser observada só o estritamente necessário e, de preferência, por senhoras muito velhinhas e experientes.
Não digam "good job!" quando eu estiver a deitar o moço cá para fora como se eu fosse uma criança de 2 anos a construir uma torre de blocos.
Quando o meu bebé nascer, e se estiver tudo bem, devolvam-mo. É meu.
Tanquiu verimatche, gralha
(a parte melhor de todas vai ser que, desta vez, posso dizer todas as asneiras que me apetecer, que ninguém me compreende. Acho que isso ajuda tanto que vou dispensar a epidural)
12 janeiro 2010
36 semanas
A segunda gravidez custa mais do que a primeira. Não sei se é da minha provecta idade, se este bebé é (ainda) maior do que o outro, se sou eu que não tenho uma vida tão activa. Mas agora custa-me respirar e custa-me dormir. Não sei se me sente, se me vire, se me deite de barriga para o ar. Fico mesmo cansada só de estar uma hora a passar a ferro. E tenho o Guguita com febre, coisa que não acontecia há 9 meses. Já não me lembrava deste estado de alerta permanente, que não nos deixa pensar em mais nada. Nunca mais é Fevereiro...
10 janeiro 2010
ganhando coragem para a ecologia
O diabo da pegada ecológica esmaga-me de culpa quando sinto que a estou a aumentar. É o caso provável aqui nos EUA, onde, por exemplo, a sofisticadíssima cidade de Nova Iorque só permite a reciclagem de embalagens de medicamentos (felizmente, em Princeton só ainda não descobri destino para o vidro, o óleo e as pilhas). E nem vamos falar do consumo de tudo e mais alguma coisa. De modo que ando em pesquisas para ver se consigo dar o passo de gigante que é trocar as fraldas descartáveis pelas reutilizáveis. Se fôr muito mais caro, está fora de questão. E a trabalheira, senhores? Já assim passo a vida na lavandaria (uma das divisões da casa, não um estabelecimento comercial). E será que aguentam o mesmo que as descartáveis? E ficam mesmo bem lavadinhas? Ummm... Vou continuar a pesquisar e depois logo se vê.
Actualização: No primeiro mês vamos usar descartáveis. A partir daí, vamos experimentar umas reutilizáveis que há cá à venda no Wal-Mart (tipo Lidl) por 50 dólares/embalagem de 5. Se forem boas, compramos umas 25 e logo se vê... As que vi referidas nos blogues e sites portugueses são muito mais caras, o que, a juntar ao custo da água e electricidade, duvido que acabe por compensar. Depois logo vos dou o nosso veredicto.
Actualização: No primeiro mês vamos usar descartáveis. A partir daí, vamos experimentar umas reutilizáveis que há cá à venda no Wal-Mart (tipo Lidl) por 50 dólares/embalagem de 5. Se forem boas, compramos umas 25 e logo se vê... As que vi referidas nos blogues e sites portugueses são muito mais caras, o que, a juntar ao custo da água e electricidade, duvido que acabe por compensar. Depois logo vos dou o nosso veredicto.
09 janeiro 2010
jerusalém
É com humilde sentido de dever que vos recomendo que leiam o último livro de Mia Couto, Jesusalém. Muito, muito bom. Dava a perninha direita para escrever assim.
N.B. O livro chama-se Jesusalém. Deixo o erro no título do post porque fui naba o suficiente para não reparar antes. Obrigada Ana!
N.B. O livro chama-se Jesusalém. Deixo o erro no título do post porque fui naba o suficiente para não reparar antes. Obrigada Ana!
06 janeiro 2010
só mais um pouco
Tentando enganar-me que ainda tenho controlo sobre alguma coisa, a partir das 35 semanas está marcado o início da recta final. Como no remo, em que, por volta dos 1500 m, começamos a aumentar a cadência da remada e já só temos cabeça para respirar e tentar fazer bem o movimento da entrada-saída das pás na água. Ou na meia-maratona, em que por volta dos 18 km já só pensamos "meta, meta, meta, eu consigo". Isto das gravidezes tem muito de competição desportiva.
Agora, fazer a mala. Preparar-me para a amamentação. Fazer alongamentos para não martirizar demasiado as articulações e a musculatura na hora P. Escrever o plano de parto (será que alguém o vai ler?). Agarrar-me à almofada a dormir com muita força, porque dormir vai ser uma miragem daqui a nada. Ora bolas, lá vou eu ficar estúpida que nem uma porta outra vez. Espero que passe.
Agora, fazer a mala. Preparar-me para a amamentação. Fazer alongamentos para não martirizar demasiado as articulações e a musculatura na hora P. Escrever o plano de parto (será que alguém o vai ler?). Agarrar-me à almofada a dormir com muita força, porque dormir vai ser uma miragem daqui a nada. Ora bolas, lá vou eu ficar estúpida que nem uma porta outra vez. Espero que passe.
02 janeiro 2010
resoluções para 2010
Para que conste, não cumpri uma única das minhas resoluções para 2009. Paciência.
Este ano vou:
Emagrecer 10 kg em Fevereiro (7 podem ir logo no mesmo dia e tudo).
Acabar o meu site e voltar a trabalhar.
Ser feliz.
Este ano vou:
Emagrecer 10 kg em Fevereiro (7 podem ir logo no mesmo dia e tudo).
Acabar o meu site e voltar a trabalhar.
Ser feliz.
31 dezembro 2009
2009/2010
E cá está ele, o balanço do ano. Estive a ler o do ano anterior e a primeira coisa que pensei foi: que diferente! Gostava muito de me lembrar de mais coisas mas - e culpemos a gravidez pela amnésia - as que me vêm à cabeça são a crise económica, a paranóia da gripe A e, pela positiva, a (quase) aprovação do casamento entre pessoas do mesmo sexo em Portugal. De resto, acho que houve menos catástrofes naturais e a "luta contra o terrorismo" deixou de ser a primeira prioridade aqui nesta terra que me acolhe, o que é um sinal de optimismo.
Pessoalmente, 2009 não foi um ano muito feliz. Os 30 anos trouxeram o primeiro creme anti-rugas e a sensação que, não, os 30 não são os novos 20. Este ano, perdi a inocência. Chorei muito. Tomei decisões muito difíceis. Abdiquei de mim em várias dimensões. Tive muitas saudades. Senti-me perdida. Enterrei os pés na neve. Mas estive mais tempo com o meu filhote e fiz outro, que não tarda muito aí a espreitar. Os meus rebentos são os raios de luz que espreita no meio das nuvens que antevejo para 2010. Mas disso falo mais amanhã. Por agora, os meus votos de um ano novo cheio de esperança, projectos e concretização de sonhos para todos os meus queridos leitores :)
Pessoalmente, 2009 não foi um ano muito feliz. Os 30 anos trouxeram o primeiro creme anti-rugas e a sensação que, não, os 30 não são os novos 20. Este ano, perdi a inocência. Chorei muito. Tomei decisões muito difíceis. Abdiquei de mim em várias dimensões. Tive muitas saudades. Senti-me perdida. Enterrei os pés na neve. Mas estive mais tempo com o meu filhote e fiz outro, que não tarda muito aí a espreitar. Os meus rebentos são os raios de luz que espreita no meio das nuvens que antevejo para 2010. Mas disso falo mais amanhã. Por agora, os meus votos de um ano novo cheio de esperança, projectos e concretização de sonhos para todos os meus queridos leitores :)
30 dezembro 2009
até gostava de escrever uma coisa mais animada
Hoje foi o dia em que o meu filho disse que já não se lembrava dos amigos de Lisboa. E que só tem dois amigos (imaginários).
Eu também tenho saudades dos meus amigos.
Eu também tenho saudades dos meus amigos.
28 dezembro 2009
hoje lá vou ter de me queixar um bocadinho
Hoje fomos fazer a última eco (em princípio), num centro de radiologia anexo ao consultório da minha médica. E que fiquei eu a saber? Nicles. Ou melhor: é rapaz (obrigada, já sei isso há muito tempo) e está na mesma posição que o mais velho estava antes de nascer (obrigada, já suspeitava pelos pontapés nas costelas do lado direito). De resto, não me dizem nada porque os técnicos não se comprometem e só os médicos podem transmitir os resultados, por causa da paranóia dos processos judiciais. Ou seja, só amanhã fico a saber mais alguma coisita. E entretanto passei toda a tarde a ver programas sobre gravidezes complicadas e problemas genéticos. Que angústia...
O que vale é que o sorriso do meu Guguita continua a ser a luz do sol. Caramba, que este miúdo nasceu mesmo para ser bem-disposto :)
O que vale é que o sorriso do meu Guguita continua a ser a luz do sol. Caramba, que este miúdo nasceu mesmo para ser bem-disposto :)
26 dezembro 2009
balanço rápido
A neve está finalmente a derreter, benzádeus.
A casa está feita um estaleiro de obras, tal a quantidade de escavadoras e ferramentas que o Pai Natal deixou no sapatinho.
Fazem-me falta os doces de Natal ao lanche, aquele arrepio de enjôo quando salto dos fritos para a lampreia de ovos e para os frutos secos.
Ando cheia de contracções, espero que seja cansaço e que não ganhem ímpeto.
A casa está feita um estaleiro de obras, tal a quantidade de escavadoras e ferramentas que o Pai Natal deixou no sapatinho.
Fazem-me falta os doces de Natal ao lanche, aquele arrepio de enjôo quando salto dos fritos para a lampreia de ovos e para os frutos secos.
Ando cheia de contracções, espero que seja cansaço e que não ganhem ímpeto.
23 dezembro 2009
o natal custa
Não, não estou a falar do preço dos presentes, que foram quase todos produzidos com recurso à mão-de-obra infantil que encontrei por perto (i.e. Gugas). O que custa, senhores, o que me faz ter vontade de ir rebolar a pança para a neve antes de entrar na cozinha, é saber que vou ter de enfiar uma mão num orifício do perú, tirar de lá os miúdos, cortá-los, cozinhá-los, adicionar os restantes 87 ingredientes da receita da minha mãe, e voltar a enfiar aquela nhanha toda lá dentro antes de fazer um lifting aos fundilhos do animal. E, já agora, se não voltar a passar por aqui antes disso e o caro leitor não foi um dos felizes contemplados com um dos muitos postais e e-mails que mandei, votos de um Natal muito feliz. Que a doçura do Menino Jesus encha os vossos corações :)
21 dezembro 2009
não sei bem o que sinto
Ontem (e hoje), a minha mãe veio fazer mais uma das suas visitas "de médico" - isto é, fez o vôo Lisboa-NY, NY-Porto-Lisboa para passar cerca de 20 horas connosco em Princeton. É uma facilidade possível devido à profissão da minha tia e uma habilidade adquirida por uma avó muito babada que não aguenta muito tempo sem apertar as bochechas do neto. É bom, claro. E muito estranho. Porque chega e eu estou logo a pensar que já está quase a ir-se embora. Porque no meio da correria de viagens de avião, combóio, carro, malas, encomendas, presentes, novidades, quase não há tempo para aquele colinho de que preciso tanto. E se há coisa que não se pode apressar é um colinho. Felizmente, a próxima vez que vier já será por mais tempo, para apertar as bochechas do neto que vai nascer. Nessa altura, também devo estar a precisar bem de colinho.
19 dezembro 2009
hoje não me ocorre mais nada
Está a nevar com'ó c@r@ç@$.
Chega. Chega de neve!
Vou mas é fazer costoletas panadas com arroz de feijão.
Chega. Chega de neve!
Vou mas é fazer costoletas panadas com arroz de feijão.
18 dezembro 2009
uma escolha pouco sensata
Amanhã lá vamos de novo a NY (ter com a minha prima) e há um bichinho qualquer que me diz que isso, aos 8 meses de gravidez, com previsão de neve, vai ser mais ou menos tão fácil como ir para o Colombo no dia 24 de Dezembro, com um cachorro sem trela e uma arroba de batatas às costas. De saltos altos. Mas assim em versão "valha-nos-Nossa-Senhora".
17 dezembro 2009
tenho direitos
Se há coisa que me deixa chateada que nem um boi é, dada a minha condição de mãe a tempo inteiro, não ter a possibilidade de acordar com a telha e passar o dia com a telha. "Ai estás com a telha? Temos pena! Anima-te, que vais ter que ouvir xilofones e harmónicas, vais ter de brincar com legos e, sim, vais ter de fazer uma cara bem disposta. Ou isso, ou o teu filho também vai ficar com a telha e isso é muito pior." Caramba, hoje dormi mal. Apetecia-me enrolar-me como uma lesma e que me deixassem em paz e mainada!
16 dezembro 2009
duh!
Estava eu apoquentada porque este ano, pela primeira vez em muito tempo, não ia poder ver os Oscares em directo. Ah, é verdade, desta vez não tenho de ficar acordada até de madrugada, só tenho de deitar o Gugas um bocadinho mais cedo. Ah, e o Diogo tem de fazer o favor de nascer depois.
15 dezembro 2009
a minha avó
A minha avó é linda. Fala minhoto com uma doçura tal que me fez associar para sempre essa pronúncia aos mimos e às minhas raízes mais profundas. A minha avó não sabe o que é pensar ou dizer mal de alguém e a maior alegria que tem é imaginar o que anda a fazer o rebanho de filhos e netos. A minha avó tem mãos pequeninas e delicadas como as minhas, ensinou-me a tricotar e a rezar, mas ainda não me ensinou a fazer rabanadas - que tanta falta me farão neste Natal. A minha avó deixou de trabalhar (como professora) aos 25 anos para cuidar da família e voltou a fazê-lo, com grande alegria, 35 anos depois, quando perdemos o meu avô. Acho que continua apaixonada por ele, apesar de já ser viúva há 20 anos. A minha avó tem os olhos azuis mais transparentes do mundo, que passou ao meu pai em versão verde e a mim e ao Gugas em versão castanha-esverdeada. A minha avó escreve-me longas cartas a contar tudo e mais alguma coisa do que se passa agora e de como foi a ida dela sozinha para África, de navio, com quatro filhotes pequenos. E faz-me sentir que não sou só um ser inútil que foi viver para o fim do mundo, mas que faço parte de uma linhagem de mulheres corajosas que largaram tudo em prol de um bem maior que é a família. Adoro a minha avó.
12 dezembro 2009
nesting
Já fiz e enviei todos os presentes e postais de Natal. Engraxei sapatos, arrumei cintos, lavei camisolas, organizei armários. Ando num frenesim e, se isto não passa, vou ter de ir fazer biscoitos. Estou a tentar guardar o tratamento das roupas do Diogo para Janeiro, mas não sei se me contenho. Desta vez, o instinto de fazer ninho está a bater forte. Espero que passe depois do nascimento, ou ainda me transformo na minha mãe.
11 dezembro 2009
fresquinho
É certo que estou grávida e que a minha casa está aquecida a 21,1ºC, mas cada vez mais acredito que todos os termómetros em Portugal são altamente mentirosos. É que cá estão -4ºC mas tenho mais frio quando estão 10ºC desse lado do mar. Hoje, saindo à rua, senti as orelhas e o nariz a criar estalactites, não o nego, mas não ando a tremer a fungar, sonhando com um chá quente e várias camadas de tecido polar. A culpa deve ser da humidade que sempre banha a minha pátria.
07 dezembro 2009
ora venha de lá essa beijoca
Um grego, uma búlgara, dois ucranianianos e dois portugueses estavam sentados à mesa. Não, não é o início de uma anedota, foi mesmo o nosso jantar de ontem. Passo tanto tempo em casa que, às vezes, até me esqueço que estou na América. Depois, chego a casa das pessoas e faço figuras estranhas quando resolvo cumprimentar toda a gente com duas belas beijocas. É que, depois da primeira pessoa, não podia deixar de o fazer com os outras senão, para além de estranha, era sectária. E depois fiquei o resto da noite com a sensação que a minha alegria e calor humano estavam a ocupar demasiado espaço. Enfim, foi agradável conviver com outros europeus, ainda que das outras pontas do continente. Apesar de tudo, podemos todos fazer pouco dos hábitos do Novo Mundo.
05 dezembro 2009
um sábado como outro qualquer
Ikea pela manhã. Agora, ficar no quentinho a beber chá e tricotar, enquanto os machos da casa se entretêm a montar móveis. Daqui a pouco, vamos fazer a árvore de Natal. Tenho a certeza que o meu dia é semelhante ao de muitos de vós - a diferença é que aqui está a nevar :)
04 dezembro 2009
da emancipação da mulher
Nos dias em que lavo as casas de banho, gosto de pôr uma maquilhagem especial e ouvir a minha playlist "power". Ajuda-me a esfregar as sanitas com renovado vigor, enquanto tento não pensar nos 19 anos de estudo e 11 anos de trabalho que já deixei para trás.
Às vezes, acho que a ironia é a única coisa que me salva da auto-comiseração.
Às vezes, acho que a ironia é a única coisa que me salva da auto-comiseração.
03 dezembro 2009
fui trocada por um iPhone
Pronto, eu sei que ele (o iPhone) é mais novo que eu, que é todo fofinho e tem montes de aplicações. Mas daí ao meu marido deixar de me falar à noite, depois do jantar, no único momento do dia a dois, em que eu podia conversar com um adulto... Já passam o tempo todo juntos! Quero ver se tem alguma aplicaçãozinha para quando quiser outro tipo de conversa.
01 dezembro 2009
esta noite vi-o
Era parecido comigo mas moreninho, com o cabelo e os olhos escuros como o pai. Esguio e com um olhar inquisitivo. A dar muito depressa às perninhas. Acho que vai ser assim o meu Diogo (da outra vez acertei).
28 novembro 2009
coisas mesmo boas aqui
Justiça seja feita, ao fim de quase dois meses de imersão americana. Há coisas aqui que são mesmo boas. A minha preferida é poder-se voltar à direita quando o semáforo está vermelho. Também é bom que haja um Starbucks em cada esquina. As maçãs são as melhores que já comi, quase me vêm as lágrimas aos olhos só de pensar no aroma e na forma perfeita como fazem *crisp* quando se dá uma dentada na polpa sumarenta (gosto de maçãs, pronto). Tudo é feito em medidas estandardizadas, o que significa que as caixas cabem nas estantes, as embalagens de comida no frigorífico e a roupa nos armários. Tudo o que é interiores está sempre tão quentinho que posso finalmente usar aquelas roupas tão giras (e inapropriadas em Lisboa) como os vestidinhos de malha e as camisolas de manga curta. Há mesmo quatro estações do ano, o que se reflecte na natureza e, imagino, no estado de espírito das pessoas. Há uma sensação de isolamento e lonjura, é certo. Mas também parece que o horizonte é maior e ficamos com muita vontade de nos fazer à estrada e andar, andar sem destino. E há bandos de gralhas que nos visitam de vez em quando.
27 novembro 2009
a prova de que princeton não é bem a américa
Hoje, numa das livrarias do centro, na bancada dedicada à "new fiction": José Saramago (buuuuu!) e Gonçalo M. Tavares. Claro, já tinha antes visto José Rodrigues dos Santos. Até me chora o coração lusitano.
26 novembro 2009
os presentes recebidos
Como americana praticamente de gema, comprei a edição de Dezembro da revista da Oprah, que tem alguns artigos muito interessantes acerca da importância da dádiva. A verdade é que tenho cada vez mais dificuldade em receber - e gosto muito de dar. Gosto de pensar em presentes personalizados para cada pessoa realmente importante, sou capaz de oferecer coisas de que não gosto porque sei que aquela pessoa gosta, e fico enervada quando não tenho tempo para comprar o presente perfeito para cada um. Já receber... Começou por ser aquela sensação estranha de não saber como reagir perante alguma coisa de que não gosto mesmo. Depois, sinto-me mal quando sei que foi um rombo grande no orçamento daquela pessoa. E agora estende-se a quase tudo o que não seja uma coisa pequenina e simbólica. Sinceramente, não percebo porque sou assim. Mas acho que deve ter alguma coisa a ver com o facto de também não gostar muito que me ajudem a fazer nada, como se isso fosse sempre uma sobrecarga para a outra pessoa. Enfim, gralhisses!
O melhor é que, este ano, como tenho muito tempo livre, um crianço para entreter (e pouco dinheiro), vou poder oferecer quase tudo feito à mão. Vamos lá ver como corre, já não me dedico à bricolage há muito tempo.
O melhor é que, este ano, como tenho muito tempo livre, um crianço para entreter (e pouco dinheiro), vou poder oferecer quase tudo feito à mão. Vamos lá ver como corre, já não me dedico à bricolage há muito tempo.
22 novembro 2009
a grande maçã
Depois de algumas visitas a Nova Iorque com a atitude de quem não é bem turista mas também não sabe ainda onde se come a melhor pizza, confirmo a opinião que já tinha há anos: é uma cidade de que gosto muito. É arquitectonicamente bonita, tem muita vida, muitas pessoas diferentes e "aves raras" que não se vêem em mais lado nenhum, e sabe sempre bem andar avenida acima, avenida abaixo, descobrindo novos pormenores.
Infelizmente, confirmo tambem que os nova-iorquinos são os bichos mais egocêntricos do planeta. Não há uma pessoa, UMA, que ceda um lugar sentado a uma grávida. Não há quem ceda o mínimo perante outro ser humano, quem repare em alguém que possa precisar de ajuda. A melhor foi hoje, quando uma c@br@ chegou ao ponto de me fulminar com os olhos e rosnar um excuse me muito enojado quando acidentalmente lhe toquei. O cenário: ela estava sentada de costas para mim no banco da uma estação de metro. Eu encostei-me ao banco para, de pé, descansar um pouco. Devia era ter-lhe dado uma valente barrigada, que era o que ela merecia.
Infelizmente, confirmo tambem que os nova-iorquinos são os bichos mais egocêntricos do planeta. Não há uma pessoa, UMA, que ceda um lugar sentado a uma grávida. Não há quem ceda o mínimo perante outro ser humano, quem repare em alguém que possa precisar de ajuda. A melhor foi hoje, quando uma c@br@ chegou ao ponto de me fulminar com os olhos e rosnar um excuse me muito enojado quando acidentalmente lhe toquei. O cenário: ela estava sentada de costas para mim no banco da uma estação de metro. Eu encostei-me ao banco para, de pé, descansar um pouco. Devia era ter-lhe dado uma valente barrigada, que era o que ela merecia.
20 novembro 2009
o desafio culinário
Daqui a (menos de) uma semana é o Dia de Acção de Graças e parece que vou ter de encher a mesa com não sei quantas coisas estranhas - acho que não sei o que é pelo menos metade - que nós os 3 não vamos conseguir comer até 2010. Mas tradição é tradição, em Roma sê romano, por isso tenho de começar a fazer a lista de compras.
Da Wiki:
"The centerpiece of contemporary Thanksgiving in the United States and Canada is a large meal, generally centered around a large roasted turkey. The majority of the dishes in the traditional American version of Thanksgiving Dinner are made from foods native to the New World, according to tradition the Pilgrims received these foods from the Native Americans. (...) Many Americans would say it is "incomplete" without cranberry sauce; stuffing or dressing; and gravy. Other commonly served dishes include winter squash; sweet potatoes; mashed potatoes or rice (in the South and among Asians); dumplings; corn on the cob or hominy; deviled eggs; green beans or green bean casserole; sauerkraut (among those in the Mid-Atlantic; especially Baltimore), peas and carrots, bread rolls, cornbread (in the south and parts of New England), or biscuits, rutabagas or turnips; and a salad. For dessert, various pies are often served, particularly apple pie, mincemeat pie, sweet potato pie, pumpkin pie, chocolate meringue pie and pecan pie, with the last four being particularly American."
Da Wiki:
"The centerpiece of contemporary Thanksgiving in the United States and Canada is a large meal, generally centered around a large roasted turkey. The majority of the dishes in the traditional American version of Thanksgiving Dinner are made from foods native to the New World, according to tradition the Pilgrims received these foods from the Native Americans. (...) Many Americans would say it is "incomplete" without cranberry sauce; stuffing or dressing; and gravy. Other commonly served dishes include winter squash; sweet potatoes; mashed potatoes or rice (in the South and among Asians); dumplings; corn on the cob or hominy; deviled eggs; green beans or green bean casserole; sauerkraut (among those in the Mid-Atlantic; especially Baltimore), peas and carrots, bread rolls, cornbread (in the south and parts of New England), or biscuits, rutabagas or turnips; and a salad. For dessert, various pies are often served, particularly apple pie, mincemeat pie, sweet potato pie, pumpkin pie, chocolate meringue pie and pecan pie, with the last four being particularly American."
18 novembro 2009
gripe A, vacina e gravidez
Este assunto já cansa mas estou a vivê-lo na primeira pessoa (do plural) e não posso assobiar e olhar para o lado. Não percebo nada de medicina. Percebo alguma coisa de estatística. Os média conseguem pegar em alguns casos e multiplicar a importância dos mesmos de uma forma exponencial. E os laboratórios têm todo o interesse em despachar o maior número de doses possíveis.
Quanto tempo passou e quantas pessoas se sujeitaram aos testes de segurança? Por que é que os EUA recusaram usar a vacina que se usa na Europa? Por que é que uma grávida não pode beber um copo de vinho sem que isso passe para o feto mas a vacina não afecta o feto? Não afecta um feto mas as crianças até aos 6 meses não devem ser vacinadas???
Não sei muitas coisas, é certo. Só sei que vou continuar a lavar as mãos semi-compulsivamente e, pelo menos nos próximos tempos, vacina não entra na minha asa.
Quanto tempo passou e quantas pessoas se sujeitaram aos testes de segurança? Por que é que os EUA recusaram usar a vacina que se usa na Europa? Por que é que uma grávida não pode beber um copo de vinho sem que isso passe para o feto mas a vacina não afecta o feto? Não afecta um feto mas as crianças até aos 6 meses não devem ser vacinadas???
Não sei muitas coisas, é certo. Só sei que vou continuar a lavar as mãos semi-compulsivamente e, pelo menos nos próximos tempos, vacina não entra na minha asa.
17 novembro 2009
refilão
Hoje de manhã, às 8h e pouco, acordo com o som do corta-relva e do piolho no quarto ao lado a dizer (imagino que com um dedito em riste): "Xiuuu! Senhor jardineiro chato! Ai, ai, ai, deixa o Gugas dormir!" É mesmo meu filho :)
14 novembro 2009
e agora, para um tema levezinho
No meio do batalhão de papelada que tenho de preencher aqui pelo facto de estar com esse grande achaque que é a gravidez, há um questionário acerca da minha ressuscitação em caso de desgraça, como vemos nos filmes.
Isto da eutanásia é uma questão muito, muito complicada. Provavelmente, uma daquelas acerca das quais tenho mais dúvidas. Quem é que pode determinar coisas como "qualidade de vida", "possibilidade de recuperação" ou "minimização do sofrimento"? Quando é que não há mesmo esperança? Que direito tenho eu de privar alguém da possibilidade da minha recuperação ou, pelo contrário, que direito tenho de impôr a minha existência vegetal a quem precisa de continuar com a vida normalmente? E o que é que o Deus em que acredito (e não apenas a religião oficial) acha sobre isso? É muito, muito complicado. Espero que o papelito não tenha de vir a ser usado.
(e, mais ao menos a propósito, fico parva com a renitência que o pessoal aqui tem em doar os orgãos. Fazem-lhes falta as córneas para ver os escaravehos debaixo da terra, é? Nhónhós.)
Isto da eutanásia é uma questão muito, muito complicada. Provavelmente, uma daquelas acerca das quais tenho mais dúvidas. Quem é que pode determinar coisas como "qualidade de vida", "possibilidade de recuperação" ou "minimização do sofrimento"? Quando é que não há mesmo esperança? Que direito tenho eu de privar alguém da possibilidade da minha recuperação ou, pelo contrário, que direito tenho de impôr a minha existência vegetal a quem precisa de continuar com a vida normalmente? E o que é que o Deus em que acredito (e não apenas a religião oficial) acha sobre isso? É muito, muito complicado. Espero que o papelito não tenha de vir a ser usado.
(e, mais ao menos a propósito, fico parva com a renitência que o pessoal aqui tem em doar os orgãos. Fazem-lhes falta as córneas para ver os escaravehos debaixo da terra, é? Nhónhós.)
12 novembro 2009
lendo a Anna Karénina
Será que todas as mulheres se acham mesmo infalíveis na sua virtude ou sou eu que vivo parada no fim do século XIX?
11 novembro 2009
a Oeste, nada de novo
Não tenho novidades, não tenho assunto. Hoje comi o meu primeiro cupcake e posso dizer que é muito enjoativo. E eu sou senhora amiga do seu docinho. Doem-me os abdominais, de tão esticadinhos que estão os músculos. E ainda vão levar mais 3 meses de esticadura. Pronto, acho é tudo.
06 novembro 2009
bicho hormonóide
Noto que estou grávida quando dou por mim a chorar a ver os Ídolos (versão portuguesa) no YouTube. Vá lá, não estamos em tempo de Jogos Olímpicos, senão era ver-me a sustentar a Kleenex. É que eu quase nem chorei a ver o ET.
04 novembro 2009
a eterna questão
Hoje de manhã, enquanto tomávamos o pequeno-almoço:
Gugas: "Mamã, só tens um bebé na barriga?"
gralha: "Só."
Gugas: "Eu queria três."
gralha: "Três?!?"
Gugas: "Não. Cinco."
gralha: "Querias ter muitos manos, era?"
Gugas: "Era. Depois eu fazia disparates e eles riam."
Pois é, eu também gostava muito de ter vários filhos. Gostava de fazer um bando de gralhitos a gralhar à minha volta. E aqui vêem-se tantas famílias com vários bebés! Mas também há uma parte grande de mim que gostava de não viver quase exclusivamente para a família. Uma parte vaidosa, que gostava de poder fazer todo o desporto que me apetecesse e não ficar com o corpo arruinado ao fim de várias gravidezes. Uma parte empreendedora, que gostava de ainda fazer alguma coisa compensadora e útil a nível profissional. Uma parte preguiçosa, que gostava de poder dormir noites seguidas antes dos 40 anos. Uma parte materialista, que gostava de poder comprar algumas futilidades e de viajar. Uma parte individualista, que precisava de não ter várias alminhas a estender constantemente os bracinhos para mim. E é por isso que acho que, dentro do meu desejo de ter entre 2 a 4 filhos, o par parece cada vez mais a conta certa.
Gugas: "Mamã, só tens um bebé na barriga?"
gralha: "Só."
Gugas: "Eu queria três."
gralha: "Três?!?"
Gugas: "Não. Cinco."
gralha: "Querias ter muitos manos, era?"
Gugas: "Era. Depois eu fazia disparates e eles riam."
Pois é, eu também gostava muito de ter vários filhos. Gostava de fazer um bando de gralhitos a gralhar à minha volta. E aqui vêem-se tantas famílias com vários bebés! Mas também há uma parte grande de mim que gostava de não viver quase exclusivamente para a família. Uma parte vaidosa, que gostava de poder fazer todo o desporto que me apetecesse e não ficar com o corpo arruinado ao fim de várias gravidezes. Uma parte empreendedora, que gostava de ainda fazer alguma coisa compensadora e útil a nível profissional. Uma parte preguiçosa, que gostava de poder dormir noites seguidas antes dos 40 anos. Uma parte materialista, que gostava de poder comprar algumas futilidades e de viajar. Uma parte individualista, que precisava de não ter várias alminhas a estender constantemente os bracinhos para mim. E é por isso que acho que, dentro do meu desejo de ter entre 2 a 4 filhos, o par parece cada vez mais a conta certa.
02 novembro 2009
coisas pequenas de que tenho saudades
A entrada da garagem de casa dos meus pais.
O "meu" Pingo Doce.
O toque do meu telemóvel português.
Notas de 5 euros.
O semáforo verde dos peões (agora tenho de dizer: "anda Gugas, está branco").
A bica na Gulbenkian.
Os jornais portugueses no quiosque ao lado de minha casa.
(nem vamos pegar em coisas como o Terreiro do Paço, o Chiado, o castelo, etc., etc.)
O mais difícil de digerir é não fazer a mínima ideia de quando tornarei a ver qualquer uma delas.
O "meu" Pingo Doce.
O toque do meu telemóvel português.
Notas de 5 euros.
O semáforo verde dos peões (agora tenho de dizer: "anda Gugas, está branco").
A bica na Gulbenkian.
Os jornais portugueses no quiosque ao lado de minha casa.
(nem vamos pegar em coisas como o Terreiro do Paço, o Chiado, o castelo, etc., etc.)
O mais difícil de digerir é não fazer a mínima ideia de quando tornarei a ver qualquer uma delas.
30 outubro 2009
só uma coisinha parva
Estou um bocado invejosa porque devo ser a única pessoa da blogosfera (do sexo feminino, entenda-se) que não foi convidada para madrinha do casamento da Pipoca. O facto de ela não me conhecer de lado nenhum é perfeitamente irrelevante.
coisas de que não estava à espera
É muito engraçado ter um filho com dois anos e meio (e mais uns trocos). É uma idade em que, acho, são todos muito pespinetas, curiosos e aventureiros. Morrem de amores pela mamã mas, ao mesmo tempo, querem fazer tudo sozinhos. Aquilo que eu não antecipava tão cedo é que a aldrabice se tornasse tão comum. O meu filho está um trapaceiro. Acho que não distingue a realidade da ficção, o que é normal, mas a ficção sai com muita facilidade. A juntar a isso, agora colecciona amigos imaginários (essa parte compreendo bem... faltam-lhe os outros). Pronto, é giro, pelo menos enquanto for na mais perfeita inocência.
26 outubro 2009
outono 09
É nestas alturas que gostava de ter uma máquina fotográfica decente. O Outono explodiu por aqui nos últimos dias e está tudo tão bonito, desde o lago ao canal, ao centro da cidade e até o nosso bairro. Sempre gostei do Outono mas este ano é em grande. Se quiser comer castanhas assadas, é só ir a NY. Pensavam que não havia cá, heim? Não vêm é embrulhadas em jornal. Nem se comem com vista para as primeiras iluminações de Natal da Baixa...



21 outubro 2009
ups, engoli mais uma bola de basquete
E, de repente, aproximo-me do terceiro trimestre de gravidez e já estou com um barrigão com um ar todo empinado de quem diz "tcharan, preparem-se que estou quase a chegar". Desta vez, o malandreco do rabo está a ver se acompanha o desenvolvimento da barriga - mas a culpa não é da barriga, é das Chips Ahoy White Fudge Chunky, do Ben & Jerry's Stephen Colbert's Americone Dream e das Honey BBQ Chicken Strips. É claro que, se ainda estivesse a trabalhar e a andar uma hora a pé todos os dias, como na outra gravidez, a coisa não seria problemática. Que saudades do meu ginásio! Que saudades de subir a Av. das Forças Armadas a arfar e a sorver aquele CO2 todo. Que saudades de poder simplesmente sair de casa de ténis calçados e correr, correr, a tentar acompanhar os corvos marinhos. Agora, as minhas formas esbeltas vão ter de esperar uns meses. C'est la vie.
Adenda: Estava eu a mirar-me ao espelho e o Gugas perguntou:
"O que estás a fazer, mamã?"
"Estou a ver se o meu rabo está grande."
"Umm... Não. Está pequenino."
E é assim que ele vai conquistar o mulherio todo daqui a uns anos.
Adenda: Estava eu a mirar-me ao espelho e o Gugas perguntou:
"O que estás a fazer, mamã?"
"Estou a ver se o meu rabo está grande."
"Umm... Não. Está pequenino."
E é assim que ele vai conquistar o mulherio todo daqui a uns anos.
19 outubro 2009
se ele pode dizer as barbaridades que quer, eu também
O José Saramago é panisgas. Não é uma questão de homossexualidade, é de um gosto compulsivo por que lhe limpem a canalização com objectos que podiam ser meros artefactos de tribos africanas mas, não, são tarolos improvisados para o fazer babar enquanto se recorda das aulas de Português do 5º ano, em que o professor nunca cedeu aos avanços de um aluno demasiado medíocre. E com cara de ogre. De certeza absoluta que cheira mal da boca.
16 outubro 2009
tenho rede, tenho rodas, tenho vida própria
Não podem imaginar o alívio que é saber que, se precisar de papel higiénico, posso ir comprá-lo. Bastaria isso para alegrar este fim-de-semana gelado e chuvoso. Mas não, além disso, já posso falar com os meus pais e ver o Matias no Skype quando quiser. E tenho baldinhos de Ben & Jerry's no frigo para ver as séries todas que só vão passar em Portugal daqui a 3 meses. E vou a Nova Iorque no Domingo, nha nha nha nha nha nha.
Segunda-feira, começo a trabalhar no meu novo projecto profissional, vou começar a estudar para tirar a carta de condução nova-jersiana e vou arranjar amigos para o Gugas nem que tenha que andar a raptar criancinhas nos centros comerciais. Beijinhos para os meus queridinhos e até breve.
Segunda-feira, começo a trabalhar no meu novo projecto profissional, vou começar a estudar para tirar a carta de condução nova-jersiana e vou arranjar amigos para o Gugas nem que tenha que andar a raptar criancinhas nos centros comerciais. Beijinhos para os meus queridinhos e até breve.
13 outubro 2009
63a, table 4 please
Acho que qualquer português tem curiosidade em saber se há alguma instituição no mundo que funcione pior que a Segurança Social da nossa pátria lusa. Bom, ainda não vi na Guatemala, no Malawi, ou noutros destinos improváveis, mas nos EUA é que não é. A Segurança Social aqui não tem polícias a acompanhar discretamente (?) as movimentações das famílias de etnia cigana que choram a gritam a não atribuição do Rendimento Mínimo de Inserção. Não demoramos 4 horas a ser atendidos para ficarmos a saber que o serviço de que precisamos é noutro local. Não, aqui há fotografias do Obama, muitos hispânicos, asiáticos e negros gigantescos que não cabem nos lugares sentados. Toda a gente se porta bem e, ao fim de 45 minutos, saímos de lá com o papel de que precisávamos. Assunto arrumado.
Não querendo ser injusta, também gostava de mencionar que os nossos serviços da Segurança Social online, esses sim, funcionam muito melhor. Portugal online, de resto, é melhor do que os EUA online com que tenho lidado.
Não querendo ser injusta, também gostava de mencionar que os nossos serviços da Segurança Social online, esses sim, funcionam muito melhor. Portugal online, de resto, é melhor do que os EUA online com que tenho lidado.
12 outubro 2009
entre mundos
Custa-me não estar na minha terra mas, ao mesmo tempo, não ser tratada como turista. É estranho. Neste país, é comum o meu estado de recém-chegada. Acabámos todos de cá chegar e andamos à procura do nosso espaço. Ainda reajo mal a este espaço, como um recém-nascido que quer voltar para a barriga da mãe. Apetece-me espernear, dormir e sonhar que estou em terreno conhecido. Apetece-me sair de casa e apoderar-me dos passeios. Mas o que ainda me custa mais que tudo é saber que esta sensação vai passar e, um dia, vou dar por mim a sentir-me em casa.
09 outubro 2009
it's my blog and i cry if i want to
Por favor não me encham a caixa de comentários (yeah, right) para dizer coisas como "ainda agora aí chegaste" ou "as coisas hão de melhorar", reagindo ao que vou escrever de seguida. Este é o último reduto de eu-só-eu-e-não-tenho-satisfações-a-dar-a-ninguém, por isso, cá vai:
ODEIOESTARAQUIODEIOESTARAQUIODEIOESTARAQUIODEIOESTARAQUI
E bom fim-de-semana para vocês.
ODEIOESTARAQUIODEIOESTARAQUIODEIOESTARAQUIODEIOESTARAQUI
E bom fim-de-semana para vocês.
07 outubro 2009
are you over 18?
Já estamos em Princeton. Isto é tanta coisa a acontecer ao mesmo tempo que nem sei bem por onde começar. Tenho muito pouca rede porque esta é "emprestada" por isso, por enquanto, não vou poder dar novidades com muita regularidade.
Princeton é muito bonita. É uma pequena cidade literalmente plantada no meio de uma floresta. No caminho da minha casa para o centro já vimos uma marmota, um veado e muitos esquilos. Aqui, não há bandos de pássaros - há gansos que passam a grasnar. Aliás, e como era de prever, isto é tudo grande. As distâncias são grandes. Os pacotes de leite são grandes. A minha cama é grande. Só é pena ainda não ter um carro grande para me poder deslocar porque estou completamente confinada a casa. Nem sequer posso ir ao supermercado! A última vez que entrei numa superfície comercial e tentei comprar cola o funcionário perguntou-me se tinha mais de 18 anos (!). Conduzir aos 16 anos, não há problema. Isso da cola é que vamos lá com calma :)
Neste momento, as dificuldades - a juntar às saudades - ainda são maiores que o deslubramento mas, aos poucos, lá vamos conseguindo organizar a nossa vida. Agora vou ver se compro um carro na net. Hasta!
Princeton é muito bonita. É uma pequena cidade literalmente plantada no meio de uma floresta. No caminho da minha casa para o centro já vimos uma marmota, um veado e muitos esquilos. Aqui, não há bandos de pássaros - há gansos que passam a grasnar. Aliás, e como era de prever, isto é tudo grande. As distâncias são grandes. Os pacotes de leite são grandes. A minha cama é grande. Só é pena ainda não ter um carro grande para me poder deslocar porque estou completamente confinada a casa. Nem sequer posso ir ao supermercado! A última vez que entrei numa superfície comercial e tentei comprar cola o funcionário perguntou-me se tinha mais de 18 anos (!). Conduzir aos 16 anos, não há problema. Isso da cola é que vamos lá com calma :)
Neste momento, as dificuldades - a juntar às saudades - ainda são maiores que o deslubramento mas, aos poucos, lá vamos conseguindo organizar a nossa vida. Agora vou ver se compro um carro na net. Hasta!
02 outubro 2009
e pronto, lá vou eu
Alguma vez sonharam que estavam no vosso próprio funeral? Pois bem, estes últimos dias têm sido uma pequena amostra do que me espera quando estiver estendidinha à espera de entrar no forno (desculpem lá, mas ou gozo com isto, ou passo o dia todo a chorar). É tocante e muito comovente (ainda que não o demonstre) ver a reacção das pessoas para quem faz alguma diferença eu ir-me embora. Cada uma o faz de uma maneira muito própria e a cada uma eu queria dar um abraço apertado daqueles. Queria mesmo. E queria que soubessem que também lhes desejo o melhor. E que aproveitem cada minutinho precioso. E que não se desgastem com o que não vale a pena.
Amanhã de manhã, lá me elevo aos céus. Espero que esteja um dia assim bonito. Espero que não demore muito até voltar. Até breve, vemo-nos do outro lado do mar.
(Já agora, e porque isto ainda não estava suficientemente mórbido, quando for o meu funeral a valer, agradecia que passassem o "Why Should I Cry For You" do Sting. E, se quiserem oferecer flores, podem ser vermelhas - a minha cor - ou brancas, que também dá muito bem com o meu tom de pele)
Amanhã de manhã, lá me elevo aos céus. Espero que esteja um dia assim bonito. Espero que não demore muito até voltar. Até breve, vemo-nos do outro lado do mar.
(Já agora, e porque isto ainda não estava suficientemente mórbido, quando for o meu funeral a valer, agradecia que passassem o "Why Should I Cry For You" do Sting. E, se quiserem oferecer flores, podem ser vermelhas - a minha cor - ou brancas, que também dá muito bem com o meu tom de pele)
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